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Tuesday, September 14, 2010

Friday, April 23, 2010

Código Secreto

Para uma pessoa a dar para o descontrolada e inconveniente como eu, há certas coisas que me tiram do sério. Não são coisas importantes. Não tem a ver com ir a grandes jantares e pôr os cotovelos na mesa (coisa que apanhei do meu pai e nem sabia que era etiquetamente errado, enfim). Não. As regras de etiqueta são ou podem ser, em geral, ensinadas. A etiqueta, muitas vezes, envolve uma certa falta de educação quando não é cumprida. Não digo que a pessoa só diga asneiradas e humilhe toda a gente e não respeite os outros, não é essa falta de educação a que me refiro. É a falta de uma educação mais... fina, social.

Mas, neste caso, eu não estou a falar de etiqueta e sim daquelas regras de conduta secretas que todos os traunseuntes portugueses sabem ou pelo menos deveriam saber. Nunca ninguém fala nelas, mas elas existem e toda a gente sabe. É um grande segredo comunitário que liga a nossa existência no espaço partilhado por todos: a rua. É o Código Secreto. Como isto é segredo, se alguém não cumpre, não pode ser acusado de falta de educação. Só pode ser acusado de excelente capacidade de irritação.

Já estão a identificar alguma destas regras a que me refiro? Não?

Vou começar por uma simples, que em mim até não provoca danos quando não existe. Acabei de chegar a uma estação de metro, de comboio, uma paragem de autocarro... Estou sozinha. Onde me sento? Se responderam na ponta, estão certos. Se responderam no lugar ao lado do da ponta, também estão certos (isto porque o Código Secreto é compassivo e abrange as pessoas que, por motivos de obsessão-compulsão, têm graves problemas de pontas). E porquê a ponta? Porque, meus amigos, eu posso estar sozinha, mas pode vir a seguir um grupo de três amigos e querem todos sentar-se. É um pouco chato ficar um de pé, não é? Se fosse eu com os meus amigos, gostaria que alguém tivesse tido esse cuidado a sentar-se. São estes pequenos gestos. Mas como eu referi acima, quando alguém acha que o rei faz anos e se senta no meio, com ar de quem está no sofá da sala, não me incomoda por aí além. Geralmente, quando chegamos a uma estação ou paragem, é porque o nosso meio de transporte não está muito longe de chegar, por isso dá para aguentar um pedacinho em pé. Ainda assim, essa pessoa devia olhar menos para o umbigo e mais para a maravilha antropológica a decorrer à sua volta.

Outra das regras do Código Secreto é a já aqui debatida questão das escadas rolantes. É que francamente! As escadas são largas! Quer apreciar a paisagem, ponha-se do lado direito! Quer falar com amigos, faça lá cedências e fale de cima para baixo ou de baixo para cima durante um minuto, em vez de lado a lado. Será que as pessoas não se apercebem quando atrapalham o movimento normal das restantes?! Argh.

Enquanto as duas regras anteriores não consigo dizer que são do mundo, apenas reduzi-las à realidade que conheço em Portugal, esta aqui tenho a certeza que é internacional. Se um banco corrido de qualquer estação da CP em Lisboa dá para 7 ou 8 pessoas à vontade, ainda que algo apertadas, o máximo que se vê lá sentadas são 5, no máximo dos máximos 6 e é porque houve greve de comboios! Porquê? Porque isto, mais do que Código Secreto, é psicologia humana. Toda a gente tem direito ao seu espaço pessoal e só se entra nele quando convidado. Por isso aquelas 5 ou 6 pessoas estão o mais apertadas que conseguem sem terem de tocar umas nas outras. Por isso, nas horas de ponta em qualquer transporte, as pessoas esticam-se e encolhem-se o mais que podem, de forma a terem de tocar o mínimo possível no mínimo de pessoas possível. Se isto não estiver a acontecer, é porque ou estão no metro de Paris ou então está algum engraçadinho a assediar-vos.

E porque a minha capacidade de observação não é assim tão vasta, acabemos com a regra do Código Secreto que mais me irrita quando não é cumprida. Associo-a ao comboio e metro em Lisboa, principalmente comboio. Ora bem, não é hora de ponta, o comboio tem imensos lugares vazios. As pessoas podem não saber que há um Código Secreto, mas executam-no inconscientemente. Enquanto os houver livres, há apenas UMA pessoa em cada grupo de 4 assentos. Quando já há um indivíduo por cada 4 assentos, os novos passageiros têm de escolher a pessoa com quem lhe parece menos mal passar o resto da sua viagem. Mas atenção que esta pessoa chegou primeiro, já lá está. Durantes os curtos minutos das viagens daqui ali, a pessoa que chegou primeiro é senhora do Reino dos 4 Assentos. Como se presta vassalagem a est@ monarca de 10 minutos? Não se sentando à frente del@!!! Qualquer pessoa normal, se se puder sentar confortavelmente e estender as pernas à vontade, é assim que quer estar sentada!

(Vou fazer pausa para respirar fundo, porque isto irrita-me mesmo!)

Não acho normal uma pessoa ir sentar-se precisamente à frente da outra, quando tem dois lugares não nocivos onde sentar o rabo! É que sentar em frente tira o conforto e quebra a regra do espaço pessoal, porque volta e meia lá os pés ou joelhos têm de embaraçosamente tocar-se. Não acho normal, faço logo cara de má e mudo-me a grunhir para o lugar do lado. Não sabe o Código Secreto, aprenda-o com a experiência! Isto para dizer que, se por acaso são o passageiro que tem de ir importunar o Reino dos 4 Assentos, o lugar ideal para sentar é o lugar cruzado ao de quem já lá está (nem à frente, nem ao lado), mas também se aceita o lugar ao lado - mais uma vez, o Código é compassivo e percebe que há pessoas que enjoam de costas.

E tristemente só me lembro destas regras do Código Secreto. Já repararam em mais alguma?

MJNuts

Friday, July 24, 2009

Músicas intrometidas

De vez em quando acontece-me vir uma música à cabeça que, de alguma maneira, reflecte o que se está a passar naquele momento comigo. Coisas tão simples como estas:

Chegar à despensa e descobrir que a lata de bolachas está quase vazia, e sabendo que não lhe tenho posto as mãos em cima nos últimos dias, Zeca Afonso junta-se a mim em indignação - Eles comem tudo, eles comem tudo! Eles comem tudo e não deixam nada!

Ou passar a noite a filmar num telhado, a ver o actor a atirar-se pelas telhas vezes sem conta e a rezar que, se lhe escorregar o pé, ao menos tenha o bom senso de aterrar no colchão ou nos Aloés Vera por ali plantados. O Jim Morrison foi mais dramático, mas mais poético: This is the end, Beautiful friend, This is the end, My only friend, the end...

Houve outras, mas para se perceber a piada tinha de entrar em grandes explicações - e depois perde-se a piada, é o mal das anedotas explicadas!

Não tiveram cenas parecidas? Partilhem as vossas tretas musicais neste canto!

Giovanna

Tuesday, April 21, 2009

Pequenas Caixas

Caros leitores do Tretas e meus adorados actores, boas notícias trago às vossas casas acolhedoras - o projecto Pequenas Caixas está já finalizado.

Para aqueles que não fazem a mínima ideia o que é este projecto, fiquem a conhecer a curta-metragem que tive que realizar para a minha cadeira de Realização naquela escola cujo-nome-não-deve-ser-pronunciado e já foi referido aqui.

Quis eu criar uma história de protesto ao regime fascista que existe na minha escola e o resultado foi uma pequena sociedade isolada do mundo, abandonada num determinado lugar, obrigada a viver num padrão de igualdade, como objectos. No entanto, a minha mensagem é uma de esperança. Pois basta haver uma só alma que decide não se conformar com aquilo que lhe é imposto para mover os restantes sofredores e instaurar uma revolução justa e necessária.

Durante os poucos anos que habitei este mundo, sempre tive alguns problemas em lidar com aquilo que eu era e aquilo que queriam que eu fosse. A parte de mim que entrego com este filme é aquela que diz não me vou nunca esquecer que me chamo André Martins.

Queria só deixar, mais uma vez, a minha eterna gratidão a todos aqueles que estiveram presentes naquele domingo caloroso em que filmámos a curta. Muito mais que excelentes actores, foram verdadeiros amigos. Uns tiveram que faltar ao trabalho, outros tinham exame no dia seguinte, outros estavam de directa por terem trabalhado durante a noite, outros tinham assuntos bem mais importantes a tratar, mas estiveram todos lá e sei que não sou o único que se orgulha daquilo que foi conseguido. Obrigado. Foi um dia importante.

E agora, sem mais demoras, eis o pequeno conto:



Meus amigos-actores, eu entrego-vos, depois, um CD com uma cópia com melhor qualidade para a poderem guardar para vocês.

Guess

Wednesday, April 15, 2009

Larguem-me, pah!

Queria partilhar uma coisa convosco. Não sou uma pessoa medrosa ou mariquinhas por natureza. Verdade, sou ligeiramente hipocondríaca, mas fora isso, não tenho medo de aranhas nem de abelhas nem de cobras, não sofro de vertigens, não mudo de passeio ou de carruagem quando vejo um bando de mitras... Enfim, sou despreocupada com assuntos medrosos em geral. Mas há uma coisa que me assusta terrivelmente e que é o que eu tenho de mais próximo de uma fobia: carraças. Será que existe um nome estilo carraçofobia?

É verdade. Eu, que trabalho no Zoo. Eu, que lido com animais diariamente e tenho uma bicha em casa. Eu, que passo imenso tempo no campo. Parece que o mundo inteiro se uniu para me tramar.

Ora pois como o Universo é lixado e gosta de nos pôr a enfrentar medos, há que dizer que já tive vários encontros de primeiríssimo grau com este... erm... parasita. Obviamente que já vi muitas carraças em cães, mas isso é normal. Também já fui pior do que sou agora. Antes de trabalhar numa clínica veterinária (que me ajudou e bem a enfrentar este receio sem sentido), se via que um cão tinha uma carraça ou uma pulga, saltava três metros para trás com ar de pânico, como a Kawaii certamente poderá testemeunhar. Agora já sou mais controlada.

E ainda bem. Porque depois de sentir uma carraça a subir-me pela cara até ao cabelo e alguém ma apanhar e atirá-la para a lareira, depois de sentir uma carraça no joelho e tirar as calças no meio da casa de estranhos e sacudi-las que nem uma louca na varanda... Eu esperava que não tivesse mais histórias de carraças para contar. Parece que estava enganada. Bem dizia o meu pai que o meu sangue deve ser doce!

Na péssima e ranhosa noite que hoje passou, em que pouco ou nada dormi (mas em que apaguei luzes e desliguei PC histérica de alegria porque D.E.B.S. é um fartote de rir que só visto!), de manhã fui forçada a sair da cama quando sinto uma comichão na parte interna da coxa e, ao levar lá a mão, apercebo-me logo que ali há bicho!

Há anos que não sentia tanto medo! Foi lançar a carraça pela pia abaixo e enfiar-me na banheira durante uma eternidade, a esfregar-me violentamente e a pôr a depilação em dia! Ainda bem que a minha mãe estava em casa, ela reagiu muito bem face aos meus saltos e gritinhos histéricos. Sim, eu sei. Nem parece meu...

E bem, morta a carraça (à 2ª volta, porque não deitei água suficiente no lavatório e a bicha voltou para me atazanar! Thank God for moms!), a modos que fiquei vagamente contente. Isto porque me lembrei, como há muito não recordava, de como é fantástico sentir medo. De como nos faz sentir vivos. É a segunda melhor coisa a seguir à paixão. É claro que há medos que são comuns no dia-a-dia - medo de perder alguém, medo de chumbar a uma cadeira, medo de chegar ao carro e ter uma multa, - mas esses medos traduzem-se mais por uma ansiedade psicológica do que propriamente por medo. Aquela sensação de pavor que nos ofusca a racionalidade e resulta numa qualquer descarga de adrenalina pouco frequente. É óptimo! Mas isto são os medos bons. Não tenho propriamente vontade de experimentar o terror que deve ser estar nas mãos de um serial killer ou algo do género. Não. Medos assim, de coisas sem sentido e que dá luta tentar combater!

Fiquei com vontade de regressar aos meus tempos de desportos radicais. Sabe Deus que rappel me dava um nervosinho tão grande que não via mais nada à frente...

MJNuts

Bem, vai na volta, parece que estou de regresso ao blog...

Tuesday, April 14, 2009

"Onde Anda a MJNuts?" Perguntam Vocês

Bem, vai algum tempo que eu não aparecia por estes lados. O que vale é que eu, sabiamente, me associei a uma pandilha de Morcegos para garantir que quando me vêm estes laivos de falta de vontade de escrita bloguisto-criativa, alguém mantém o estaminé de boa saúde. Ou pelo menos, em coma induzido! ahah

Como a vontade de escrever continua a não ser muita, vou resumir-vos vergonhosa e descaradamente o que tenho andado a fazer neste mês em que não partilhei tretas com o mundo. Suponho também que este vai ser o post mais inútil que alguma vez escrevi. Hum... Embora este e este sejam concorrentes de peso!

Passando às pseudo-novidades:

* Aderi ao Twitter! Eu, que sou uma gaja que nem liga a estes sites de relações interpessoais! Não tenho Facebook nem MySpace, criei um hi5, mas coitadinho, pouco uso lhe dou! Mas gosto da ideia do Twitter. Como eu o costumo descrever, é basicamente enviar sms para o Mundo e como eu sou telemóvel-dependente... Calha bem comigo. E não, não conto lá a minha vida que acho essas coisas creepy e propensas a atrair stalkers! É mesmo só um "desabafo" diário e uma forma de saber o que andam a fazer pessoas interessantes, tipo os líderes de sites de Lost ou o senhor do PostSecret. Se por acaso também twittarem e estiverem interessados, podem adicionar-me. Vou passar a pôr por lá os updates do Tretas!

* Fiz ATL na Páscoa e fiquei com um grupo de grandes! Rock on! Não sei é se volto a ficar, mas não vou falar disso agora. A pedido de Suas Majestades, os Adolescentes, forcei-me a ver o Twilight. Oh, vá lá! Em minha defesa, o filme tem gente gira! Resumindo, o filme é mau, não TÃO mau, e ainda assim cheira-me que deve ser melhor que o livro em que se baseou, mas a Kristen Stewart surpreendeu-me pela positiva (ela fez-me efectivamente gostar e até torcer por uma personagem que eu desprezava, isto com base no muito que se escreve sobre este assuntos nas internetes) e gostei imenso da banda sonora. O Twilight por si só dava um excelente post, mas como não tenho vontade de o escrever, se se querem divertir com o que dizem as pessoas desta obra, reencaminho-os para o hilariante review que a Lili fez do filme no seu K1111.

* Voltei a pegar em Pushing Daisies, quase um ano depois de ter visto a 1ª temporada. Normalmente faria um belíssimo e longo post sobre as maravilhas desta série, mas lá está, falta a paciência. Posso dizer que é algo de único na televisão actual e que me dói o coração só de pensar que já foi cancelada... Bryan Fuller é um génio cujas séries nunca passaram da 2ª temporada, para minha grande infelicidade. Se Pushing Daisies é de todas a minha preferida, não posso deixar de gabar a qualidade de Wonderfalls e mais ainda a de Dead Like Me. Os americanos devem ter algum problema com abordagens cómicas à temática Morte... Enfim, dentro das más notícias, há luz ao fundo do túnel, e a ABC teve a decência de decidir transmitir os últimos episódios de Pushing Daisies (e Eli Stone, já agora), apesar do cancelamento.

* Foi-me dado a entender que os meus posts sobre Chuck não fizeram justiça à série. Que, de alguma forma, a fizeram parecer mais aborrecida do que realmente é. Vou resumidamente redimir-me do mal que fiz a futuros eventuais fãs da série: Chuck é genial! Chuck é o melhor da vida na TV! Chuck tem gente gira, gente divertida, gente gira E divertida! Chuck tem referências culturais de fazer sorrir uma pedra da calçada! Chuck tem uma banda sonora de chorar por mais! Chuck é rei entre as séries que não se levam a sério e oferecem, GARANTIDAMENTE, 40 minutos de diversão e entretenimento! Chuck é tão bom que me começa a doer o tanto que gosto da série! Ah, e nunca é demais referir que ver Chuck é passar uma hora a apreciar estes dois excelentes actores belos:


E bem, já escrevi bastante mais do que tencionava, por isso vou passar por cima das restantes pseudo-novidades e ficar-me por aqui.

Melhores tempos de escrita virão!

MJNuts

Saturday, March 7, 2009

Farinha, Farinha, No Cu da Galinha Incha

Nomes. Algo que não é muito discutido aqui, tendo em conta que os morcegos deste blog não revelam a sua verdadeira identidade. Apesar de tudo, a maioria das pessoas que ainda lê este cantinho da blogosfera sabe que a minha assinatura nada tem a ver com a marca de roupa Guess. Não querendo arruinar este pequeno mistério que aqui o blog nos impõe, falar-vos-ei apenas de um dos meus apelidos, para partilhar com vocês um pedaço de felicidade.

Farinha.

Não é o meu apelido oficial, é aquele nome que vem antes do último, ou seja, aquele que nunca fica muito conhecido e nem sempre é associado à própria pessoa. Como é óbvio, não é com ele que assino o que quer que seja e raramente o uso e, como tal, poucas pessoas sabem que assim me chamo. Algumas sabem que tenho alguns complexos com ele (tenho?).

Na minha pré-primária e primária, os tempos que rondavam eram aqueles em que, claro, as crianças eram cruéis - nem se poderia esperar outra coisa; está na natureza delas. Naqueles tempos, tinha que haver sempre alguma coisa que fosse permanente a alguém e com a qual se pudesse gozar e apontar. Ora, assim que se descobriu que um dos meus nomes era Farinha, nunca mais fui eu capaz de me livrar dos constantes escárnios e comentários parvos das crianças das escolas. Farinha, faz-me um bolo; Farinha podre; Farinha fica na cozinha; chamas-te Farinha, chamas-te Farinha... patético, não? Eu, como criança que era, não reagia muito bem aos ataques. Não era algo que me afectasse muito, mas fazia-me ter vergonha do meu apelido e querer sempre escondê-lo.

Os anos passaram, as crianças cresceram e, rapidamente, perceberam que havia coisas BEM mais interessantes na minha pessoa com que se gozar que um estúpido nome. Eventualmente, o Farinha foi posto outra vez em sossego e quase nunca mencionado.

Março de 2008: altura em que me tornei monitor do Jardim Zoológico de Lisboa. Uma profissão que exige que trabalhe com quem? Com crianças! No entanto, não havia qualquer motivo para temer que o nome, com origem no meu lado materno, fosse retirado da prateleira outra vez, após tanto tempo. Até porque, sendo o meu último nome outro, seria de esperar que o meu cartão de identificação apresentasse tudo menos o Farinha. No entanto, o meu último nome estava destinado a servir milhares de outras pessoas em Portugal e, com tal vulgaridade, vi-me obrigado a usar Farinha como o apelido oficial, para evitar confusões e eventuais problemas de contabilidade, pois uma dessas milhares de outras pessoas tinha que trabalhar no mesmo local que eu. Consecutivamente, o meu cartão passou a identificar-me com o Farinha depois do meu primeiro nome.

As crianças são cruéis, não são? Todos os fins de semanas de trabalho no Zoo é como se tivesse voltado aos meus tempos de pré-primária e primária. Farinha, vamos aqui; Farinha, vamos ali; oh, Farinha, faz-me lá um bolo; Farinha!, Farinha!, Farinha!, Farinha!... e até alguns pais meio malucos não resistem em gritar um moche ao Farinha! ou variantes. A última que ouvi foi Farinha, Farinha, no cu da galinha incha - achava eu que era um ditado qualquer que existia, mas não passa de um fruto estranho da imaginação das criancinhas. O Farinha está de volta. Mas sabem? Eu não me importo. Aliás, eu gosto, eu adoro que me chamem Farinha. Poucas pessoas o sabem porque eu contesto sempre e finjo-me incomodado. Sendo eu um alvo fácil e preferido por muitos para se gozar, não é difícil fazê-los usarem este meu estimado apelido de cozinha. E quanto mais nos mostramos incomodados com certa coisa, mais as crianças gostam de a provocar (todos nós sabemos controlar as pequenas criaturas, não é?).

Por isso, sim, eu adoro o meu nome. O pequeno Guess não percebia ainda o valor dele, mas agora percebo e sinto-me bem por ele fazer parte da minha identidade. Ah, Zoo... consegues sempre fazer-me feliz. Sempre.

Em conclusão, não te preocupes Inêz, um dia vais perceber a uniquidade do teu nome. Não fiques triste, B. Magalhães, o computador está aqui está a ir à falência e a ser retirado do mercado. Não ligues ao que os outros dizem, Rosa, não é vergonha nenhuma ter o nome de uma flor tão especial. Este parágrafo é, pois, para algumas das crianças que festejaram comigo os anos da Madalena este sábado no Jardim Zoológico. Uma festa em que, curiosamente, falámos imenso sobre os nomes.


Guess
Obrigado, avô. És tu quem me faz sentir um orgulho enorme em chamar-me Farinha.

Monday, January 26, 2009

Estou Aqui Estou a Levar Um Tiro

Deus sabe que não sou um homem supersticioso. O que Ele não sabe é que eu gosto de superstições. Por vezes, não são tanto superstições, mas sim momentos, coincidências ou aqueles sinais aos quais gostamos de lhes atribuir aquela dramática designação de "presságio". O que todos sabem é que sempre fui um homem de dramas. Não só porque o drama em exagero tem piada e é sempre motivo de riso (quase sempre), como a vida torna-se também mais interessante se a pudermos pintar com o drama surreal das telenovelas e dos filmes. É verdade, vocês sabem disso.

Tenho um post na ponta da língua sobre um assunto mais importante que quero tratar com vocês, mas, neste momento, vão aturar a minha pessoa being a drama queen.

À semelhança da nossa singular MJNuts, também eu trabalho no Jardim Zoológico de Lisboa, onde, estranhamente, recarrego as minhas baterias, todos os fins-de-semana, para suportar mais uma semana de ausência de plenitude. Um destes sábados, preparava-me para guiar as minhas crianças de 8/9 anos para o interior da área zoológica, quando uma pirralha se aproxima de mim e diz-me:

«Vais morrer... com um tiro.»

Nunca antes tinha falado com ela, mas seria de esperar que se risse de mim ao observar os meus olhos esbugalhados, mas, em vez disso, afastou-se para junto das suas amigas. Não foi uma rapariga que tenha causado quaisquer problemas durante o resto da tarde e nunca mais se falou sobre isso. O vosso morcego ficou, pois, terrivelmente encantado com o presságio (vêem como é giro dizer "presságio"?) da moça, o que seria de esperar. Se alguns sinais de medo mostrei eu a alguém foi simplesmente pela piada do drama, claro.

Mas o vento trouxe brincadeiras. Poucos dias depois (3?), passei uma noite inteira a sonhar. Lembro-me de ter, pelo menos, 4 sonhos, apesar de um ter sido mais longo e memorável. Nesse sonho, estava eu num hostel qualquer em França e era de noite. As ruas estreitas lá por perto tinham aquela tonalidade laranja dos candeeiros, mas não importam agora os pormenores. O que importa é que parece que havia alguém naquele lugar que andava atrás de mim para me dar um tiro! Sei que existia um motivo; não me lembro bem qual - tinha riscado o carro a alguém... Não sei. Sei que eu estava a morrer de medo, observando todas as pessoas que estavam à minha volta, porque sabia que, a qualquer altura, qualquer uma delas poderia sacar de uma arma e disparar contra mim. Pânico!

Mas o Guess acha piada a estas coisas, não é? Então, toma lá mais um! Esta tarde, uma colega minha da ESTC revelou-me que tinha tido um sonho deveras estranho e confuso e que eu entrava nele (adoro estar nas luzes da ribalta!). Passava-se na Estação de Comboios de São João do Estoril e parece que aquilo por lá estava um caos semelhante ao fim do mundo. Havia uns homens quaisquer a fazer umas trafulhices bizarras. Carros passavam nos carris, em vez de comboios. Uns homens estavam a deitar gasolina sobre um comboio e depois pegaram-lhe fogo, fazendo-o explodir. Isto tudo estava a ser observado pela minha colega, que estava com uns binóculos. De repente, um homem com uma arma aponta a mira para ela, fazendo-a correr que nem uma maluca. Havia por lá imensa gente, ao que parece. Pessoas a gritar, eu sei lá! Sei, que, entretanto, apareço eu a correr ao lado dela! (ai eu...) Escondemo-nos os dois atrás de uns arbustos a observar todo aquele panorama até que somos surpreendidos por trás por dois homens com armas. Começamos a correr, mas eu sou agarrado. Quando a minha colega olha para trás, vê-me levar um tiro na barriga, a ser regado com gasolina e a pegar fogo rapidamente!

Sim, o Guess gosta destas histórias. Destas coincidências que a vida lhe traz e de que ele tanto adora fazer um drama. Seja como for, estou aqui estou a levar um tiro! Haha. Não importa. Querem partilhar alguma novela comigo? Eu adoro estes contos.

Peço apenas uma coisa às minhas colegas morcegas: se eu, de facto, morrer com um tiro façam um post sobre os presságios da vida e como devemos sempre tê-los em conta! NOT!

Guess

Wednesday, December 31, 2008

Resoluções de Ano Novo III

Desde pequenino que sempre detestei o sabor e a textura das famosas passas. No entanto, os meus pais faziam-me crer que os 12 desejos eram, juntamente com as 12 passas, um ritual deveras importante. Como tal, aqui o Andrézito fazia batota: pegava numa mão cheia de 12 daqueles frutos horríveis, deitava 11 pela janela fora, comia um e, com ele, desejava, simplesmente ser feliz.

Hoje, continuo a fazer isso. Bem, já não deito 11 passas para o lixo, apenas como uma.
As minhas resoluções?


1. Continuar a ser o homem positivo que prometi ser.

Por volta das 2.30 do dia 3 de Maio de 2008, fiz um voto - Eu, A. F. F. M., sou um homem positivo. Não sei a 100% o que é que isto abrange, mas, resumidamente, é um homem que tenta sempre fazer a coisa certa, mas que também sabe reconhecer quando falha. É um homem que fica feliz com o sucesso dos seus amigos.
Não matar, não invejar, não ter ciúmes, não procurar a vingança, não ficar feliz quando os inimigos fracassam, não desejar ser o melhor sem esforço...

Mas ensinaram-me que não se deve, nunca, definir algo pela negativa. Por isso, se quiserem ajudar-me, digam-me, o que é para vocês um homem positivo?


Guess

Tuesday, December 30, 2008

Resoluções de Ano Novo

Não tenho muita noção se as resoluções de Ano Novo são uma tradição mundial, nacional ou se simplesmente apareceram com os filmes de Hollywood. É daquelas coisas que toda a gente sabe o que é, mas ninguém sabe de onde veio. Como o Sócrates.

Eu nunca tomei resoluções de Ano Novo, não é algo que me faça muito sentido. Geralmente são resoluções que caem em saco furado, ou seja, nunca dão em nada. Por isso, nunca as fiz. Mas desta vez, vou fazer. E como já me conheço e sei que a coisa costuma resultar furada (e até há um razoável número de pessoas que tende a não acreditar em mim para estas coisas, obviamente porque eu sou a primeira a dar-me ao descrédito - yes, I'm thinking about you, dog parasite!), vou fintar-me a mim mesma e não fazer resoluções de Ano Novo: vou fazer, em vez disso, resoluções para Janeiro. Se tudo correr bem, logo se vê se é para continuar ou se foi mais uma experiência de vida.

Ora bem, Janeiro tem 31 dias e durante esses 31 dias, tenho intenções de:

1. Ligar a água do banho só quando estiver já despida dentro da banheira. Não interessa se sai água fria ou quente, o corpo aguenta, faz bem ao ambiente, dizem que a água fria faz milagres para endurecer os músculos e por aí afora. Isto exclui, obviamente, os potenciais banhos românticos que possam acontecer (nunca se sabe). - na verdade, comecei esta semana a fazer isto, portanto digamos que é uma resolução com bagagem. E que não faz assim muito sentido, agora que a vejo escrita. Mas quero mantê-la, de qualquer forma.

2. Sujeitar-me a um extreme makeover às mãos de amigas mais fashion wise que eu. Visto que o Tim Gunn não faz propriamente parte do meu grupo social, terei que me contentar com as versões femininas e portuguesas dele que conheço (e sabe Deus que fazes um excelente trabalho, F.!). Quero livrar-me das inutilidades do meu guarda-roupa e arranjar finalmente peças de roupa que exprimam quem eu sou. A parte fixe de quem eu sou. A minha roupa geralmente exprime mais a parte desleixada da minha pessoa.

3. Fazer pelo menos 30 minutos de exercício físico. Já experimentei ginásio e não deu, mas os exercícios caseiros até resultam bem comigo, quando me dedico a fazê-los. Abdominais, dorsais, flexões, umas voltas na bicicleta estática e o que raio mais haja que seja exercício para os membros inferiores. Não, não sou gorda nem obcecada por dietas ou exercícios, mas quero viver à altura do meu potencial de gaja boa!

4. Manter os bons hábitos iniciados em 2008 de beber água em todas as refeições que faço em casa (antes bebia refrigerantes a todas as refeições, dentro ou fora de casa) e de utilizar escadas sempre que estou sozinha e não sou persuasiva que chegue, pois se a companhia quer usar o elevador, o desperdício de energia já está feito (sim, mais uma vez, ambiente! e exercício).

5. Ir a todas as aulas (Teoria não conta). Dei 4 boas ou vá, razoáveis, impressões nas 6 cadeiras que tenho, 1 má a caminho de ser mudada e 1 simplesmente não existe (Teoria, lá está). Na recta final do semestre, há que estabelecer os alicerces de uma boa relação entre uma aluna esperta e as notas porreiras no belo edifício que é o professor.

6. Manter a média de 15 do ano anterior.

Ainda são umas quantas resoluções! Vai ser um Janeiro de peso, uh? Em Fevereiro, dou-vos as luzes de como isto correu. Com sorte, inclui fotografias para ilustrar o antes&depois das ditas resoluções.

MJNuts

Update: 7. Recuperar o tempo perdido com o J..

Sunday, December 14, 2008

Para o menino e para o avô...

Vocês já foram ao Oceanário com a vossa avó? Experimentem lá, que eu espero aqui. Já está? Foi giro, não foi?
Quando eu fui com a minha, sabe Deus que foi bem divertido. É que, para a minha avó, aquilo não era o Oceanário, mas sim a praça. Tudo o que era bicho marinho que passava à frente dos olhos da minha avó era logo agraciado com o melhor prato para o qual estava destinado, informação decerto bastante apreciada pelos próprios peixes. É bom saber que se cai bem limado ou de escabeche.
Não era o observar do comportamento da vida marinha que interessava à minha avó, mas sim o molho com que a garoupa ou o caracol do mar ficavam melhor.

- Olha lá aquele! Com um arrozinho de tomate...

Foi giro. E já foi há alguns anos. Mas no Natal o que é giro é partilhar!

Lili

PS: Muito obrigado a todos pela recepção calorosa!

Wednesday, December 3, 2008

Espere lá, perdi-me no F...

No dia 29 de Fevereiro de 1904, nasce na Alemanha um belo (?) rapaz, que recebeu o fascinante nome de... Adolph Blaine Charles David Earl Frederick Gerald Hubert Irvin John Kenneth Lloyd Martin Nero Oliver Paul Quincy Randolph Sherman Thomas Uncas Victor William Xerxes Yancy Zeus Wolfeschlegelsteinhausenberdorft Sr.

Recebeu um nome cristão por cada letra do alfabeto, é o nome mais longo oficialmente registado por alguém, e encolheu para Wolfe Plus 585, Sr.

Não sei porquê 585. Não imagino o que pensaram aqueles pais. E não sabia que Nero, Xerxes e Zeus eram nomes cristãos (soa-me muito a paganismo, mas sabe-se lá...).
O que me assusta é o Sr no fim. Normalmente isto surge quando o filho recebe o mesmo nome, o pai será Sénior (Sr) e o filho Júnior (Jr). Imagino a felicidade do filho (e da mãe) quando o nome foi registado pela segunda vez! O que, vendo bem, poderia durar mais umas 24 gerações (o avô é o Adolph, o filho é o Blaine, o neto é o Charles, e por aí fora! Até podem ser New-Age e dar um 27º nick-name ao descendente, de acordo com o nome de família - Wolf Wolfe não é nada de estranho nos dias que correm, quanto mais será no séc. XXII ou XXIII.

Pena que a lei portuguesa só permita 6 nomes no total - 2 próprios e 4 apelidos de família, se bem me lembro. Às vezes acho que os gostos peculiares para nomes se esgotaram com a vaga de «Cátias Vánessas» (ler com acentuação no sitio certo, sff) dos finais dos anos 80 e inicios de 90.

Teorias? Comentários? Quem é que me descobre mais coisas bizarras destas?
Deixo o desafio.

Giovanna

Wednesday, November 19, 2008

Sonhos

Na noite passada, em vez de irmos dormir que já eram horas, eu e o companheiro Guess pusemo-nos a falar de sonhos... Não, nada melodramático como de costume! Sonhos, como quando se está a dormir.

Ele diz que não consegue tomar consciência que está a sonhar, então nunca consegue controlar os sonhos... Mas até que tem sonhos giros, tipo um teatro com animais verdadeiros com actores escondidos a fazerem-lhes as vozes! Ou daquela vez em que sonhou uma enormidade de aventuras no palácio d'A Bela e o Monstro. Sonhos giros!

Mas pah... Há que dizer que eu sonho coisas muito esquisitas! Antes de mais, pelo que sei, as pessoas costumam sonhar com as pessoas que lhe são mais próximas ou pelo menos fazerem-se acompanhar, no sonho, de amigos, família ou até mesmo da pessoa amada. Eu é raro o sonho que tenho com pessoas íntimas! Pode lá aparecer a moça que se senta na carteira da frente na aula de Inglês, os meus afilhados do meu antigo curso, amigos de amigos... Mas gente minha? Nah! Que é isso?

Vou expôr-vos então o ridículo de alguns dos meus sonhos, a ver se vocês sonham de uma forma parecida.

Ora portanto, o mais recente foi há duas noites atrás. Estava eu e mais dois ou três dos meus afilhados do meu antigo curso (e acho que uma neta) a "curtir" um concerto de Ivete Sangalo (!), na fila da frente sozinhos, num espaço tipo o do Rock In Rio... com mais 20 ou 30 pessoas a assistir! Ela bem tentava puxar pelo pouco público que havia, mas ninguém queria saber dela! Até que recorreu à sua arma secreta, o Poeira. Poeira, poeira e ninguém queria saber dela para nada. Até que a senhora desistiu, desceu do palco e veio conviver com a malta. Acabámos todos num casarão que era basicamente igual à casa da festa de Halloween do ano passado, mas versão XXL. E lembro-me vagamente de haver sangria.

Agora passando assim para sonhos gritantemente estúpidos...

Uma bela noite, que acordei super mega contente na manhã seguinte, sonhei... com Sailor Moon! Não, não me contentei em sonhar com Sailor Moon! Sonhei com todas as Navegantes da Lua (as nove!) em versão animada! Mesmo como aparecem na TV! E o que estavam elas a fazer? Estavam na Bobadela... a combater um dinossauro! Verde! Que parecia um tiranossauro de plasticina gigante. Lembro-me perfeitamente da Bunny em cima de uma estrutura qualquer mais elevada do que o solo a fazer os seus jeitos de mãos "Em nome da Lua, vou castigar-te!". Aliás, havia por ali muitas estruturas elevadas para as moças se pousarem, não sei que raio se passava naquela terra...

Outro bastante hilariante que tive foi um em que eu pertencia a um gang de fadinhas... Ou seja, eu também era uma fadinha. Éramos todas mais ou menos do tamanho da Sininho. E porque disse eu gang de fadinhas? Porque nós nos dedicávamos a roubar lojas de electrodomésticos!xD Porquê?, perguntam vocês. Não faço ideia. O que recordo com mais carinho deste sonho é que eu de facto tinha de fazer um esforço semi-consciente para conseguir voar... Tanto que ia sendo apanhada pelo dono de uma das lojas, com um electrodoméstico branco qualquer que eu desconfio que era uma batedeira.

Uma vez sonhei em versão videogame. Género Super Mario Bros da Nintendo hiper mega velha que era um paralelepípedo cinzento, a consola antes da Super Nintendo! Éramos uns três ou quatro (e essa foi a única vez que sonhei com o meu amor de adolescência) e andávamos por lá, saltando de plataforma em plataforma e a matar serezinhos estranhos.

Também tive um sonho estilo filme de terror, mas esse já não lembro bem. Sei que havia uma gaja boa no grupo (olha eu com sonhos estereotipados...), mas qualquer daquelas pessoas nunca as tinhas visto mais gordas, e que envolvia uma casa assombrada. Parecida à do sonho da Ivete Sangalo, agora que penso nisso.

Sei que houve uma vez que tive um sonho tão genial que queria escrever um livro com aquela história... Mas eu, estúpida, não apontei o que era e agora já me esqueci... Uma pena. Talvez o meu cérebro me dê uma prenda de Natal?

Outro grande sonho meu, trademark MJNuts, foi aquele sonho que desejo a toda a gente... Basicamente havia um teleférico (igual ao do Zoo, peço desculpa, fãs do conforto) que percorria Portugal inteiro, de Norte a Sul... E então era eu, pequenina, com os meus amigos da primária, a ver o país todo por cima... Estava um sol radiante! Tenho a vaga ideia de passarmos pelo Alentejo, mas as memórias mais vívidas que tenho do sonho são de paisagens de serras... Belíssimo, a sério.

Gostava de saber o que Freud teria a dizer destas coisas!

Sonhei que voava mais duas ou três vezes além daquela das fadinhas. E sempre foi preciso esse esforço semi-consciente para arrancar do chão. Coisa que, interiormente, é uma experiência curiosa. Dá uma certa satisfação conseguir, mas parece que nos estamos sempre a esquecer do mecanismo e que cada vez que precisamos de o utilizar, temos de ir pelo método tentativa e erro. É muito estranho. Pelo menos comigo. Lembro-me de a Giovanna me contar um sonho em que ela voava, mas voar ali era tipo nadar... Tinham de bater os braços e coisas assim.

Não sou dada a pesadelos, pelo menos não me é comum acordar com medo. Na verdade, já tive mais vezes medo naquele estado letárgico antes de estarmos profudamente a dormir, porque a minha mente se convence, sei lá, de que estou deitada de lado, mas afinal estou deitada de barriga para cima e é ali um choque muito grande entre Ids e Egos e Superegos e acordo sobressaltada.

Também não é meu costume ter sonhos eróticos, mas já tive 2 ou 3 de sua qualidade! Só que essas coisas não se partilham em blogs, não podem ter tudo!

Ah, e uma particularidade dos meus sonhos... Não sei se é comum. Às tantas, é. Os meus sonhos têm banda sonora... That normal?

Gostava de ouvir/ler as vossas experiências no campo dos sonhos, porque realmente, apercebo-me agora, não é daquelas coisas que eu costume falar com as pessoas...

Quais foram os vossos melhores sonhos?

MJNuts

Update: Chegámos aos 65 posts! Boa, Morcegos! Obrigada!

Monday, November 17, 2008

É relativo…

O Optimista diz: «O copo está meio cheio.»
O Pessimista diz: «O copo está meio vazio.»
O Racionalista diz: «O copo tem o dobro do tamanho necessário.»

in «Platão e um Ornitorrinco entram num bar…», Thomas CATHCART e Daniel KLEIN


sempre vossa,

Giovanna


P.S.: CLÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃ!!!!! XD

Wednesday, November 12, 2008

Bolas, Só Tretas Por Todo o Lado!

Foi-me informado algures de manhã, por caminhos perigosos e subversivos, que um canto cibernético se tinha resolvido dedicar a gozar com esta banca de disparates... E o que me espanta é que ninguém antes tenha gozado! Então nós damo-nos tanto ao riso... Ah, o mundo é hoje um lugar mais sério!

Caro João Doe... Muito agradecida pela atenção! Só aqueles sobre os quais é feito humor são importantes o suficiente! Pelo menos para si. E convenhamos que o senhor tem de facto piada, o que me obriga a controlar o ego inchado. Excelente referência à Björk no seu post de abertura!

Venham de lá mais bons posts, com potencial sério de ultrapassarem estes daqui! Ai se me começa a roubar visitantes...

MJNuts

Tuesday, November 11, 2008

Que Dia é Hoje?

Hey, my fellow readers!

Queria apenas deixar aqui um pequeno testemunho da importância que o dia de hoje tem para mim. Hoje perguntei a imensas pessoas se sabiam o que se festejava hoje - 11 de Novembro. Se não sabem, shame on you! Um Cavaleiro, um Mendigo com frio, uma capa dividida ao meio, um acto nobre que tornou este cavalheiro no São Martinho.

Hoje foi um dia feliz. Cheguei à Escola com vontade de partilhar toda a minha alegria deste dia, que nem uma criança com vontade de desenhar castanhas e afixá-las no placard da sala de aula. Pois é! Quantos de nós não pintávamos as castanhas gigantes e depois as afixávamos para todos verem com orgulho as nossas pequenas obras?

Hoje espalhei a boa nova mesmo com os meus amigos mais próximos que não estavam ao pé de mim. Foram cumprimentos que me tocaram estranhamente e me fizeram continuar o meu dia ainda mais feliz e cheio de vida. Na cantina, ofereceram-me castanhas assadas e a Dª Adelaide do Bar ofereceu uma mão cheia delas por lhe ter desejado um dia cheio de emoção!

As pessoas estavam contentes e deixaram-se contagiar pelas músicas da Disney, que, entretanto, comecei a cantar e, especialmente, pela música que criei para este dia especial. Sim, porque acordei e percebi que o Dia de São Martinho não tem nenhuma música festiva! Alguns tentaram convencer-me que sim, que havia uma música, mas ninguém se lembrou do ritmo, da melodia ou mesmo da letra integral. Era qualquer coisa como umas castanhas, que vão de mão em mão e que passam para o pai e para a mãe e para o irmão, whatever... Sei apenas que a minha pequena cantiga deflagrou pela turma e uns, a dada altura, já não me podiam ouvir.

Não entendo. Senti-me hoje num espírito que não tem nome - espírito martinense. Senti realmente alguma coisa que me aqueceu o coração, coisa que não aconteceu no Natal passado. Hoje, tudo aquilo que aconteceu teve como pretexto o Dia de São Martinho! Os cheer-up-cards que foram passando de mão em mão pela turma, a batata frita furada da Joana, e todas as recordações primárias que me bombardearam a mente calmamente.

A minha mãe chama-lhe Magusto, mas chamem-lhe o que quiserem, queria apenas desejar-vos um Feliz Dia de São Martinho!

E aqui em baixo, deixo-vos, então, a música oficial deste tão alegre dia, a pedido de algumas alminhas.



Guess

Friday, October 31, 2008

Partilhar Coisas Boas

O que é bom é para partilhar!

E eis que me deparo, nesta semana feliz, com esta maravilha gritantemente pouco visitada! Que se passa com vocês, pessoas nascidas antes dos 90? Chama-se
Desenhos Animados - Vem recordar os êxitos da TV portuguesa e é tudo o que uma pessoa que mantém a criança dentro de si viva pode desejar! Já está nos links que o Tretas aconselha a visitar, mas não pude deixar de gritar mais publicamente que o vão ver, porque merece a nossa atenção!

Do Babar ao meu guilty pleasure especial Galinha e La Minute, passando pela Rua Sésamo e sem esquecer essa maravilha da personificação que são os
MotoRatos de Marte! (sim, eu via isto... How sad was I?) Há tanta recordação ali capaz de nos puxar o sorriso!

Não posso deixar de referir uma série da qual se fala lá e que foi muito importante na minha infância... A Madalena. Lembram-se dela?

Sou Madalena, a Madalena
A miúda mais valente!


Eu era esta miúda! Era das mais pequenas da minha turma, andava num colégio de freiras... E no entanto, era a mais esperta e mais reguila! Todos os dias, eu parava em frente à televisão, a ver as aventuras da Madalena, a sonhar como seria viver naquele casarão e ver a Torre Eiffel nos passeios da escola... E identificava-me bastante com aquela relação dela com a Miss Clavel... Afinal de contas, eu vivia rodeada de freirinhas que se viam gregas para dar conta do recado!

Ah, boa vida... Ser pequena era excelente! Mas não me posso queixar do que crescer me tem dado.

Entretanto, este blog, sabe-se lá porquê, tem nos seus links o
Onda Choc Blog, o que me fez lembrar da minha panca pelos putos metidos a fashion da minha infância. Panca essa que faz precisamente um ano algures entre Setembro e este mês! Lembras-te, Guess? Até que tenho saudades de ouvir estas poucas-vergonhas no rádio do carro...

Anyway, feliz Dia das Bruxas para todos!


E um feliz HalloWEen para mim!

MJNuts

Monday, October 20, 2008

Art is in the eye of the beholder

Cá venho eu então responder ao apelo da companheira morcega, aumentando os posts deste ano.
Aproveitando a onda mais ou menos melancólica e contemplativa dos meus colegas da Treta, deixo-vos o link para um outro blog, mais artístico e sério que este. A minha vontade era de pôr logo aqui as imagens todas que gostei, mas não só entupia isto de pixeis como temo quebrar alguma regra de direitos de autor e distribuição, portanto... fica a publicidade!

No Light My Life, queria chamar a atenção para o último post, de 25 de Setembro. A primeira foto de todas deve-vos captar a atenção suficientemente bem :p

E, num tom mais alegre, este vídeo é para aqueles dias em que só apetece dizer F***-SE!! E claro que as minhas boas intenções bloggistas foram novamente malogradas e eu vejo-me obrigada a dizer-vos o equivalente cibernético ao «Vai buscar», dando-vos o link (ici, mon chéres!) em vez de pôr logo aqui o vídeo... Oh, well...

Enjoy!

Giovanna

Wednesday, October 1, 2008

Antes de Morrer

Ora bem, isto até que me fez lembrar a Bucket List que a Nia postou no seu blog e que eu até comentei...

Mas eis que a Aurora responde a um desafio sobre 8 coisas que quer fazer antes de morrer e me desafia a fazer o mesmo... Por isso, tem de ser. Sem ver os comentários no outro blog que é para reparar no instável que sou.

- Viajar! Viajar muito! (até podia escrever isto 8 vezes, basicamente)
- Ver os episódios todos de Lost até ao final da última temporada (era muito mau morrer antes disso, bolas!)
- Fazer mais uns... 30 turnos de ATL! Ou mais que isso! O máximo possível!
- Viver uma temporada no estrangeiro
- Ir a Amesterdão uma vez por ano (mushrooms!)
- Ser feliz. Hum... Continuar feliz!
- Não ter segredos para NINGUÉM.
- Fazer feliz quem amo.

E é isso. No big deal.

Alguém quer fazer? K1111? PP? Colegas das Tretas? Anyone?

MJNuts

Wednesday, May 28, 2008

Do you understand me?



kuddos for Nukker and AlphaProp

Giovanna