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Tuesday, September 14, 2010

Friday, June 18, 2010

Adeus, Lost

Lost, se não estou em erro, acabou dia 23 de Maio. Espero que esta seja a última vez que falo sobre este assunto neste blog.

Já passou quase um mês desde que a série que segui, semana após semana, durante CINCO anos (porque só a comecei a ver quando a 2ª temporada estava no ar), acabou daquela forma tão gritantemente estupidificante. Como se personagem quase nenhum importasse, como se poucos ou nenhuns se conseguissem soltar daquele emaranhado de caos com um mínimo de resolução. Como se de repente os mistérios já não importassem, porque "a série sempre foi sobre os personagens". Ah sim? Então porque mal os reconheci nesta última temporada? O Sawyer que já não servia para nada. O Locke que já não era o Locke. O Sayid que estava pseudo-possuído. A Claire que passou a ser a Rousseau. O Ben que passou de psicopata a coninhas. Mas já falei sobre isso, não é?

O que quero dizer é que já passou quase um mês desde que o meu olhar incrédulo pousou sobre aquele horrível final, a fechar umas 5ª e 6ª temporadas fraquíssimas... E ainda me dói. Como me custa lembrar do quanto eu adorava aquela série. O quanto ela significava para mim. O quanto me liguei àqueles personagens (com a que se veio revelar infeliz excepção daquele mentecapto do Jack).

É ridículo, mas pelos vistos é possível apegarmo-nos a um pedaço de ficção. É possível criar uma ligação emocional com uma obra fictícia, que nada tem de real (e, no caso, muitas vezes nem de realista). Mas eu apeguei-me e nem sei porquê.

E agora que Lost se foi, não sei que fazer a este manto de desilusão que se instalou sobre mim. Não sei como resolver o facto de esta última temporada, em particular aquele desfecho, ter anulado as maravilhas intelectuais e emocionais que as quatro primeiras temporadas me trouxeram. Como é suposto eu ir ver a perfeição artística e humana que foi a season 1 sabendo que tudo vai dar àquilo? Não consigo. Talvez daqui a muitos anos.


O que eu não dava para ter gostado daquele final... Mas a minha racionalidade não me permite dar valor às despedidas emotivas atiradas a torto e a direito na nossa direcção, em detrimento da falta de sentido crassa de tudo aquilo. Sinto-me enganada. Ainda me sinto enganada.

E isto não sabe nada bem.

Como disse a Fish, num magnífico review que aconselho:


"It turns out it's not really much fun to hate on something that you once loved. It feels terrible actually."


É horrível. E ninguém parece entender-me.

MJNuts

Friday, May 28, 2010

Post de Resposta a «You Suck, Lost Ending!»

Este vídeo expressa, sem falha alguma, a minha paixão pelo final esperado de LOST.



Guess

Thursday, May 27, 2010

You Suck, Lost Ending!

Tenho desde já a avisar que este post vai conter palavras potencialmente menos simpáticas e não é improvável que me saiam, literalmente, caralhadas dedos fora. Peço desculpa aos leitores mais sensíveis.

O meu amor por Lost é conhecido por qualquer pessoa que conviva comigo, mais ou menos, e suponho que pelos leitores deste estaminé. Já me pronunciei umas quantas vezes sobre a série, ao ponto de a certa altura ter ponderado criar uma prateleira só de Lost, em vez de pôr os posts sob a prateleira Televisão.

Comecei a ver a série na 2ª temporada, na televisão. Depois pedi os DVDs da 1ª temporada emprestados e, a partir daí, segui tudo direitinho via download conforme ia dando na televisão americana. O meu amor era tal que muitas das legendas disponíveis online da 3ª temporada têm o meu nickname (não este, o nirky). O meu amor era tal, que paguei do meu bolso os packs das temporadas. A minha paixão assolapada durou 3 anos, até que chegou aquele desastre que foi a 5ª temporada. Desastre para mim, acho que nas internetes os fãs andavam todos histéricos de felicidade. Eu peço desculpa, mas pessoas bonitas presas nos anos 70 (depois de aborrecidíssimos episódios de infinitos saltos temporais) e a vestir fatos macaco não encaixam na minha definição de boa televisão. Já nem me lembro dos flashes fora da Ilha... Era o quê? Flashforwards à mesma? Não interessa. Basicamente foi na 5ª temporada que comecei a achar que os argumentistas não sabiam a quantas andavam e estavam a enveredar pela estratégia de confundir os espectadores de tal forma que nós íamos deixar de tentar entender e simplesmente engolir tudo o que o ecrã estivesse a oferecer-nos.

O final da 5ª temporada foi, para mim, o pior dos finais de qualquer season de Lost. A óbvia e claramente fabricada-para-o-propósito falta de cérebro dos personagens foi-me quase intolerável. O Jack tem razão, o Jack não tem razão, vamos mandar uma bomba atómica pela escotilha abaixo, não vamos, festa, yey! Pah, fiquei de tal forma estúpida a olhar para o ecrã que quando aquela coisa apareceu branca em vez do habitual preto, queria mandá-los todos à merda e não queria saber mais da série para nada. Aliás, a única coisa positiva que a 5ª temporada ter sido uma desgraça teve foi o facto de assim a espera de sabe-se lá quantos meses não me ter custado nada. Tanto não me custou, que quando Lost voltou nem me dei ao trabalho de ver, deixei andar.

Das duas vezes que tentei ver o 6x01/02, adormeci. Lá desisti e siga lá o 6x03 então. A partir daí, apesar de ser notório que Lost já tinha conhecido os seus tempos áureos, não achei muito mau. Alguns episódios foram bons, outros nem por isso (achei aquele do Richard uma seca descomunal, gabem o que gabarem as internetes; e o episódio do Jacob?! what the hell, people? tanta coisa para AQUILO?!? fuck you, Darlton). Aquela realidade alternativa dos flashes era amorosa, dava para rever personagens há muitos perdidos (ah, pun!) e eu gosto sempre daquela sensação de os ver cruzarem-se na vida uns dos outros.

E portanto dia 23 de Maio lá chegou o dia fatídico... Último episódio de Lost de todo o sempre. Eu já sabia que muitas coisas iam ficar por explicar, mas tinha esperança que, dessem eles a volta por onde dessem, a coisa me fosse agradar.

SPOILERS AHEAD

Não contei que o meu Jack!hate me fosse arruinar a experiência. Isso entre outras coisas. Não me vou sequer pronunciar sobre o facto de Lost ser das séries mais descaradamente misóginas dos últimos tempos: as mulheres servem para esposas, grávidas, interesses amorosos ou prémios de macho. Nunca liguei a isso por aí além, não vou fingir agora que ligo. Mas é que se fossem só misóginos... Não. As fundações de uma série inteira estão nos ombros de um personagem (e desculpem-me, mas preciso de inglês) egoísta, self-righteous, mimado, obnoxious, dogmático, obcecado por "corrigir" coisas e incapaz de aceitar visões diferentes da sua. Eu nunca gostei do Jack. Eu odeio o Jack. Mas assim com muita força, como nunca odiei personagem nenhum e duvido que volte a odiar, porque seria preciso o meu coração estar muito investido noutra série para originar sentimentos tão fortes. Aquele ser causa-me tal asco que muitas vezes nem os mil gozos e brincadeiras que há sobre ele por aí me fazem tolerar mais a sua existência.

Não consigo suportar ter chegado ao fim de 6 temporadas de Lost e ter um fim em que o Jack foi personagem centralíssimo e todos os seus defeitos pareceram ficar perdoados. Não basta a irritação de a realidade alternativa ser um limbo onde todos se encontraram após a morte, para poderem seguir juntos para onde quer que seja, ainda tive de ESPERAR que o menino Jack se deixasse das suas cientifiquices antigas (sim, porque na Ilha, ele já era todo fé e poder da Ilha e o camandro, mas na realidade alternativa era o idiota do costume) e se juntasse aos seus amigos dentro de uma Igreja para poderem seguir alegremente com a sua morte.

ARGH!

Eu até estava a gostar do episódio. Pelo menos da primeira parte. A coisa estava claramente a apelar à lagrimita, com tanta reunião e lembrança e flashes da 1ª temporada. Eu gostei disso tudo, não sou insensível. Passei 5 anos da minha vida com aquelas personagens, apeguei-me a elas. Gostei de rever a Shannon e o Boone, fiquei super feliz quando a Kate se lembrou da Ilha por causa do parto da Claire (esse momento que acabou por ser crucial no processo da sua redenção), adorei a parte dos coreanos e ver o Locke ser o Locke deixou-me mais emocionada do que eu esperaria, visto que nunca morri assim de amores pelo personagem (apesar de, obviamente, o preferir ao Jack).

Anyway, quando de repente, DUAS TEMPORADAS E MEIA depois de Jate (Jack+Kate como casal) estar morto, a rapariga se põe toda chorosa a dizer que o ama e ele que a ama a ela, EU MORRI! Estava já muito ciente que não fazia grande sentido ela ficar com o Sawyer e nem queria saber, mas estava super feliz com a cena de ela finalmente se ter tornado independente do triângulo e ter encontrado o seu caminho através do Aaron e do que foi ter sido mãe dele. Para mim, isso seria um fim digno para a Kate. Mas nãoooooo! Bota Jate ali, mesmo que tenham passado SÉCULOS e que não faça sentido nenhum! Porque se para a Kate ainda faz, que coitada, apanhada na rede da misoginia Lostiana, passou à vontade três quartos dos episódios todos a ser bola de ténis entre raquetes de machos, para a história do Jack, ficar ou não ficar com a Kate NÃO FAZ SENTIDO NENHUM! É perfeitamente indiferente! A história dele não é redenção amorosa, caralho!! A história dele é aprender a não ser teimoso, a confiar mais nas pessoas, a deixar-se ir, a ouvir os outros, a ter fé!

E bem, quando Jate aconteceu, o meu cérebro clicou para outras coisas... E senti-me despeitada e irritada com as insinuações redentoras que a série estava a espetar na minha direcção. Ora portanto... O Jin e a Sun fazem todo o sentido juntos, porque sempre foi assim. Ninguém duvida da Penny e do Desmond, também. Mas a minha tolerância amorosa acaba aqui. Nunca me senti tão solteira na minha vida! O amor da vida do Sayid era a Nadia, foram buscar a Shannon para ele se lembrar. O Hurley deve ter contracenado com a Libby uns quê? 40 minutos d0s 5082 que as 6 temporadas têm no total e ele lembrou-se por causa dela?! E depois a Claire com o Charlie, o Faraday com a Charlotte, o Sawyer com a Juliet... Foi para ali um love!fest que me estava a fazer contorcer as entranhas.

Peço desculpa se soo amarga, eu até sou fã do amor. Mas cada vez mais me irrita esta obsessão social do amor como o novo Messias e que sem ele a nossa vida não faz sentido. Amor é muitas e demasiadas coisas, mas a Vida é mais que isso. Ou antes, não é mais que isso, mas há amor em várias formas e, às vezes, há coisas mais importantes. Às vezes há valores e causas que se levantam acima disso. Sinto-me francamente triste que, com tanta personagem, tenham ido escudar-se em relações amorosas muitas vezes inconsequentes para o panorama geral da série para sustentarem aquele final. Acho a amizade entre Hurley e Charlie muito mais forte que o que um teve com a Libby e outro com a Claire. Acho que o Jack passou pelo menos quatro seasons a preocupar-se com mais coisas do que com a Kate (fucking chauvinist pig, anyway) e, sinceramente, tive dificuldades em perceber como raio é que ele não se lembraria com toda a situação do Locke - que até foi o story arc dele na realidade alternativa, for fuck sake! Bem, suponho que deve ter sido por isso que até foi o Locke quem mais me emocionou, talvez associado ao facto de pelo menos o corpo dele não ter acabado a trazer-nos recordações felizes.

E bem, comecei a escrever este post há dois dias e entretanto passou-me a mega irritação, por isso não há muito mais que possa dizer.

Não odiei o último episódio, mas acho que foi uma espécie de cereja no topo do bolo (pelo lado negativo) de duas temporadas fracas que não souberam alimentar a magnificência geral das quatro temporadas anteriores. Não senti o último episódio como fim da série, mas sim como fim de uma temporada em que se resolveu que nada mais importava a não ser a eterna luta Bem vs Mal, Luz vs Escuridão e os personagens foram colocados sob esse panorama.

Muita gente me diz que no fim o que importa são os personagens, mas a verdade é que os personagens passaram a ser uma sombra deles próprios na season 6. O Locke é o exemplo óbvio, já que nem Locke ele é, e o Sayid o segundo exemplo mais óbvio. A Claire é outro exemplo óbvio. E o Ben, que vira um paneleirote ao ponto de as internetes ficarem histéricas no UM episódio em que ele volta a ser psicopático (é errado eu ter ficado feliz?) também é exemplo óbvio. Mas não são só eles. A Sun passou a temporada a ser cenário, com quase nada para dizer ou acrescentar. A Sun, que era uma personagem fascinante e cheia de nuances e camadas. O Jin sem a Sun não é grande coisa porque ela, visto antes ser a única que falava inglês, era a força motora do casal. O Hurley... Sinceramente, achei-o menos fofinho e humano esta season. Fora da Ilha não (aka realidade alternativa), mas na Ilha, com tanta desgraça e tanto falar com mortos, já me andava a irritar. O Sawyer foi reduzido àquele personagem que a audiência adora e que vocaliza a opinião do povo. Sim, foi bonito quando a Juliet morreu e ele a chorar quando falava com a Kate. Mas foi só. E não me venham com conversas do golpe que ele tentou dar ao Smokie e ao Widmore porque isso, por pura preguiça e incoerência de argumento, foi reduzido ao ponto de ridículo num espaço de um ou dois episódios. A Kate confesso que até não esteve mal na season 6, pelo menos viu-se a gaja badass que nos foi prometida na season 1 e que passou a I'm-here-to-look-pretty-and-be-the-guys'-sidekick nas 4 temporadas seguintes. O Desmond não esteve muito mal... Mas odiei o que o puseram a fazer no último episódio, como foi usado como peão descartável. Achei desrespeitoso para um personagem que é, indubitavelmente, uma das melhores coisas da série e protagonista de alguns dos melhores episódios (o fim da season 2 e o The Constant vêm à mente). O Jack foi o Jack, não é? Passou de homem da ciência para homem da fé, mas fê-lo mantendo-se o cabrão teimoso e egoísta do costume.

Agora que penso nisso, e tristemente o admito, o Jack foi a única coisa coerente e bem estruturada de 6 anos de Lost. Uma pena que eu não possa com ele. Ter-me-ia tornado mais cega às infinidades que falharam gritantemente.

Não vou retirar a importância que Lost teve na minha vida. Os muitos momentos emotivos a ver episódios, a tensão, a procura de respostas, as discussões. Não vou esquecer as pessoas que me fez conhecer ou de quem me aproximei por ter a série em comum. Sim, Lost fez parte da minha vida e teve papel de destaque na minha vida cultural. Acompanhou-me ao longo de 5 anos. Esperei pela série, segui-a semana a semana, li reviews, debati. Não é a minha série preferida, porque Futurama é tão bonito e está tão lá em cima, mas vinha em 2º lugar.

Mas parece-me a mim, depois deste último episódio, que por toda a importância que Lost teve para mim, não era tão importante que, na hora de ter de me despedir de personagens a quem me apeguei emocionalmente, me conseguisse desligar das reais estupidezes a destilarem diante dos meus olhos.

E isto só é mau para mim, por isso deixem-me sentir a minha dor e não me tentem convencer que foi um bom final. Não foi.

Fiquem com o vosso luto de se terem de despedir de uma série que acompanharam durante anos, de terem de dizer adeus às personagens.

Eu tenho de fazer o luto disso tudo e ainda de ter deixado uma série partir-me o coração por não estar à altura do que esperava dela.

MJNuts

Friday, May 29, 2009

Otalia

E bem, só porque este blog também é meu e porque isto vai mal de posts e eu posso postar sobre o que me apetecer...

Apresento-vos a Olivia Spencer:


E a Natalia Rivera:


They look great together, don't they?





Também vos posso apresentar a Jessica Leccia e a Crystal Chappell...


Outra vez, vá... Crystal Chappell:


Jessica Leccia:


E bem, a Jessica Leccia está grávida, o que pode ser um pouco chato na hora de contar uma história que NÃO envolve gravidezes... Mas digam lá, esta mulher não brilha? Agora já sei o que querem dizer as pessoas com aquela conversa do brilho das grávidas.


E sim, estas malonas exageradamente grandes servem para tentar disfarçar a criança de 5 quilos que deve andar ali por dentro!


Porque estou eu carregando este post de fotos destas duas senhoras? Porque hoje estou assim fútil e os sótãos também têm direito a ser agraciados com belezas naturais.

Também ajuda que a história destas duas mulheres seja a mais bonita história de amor que alguma vez vi na televisão. Bem, no meu caso, no YouTube. Mas vocês percebem. Queria também que soubessem o ridículo de a melhor história de amor da televisão actual estar numa novela. Numa telenovela. Soap opera. Americana. A sério. É patético. Parece que afinal aquela ideia absolutamente pavorosa de uma novela durar anos a fio tem o seu lado positivo. A novela chama-se Guiding Light, já agora. E é apenas o programa de TV com maior duração de sempre (no ar desde 1952!).

Voltando ao que interessa, eu fiquei realmente espantada por de facto levar a sério duas personagens de novela. Mais do que levar a sério, passei a adorá-las. Às duas. Sem saber bem qual delas gosto mais, o que é raro e estranho em mim. Mas a sério, como é possível resistir a estes olhos?


E a estas covinhas?


Nope. De facto não apetece escrever. As imagens falam por si. Nem por isso. Não para o que quero dizer.

E o que quero dizer é que, num meio inesperado - o das telenovelas, e entre duas personagens antagónicas, nasceu o amor. Nasceu devagar e em circunstâncias inesperadas. Passaram de se odiarem a tolerarem-se. De se tolerarem, passou a uma entreajuda frequente e daí à amizade foram mais uns passos. Na amizade, tudo se começou a confundir e os sentimentos cresceram. Tudo isto num passo lento, cuidado, enquanto vemos desenrolar diante dos nossos olhos um amor imenso que aparece sob tantas formas que já nem sabemos o que é o quê... Nem elas sabem, aliás.

Os meus genes shippers não se importam com pormenores. Podíamos estar a falar de um cão apaixonado por um elefante, desde que isso fosse bonito. São duas mulheres? São, sim senhora! O amor não escolhe sexos nem idades nem estratos sociais nem religiões... Aparece e pronto. Pontapé já nos rótulos mentais que se devem ter formado nas vossas cabecinhas! É só uma história de amor entre duas pessoas que se redescobriram e encontraram paz uma na outra. And it's so freaking cute and beautiful and sweet and sexy that I can't stop smiling when they're on my screen! Go, Otalia!

Vídeo de apresentação:



É só um music video fofinho. Podia apostar em algo mais cómico, mas temo os spoilers e não quero estragar as surpresas à alma solitária que resolver arriscar experimentar depois deste meu muito pouco convincente post em que acho que consegui mostrar total ausência de pensamentos coerentes. Não interessa. É uma história de amor que vale a pena, era só essa a mensagem que queria passar.

Caso vos dê o aborrecimento total e queiram experimentar (perigo de vício), deixo o link da minha playlist Otalia no YouTube. Sim, sim, mais um vício à MJNuts, a juntar a outros tantos ships e outras tantas séries... Está por ordem cronológica, portanto não há como não perceber o que se passa.

Peço desculpa por esta parafernália de divagações. Ah, as liberdades bloguísticas...

MJNuts

P.S.- Já referi que a Olivia tem uma filha?


Emma ou Jellybean para a mãe e os fãs. Não posso esquecer de referir que esta é uma história de amor que vai além do desejo e das paixões fast-food tão características dos dias de hoje... Na realidade ou na ficção. Otalia pode ser exasperadamente lento por vezes, mas é uma história que tem os bons valores e princípios no sítio certo. E é também sobre a família.

Thursday, February 12, 2009

OMG! OMG! OMG!

Lost is soooo back!!!:D

Eu sabia que eles haviam de chegar ao sítio certo e se deixarem de sensações de capítulos introdutórios!

Vale sempre a pena esperar com esta série! ^^

MJNuts

Wednesday, February 4, 2009

The Office US


Ah, pessoa de férias entretém-se com coisas destas... E depois vem para a blogosfera falar sobre isso. Mas hoje vou tentar uma abordagem diferente. Hoje em vez de fazer a síntese da série e revelar a minha parcialidade em relação à coisa a cada três linhas, vou enumerar os motivos porque gosto de The Office (e porque vocês deveriam gostar também).

1. O genérico.




Ignorem a pessoa idiota que resolveu cantar por cima e apreciem a instrumental coordenada com as imagens. Não me canso deste genérico e já lá vão cerca de 40 episódios da série.

2. O Steve Carell.


Sou fã deste grande senhor desde os tempos em que ele era colaborador no The Daily Show. Gostei dele nos filmes que vi em que ele entrou e não há como resistir a este sorriso brilhante acompanhado dos belos olhos verdes e do nariz pontiagudo. Steve Carell como Michael Scott, o chefe, é uma delícia. Confesso que a personagem às vezes me irrita e só me apetece bater-lhe, mas as não muito frequentes vezes em que Michael Scott mostra o que tem de melhor batem todo o resto do tempo de idiotices.

3. O Jim Halpert.


Esqueçam o Chuck da série homónima. Esqueçam o Ted de How I Met Your Mother (esse tipo que quando se conhece melhor parece menos amoroso e mais obsessivo-compulsivo, além de que fica péssimo a beijar no ecrã). Jim Halpert é o homem televisivo dos meus sonhos! Ele é giro, alto, super fofo, brincalhão, inteligente... Não há como não o adorar!

4. O elenco em geral.


Sim, o Steve Carell é a jóia da coroa no que diz respeito à fama. E sim, o John Krasinski como Jim Halpert é o actual dono do meu coração dado a TV crushes. Mas toda a equipa que trabalha na Dunder Mifflin de Scranton, Pensilvânia, é digna de louvor. Há que sublinhar que Rainn Wilson, o Dwight, este aqui...


... rouba muitas vezes a cena aos seus colegas. As partidas que Jim e Pam lhe pregam são hilariantes e tudo aquilo que rodeia o personagem tem uma atmosfera que eu diria ser épica dentro da vulgaridade que é suposto ser o ambiente de um escritório. Mas além do Dwight, há um mexicano gay, uma beata linda e boa mas insuportável, um trabalhador temporário-depois-efectivo que é a coisa mais disfarçadamente inútil que já vi na vida, uma indiana que não se cala, um profissional de Recursos Humanos mal tratado pelo chefe, uma mãe solteira alcoólica e por aí em diante. Todos eles, juntos, formam uma fabulosa equipa que funciona nem se sabe bem como. Não há nenhum que eu possa dizer que não gosto e são todos extraordinariamente passíveis de serem alguém real (tirando provavelmente o chefe Michael Scott).

5. Os casais.

Tal como na vida real, o amor acontece. Isto de trabalhar várias horas por dia faz com que o local de trabalho seja o sítio mais propício a ver o amor nascer. E este belo escritório não foge à regra. Há vários casais, na maior parte dos casos não se perde muito tempo de antena com eles (tirando o Jim e a Pam que são assim um exemplo bastante bom de como prolongar um amor óbvio sem o concretizar e ao mesmo tempo sem estragar a forma como o público aprecia as personagens e a relação - para exemplo de como concretizar com sucesso uma relação ansiada pelo público, isso já não servem) e todos eles, cada um à sua maneira, são possíveis exemplos de relações amorosas reais. Um pouco caricaturadas, mas excelentes de qualquer forma. Não há um único casal de que eu não goste. E há momentos (pseudo-)românticos em que rir é a única reacção que tenho para aquilo!

6. O humor.

Infelizmente, não há muitas séries que me façam rir. Há séries que me põem bem-disposta e há séries que me fazem sorrir. Há séries, como 30 Rock, que me fizeram soltar uma gargalhada mais do que uma vez. Mas The Office faz-me rir frequentemente. Assim rir tipo pessoa estúpida que está a rir sozinha diante de um ecrã! E o porquê de tanto me rir é o que vou explicar no próximo e muito importante ponto explicativo do meu amor pela série.

7. Eles são tão inconvenientes como eu.

Eu explico. Eles dizem coisas que não lembram ao diabo. Eles fazem coisas que deixam uma pessoa sem reacção de tão inacreditáveis. Eles são subtis como um elefante numa loja de cristais. Eu olho para aquele escritório e identifico-me e tenho fé que afinal haja esperança para a minha inconveniência natural. E enquanto olho para o ecrã em quase estado de choque de nem acreditar no que estou a ver/ouvir, farto-me de rir. E claro que o facto de muita da piada de The Office vir daquele humor a que chamo humor awkward (o único tipo de humor que me faz rir em programas televisivos) também ajuda bastante.


E é isto, meus amigos. Se não quiserem ver a série, não vejam. Se algum destes pontos vos cativar, experimentem por vocês mesmos. Eu não me arrependi!

MJNuts

Tuesday, January 6, 2009

Chuck - Rescaldo

Ora bem, na ressaca de me ter finalmente chegado o pack da 1ª temporada de Chuck, alegremente vindo da Amazon e desse belo território que é o UK, resolvi que devo voltar a falar desta série que teve o raro efeito em mim de a querer rever assim à maluca só porque posso e porque gosto (algo que, em termos de séries, só me aconteceu com Lost e Futurama, respectivamente o 1º e 2º lugar das minhas preferências televisivas - beware, My Name is Earl! se Chuck mantiver a qualidade, arriscas-te a sair do pódio). Isto porque, da outra vez, acho que falei muito superficialmente de tudo o que de bom se pode retirar de Chuck e só falei dos três personagens que eu considero principais. Ou seja, vou ver se remato a coisa de uma vez e a ver se não me prolongo demasiado.


Além de querer tagarelar um pouco mais sobre Chuck, quero também "ensinar-vos" a poupar uns trocos em bens supérfluos como são estes culturais. Eu sei que disse aqui que ia aproveitar os cheques FNAC natalícios para comprar a série, mas a verdade é que na Amazon estava ao belíssimo preço total (incluindo imposto, portes e empacotamento) de 17.89£, o que nos tempos que correm dá a impensável quantia para a realidade comercial da cultura televisiva em Portugal de 18.48€, algo longe dos 34.90€ exibidos pela "nossa" linda cadeia comercial. Aproveito então para vos aconselhar a todos a criarem o vosso MBNet ou para arranjarem um cartão de crédito da vossa conta habitual para poderem fazer parte do maravilhoso mundo que é mandar vir cultura do estrangeiro, que a nossa daqui é cara. Já que estou numa onda de bons conselhos, sugiro-vos também que vão à Amazon UK em vez de à original americana, pois no caso da compra de DVDs, a região deles é a mesma que a nossa (ou seja, o nosso leitor mais rasco lê DVDs vindos de lá), para não falar do mais importante factor de os portes serem mais baratos e, visto que é correio dentro da UE, não há o perigo de ficarem com material encrencado na alfândega.


Enfim, voltando ao que interessa: Chuck.

Já sabem que é uma série sobre um moço chamado Chuck que ficou aquém do seu potencial e, em vez de acabar o curso e se tornar rico e bem sucedido, foi expulso da faculdade no último ano e acabou como técnico de uma loja de material electrónico chamada Buy More. Apesar de esta estagnação na sua vida e da sua aparente resignação ao seu triste fado, Chuck é um homem muito inteligente e um líder natural. Os colegas da Buy More, embora sejam seus iguais em termos de hierarquia, procuram-no para saberem se há novidades na loja, para resolverem conflitos, para solucionarem problemas.

Este universo da Buy More, do qual não falei no post anterior porque não é algo que me entusiasme particularmente na série, tem o seu quê de interessante. Principalmente se não estivermos em pulgas por saber o desenvolvimento dos plots principais.

Quando Chuck recebe o mail do Bryce e se torna o Intersect (a tal conversa das imagens codificadas que contêm informações confidenciais), a vida dele passa a ser muito mais que a Buy More. O seu trabalho ali passa a ser um disfarce para não levantar suspeitas sobre a sua real função como motor de pesquisa da CIA. A questão aqui, coisa que eu antes não tinha referido, é que não basta perguntar ao Chuck como vai estar o tempo no Dubai e ele responde automaticamente. São frases ou pessoas ou situações ou até tatuagens e cicatrizes muito específicas que desencadeiam uma reacção nas informações escondidas no cérebro de Chuck, que surgem sob a forma de flashes.

Como devem calcular, um cérebro possuidor de tais informações pode causar muitos males se cair nas mãos erradas e é por essa razão que, quando um agente da CIA destrói acidentalmente o computador de Chuck onde o mail ainda estava guardado, Sarah é enviada para proteger aquele que é o único possuidor de todos os segredos de Estado e yada yada. Como a NSA não quer ficar atrás (National Security Agency - e, afinal, não há dúvida que o bem-estar de Chuck passa a ser do interesse da Segurança Nacional), envia Casey. Visto que, não percebo bem como ou porquê, os interesses da CIA e NSA são comuns, Sarah e Casey acabam a trabalhar como parceiros, respondendo aos mesmos superiores e volta e meia a superiores diferentes.

Visto que ajudar o país a proteger-se dos terroristas e mafiosos é bem mais importante que vender electrodomésticos, parece-me normal que a vida na Buy More passe para segundo plano. São então aqui centrados muitos dos subplots da série, o que oferece ao espectador um contraste fabuloso entre as trivialidades de uma vida "normal" numa loja parecida a tantas outras e a vida agitada de espiões a enfrentarem perigos internacionais.

Os trabalhadores da Buy More são, no mínimo, peculiares. Entre uma taiwanesa (?) que é no seu conjunto um fetiche geek e uma criatura escanzelada que ora diz que é indiano, ora diz que é judeu, para não falar do chefe gigante e do homem que já tinha idade para ter juízo... Muita fonte de comédia há por ali! É também na Buy More que ocorre cerca de 70% do tempo de antena de Morgan... Morgan é o melhor amigo de Chuck e digamos que é o personagem que menos gosto na série. Ele é engraçado e não é feio, mas acho-o demasiado tudo para me cativar. Demasiado chato, demasiado needy, demasiado dependente, demasiado preso algures na pré-adolescência. Mas se vocês algum dia virem a série, logo tirarão as vossas próprias conclusões. Eu até o acho giro, no estilo geek fofo.


Passando à frente, outro subplot recorrente é a família de Chuck. Que neste momento se resume à irmã, Ellie, e ao namorado desta, Devon (ou Captain Awesome!). A mãe acho que os abandonou e o pai tem uma qualquer história estranha que aposto que ainda se vai revelar relacionada com espionagem. Ao contrário das histórias da Buy More, que às vezes entram em campos tão geeks e surreais que podem cansar, estes dois são sempre adoráveis. Ellie é linda, preocupada com o irmão, amiga do seu amigo... É super amorosa, não há nada ali para não gostar! Além de que o tipo de humor que proporciona é assim na onda do... adorável. Pois, é mesmo. É aquele sorriso/riso do "awww". O Devon... Bem, o Devon é awesome. Estudante de Medicina, giro, inteligente, todo bom, representante dos bons valores americanos, enfim, uma maravilha! Aquele vozeirão e o franzir de testa... Sem dúvida um personagem que era suposto ser bastante secundário e cuja presença conquistou o amor do público, dando ao actor um lugar no elenco fixo!

Estes dois mundos são o que faltava falar em Chuck. Não vos vou maçar mais, porque já há quem me acuse de só escrever sobre séries e assim não dá! Vou dizer apenas que me identifico com o Chuck porque também eu sinto que não estou a cumprir o meu potencial, pelo menos em termos profissionais, e acho que aparecer-me uma vida recheada de acção e agentes secretos era uma excelente solução! Sabem, se não desse para cair numa ilha com o Sawyer... Ao contrário do Chuck, eu não quereria voltar a ter uma vida normal. Normal is boring.

Ficam então aqui duas imagens espero que melhores, para não ter de ouvir gente a dizer que a Sarah não é assim tão gira (esta é para ti, D.!).



MJNuts

Saturday, December 27, 2008

Chuck

Ora pois muito bem, estou de regresso da amada terrinha, onde passei o melhor Natal dos últimos tempos!

E sabem o que costuma "terrinha" querer dizer? Quatro canais, nada de Internet, rede por vezes de qualidade duvidosa. Portanto, há que arranjar estratégias de salvação!

Como era Natal, a minha família estava por lá toda, o que além de proporcionar momentos de diversão com as crianças e uns passeios de encher a vista, iniciou-me para aquela que já devia ser há muito tempo uma percepção minha de mim mesma: os board games. Que é como quem diz, jogos de tabuleiro. Não sei como demorei tantos anos a perceber que adoro aquilo e que enquanto jogo, sou uma gaja feliz! Sou muita estúpida, pah! Por isso, há que agradecer-vos, caros primos. As duas noitadas de jogatina foram impagáveis! E viva o Carcassone e o Guillotine! Sem esquecer a Sueca, num campo completamente distinto de vício no jogo.

Se não sabem já, ficam a saber que eu sou uma pessoa de hábitos nocturnos. O meu pai costuma chamar-me Morcega (ah! o nome de grupo dos postadores do Tretas afinal tem razão de ser!). Não tenho culpa que dormir de manhã soe muito mais atractivo ao meu organismo, sim? Conto-vos isto para explicar que noitadas de jogos não chegam para me ir fazer dormir. Não. Eu tenho de chegar à cama sem sono e arranjar algo para me entreter.

Foi assim que, pré-viagem, eu muni o meu computador de material potencialmente excelente: a 3ª temporada de Dexter, Tinker Bell, Kung-Fu Panda, as 2 temporadas de Lipstick Jungle, a 1ª temporada de How I Met Your Mother e a 1ª temporada de... Chuck.

É precisamente sobre esta última que vos quero falar.


Quando me fui deitar na primeira noite longe da capital, apetecia-me ver qualquer coisa que me pusesse bem-disposta. Sim, Dexter é uma das minhas séries preferidas e aposto que a 3ª temporada está fabulástica. Mas não me apetecia aquele ambiente pesado, aquela ansiedade de saber o que se vai passar a seguir. Também não me apetecia gastar 2 horas nas efemérides que são os filmes. Ponderei seriamente o único episódio de Eli Stone que me falta ver... Mas a curiosidade em saber mais sobre aquele geek simpático que conheci numa tarde da RTP foi mais forte.

Nem eu esperava gostar tanto! É que conquistou-me logo aos primeiros minutos! Eu sou muito sexual e romântica a ver séries, tenho de me ligar aos personagens ou nada feito, e quando me aparece um muitíssimo sexy Bryce Larkin (um lindo homem que já conhecia, Matthew Bomer) a fazer piruetas de dificuldade razoável, enquanto destila estilo, dá porrada em gente, envia um e-mail e destrói um computador, tudo isto de fatinho vestido... Ai eu! Vieram-me os calores!

Depois desta avassaladora 1ª impressão, Chuck já não tinha muito a fazer para me conquistar a não ser cumprir a sua função de entretenimento. E Chuck fez mais que isso!

Passando aos básicos, Chuck é uma série que eu diria ser do género "dramédia de acção": mete comédia, mete momentos dramáticos e tem muita acção pelo meio. E faz-me rir, muito importante. O excelente Zachary Levi dá corpo e voz ao protagonista, Chuck, que é basicamente um falhado que vive ali ao virar da esquina, que falhou em cumprir as expectativas geradas sobre si e trabalha agora numa loja estilo Worten, como assistente técnico. Vive com a irmã e o namorado desta e tem o melhor amigo mais chato de sempre. Seriously. Desculpem se parece que não gosto do Chuck. Porque gosto, adoro! É um dos homens mais fofos de sempre e, juntamente com o Ted de How I Met Your Mother, é mais um para a galeria de homens com que qualquer mulher no seu perfeito juízo gostaria de ter uma relação.

No dia do seu aniversário, recebe um mail de um antigo colega de faculdade (esse mesmo, o Bryce Larkin) e, quando o abre, vê que aquilo está carregadíssimo de informações codificadas sob a forma de imagens. O que Chuck ainda não sabe é que essas imagens são confidenciais, altamente secretas, e detentoras de segredos de Estado e de segredos dessa grande agência que dá azo ao glamour hollywoodesco da espionagem que é a CIA. Sem se aperceber disso, Chuck passa a ser, ele mesmo, o Intersect, o computador principal da CIA.

É claro que um cérebro desta magnitude (de sublinhar que Chuck não é uma pessoa ali, é um elemento) não pode circular sozinho pelas ruas de Los Angeles, alguém tem de proteger os segredos do Mundo dos senhores do Mal! E é então que os clichés ambulantes são enviados para a protecção do Intersect, sob a forma da agente da CIA Sarah Walker (a agente boazona - e boazinha) e do agente da NSA John Casey (o agente brutamontes e sarcástico). Podem ser quão estereotipados vocês queiram que eles sejam, mas amo-os perdidamente aos dois!

Adam Baldwin é uma delícia no papel de Casey! Apesar de ser brutamontes, de ser todo a favor da posse legal de armas nos US e de ter sede de sangue, é um homem inteligente e perspicaz. Gosto da relação dele com o Chuck, pois Casey é um homem de aventura e acção, que por vezes se sente preso na vida "mais" pacata que é obrigado a ter como guardião de Chuck, mas não consegue evitar afeiçoar-se ao nosso geek preferido.

Yvonne Strahovski... Opah, é que quase me dá o girl crush! E eu que dizia que não gostava de loiras... Há uma cena algures no final da 1ª temporada em que ela me lembra tanto a Kate de Lost que, se eu ainda achava que ela não me ia conquistar, lá se foi a minha resistência! A sua Sarah Walker é irrepreensível nos seus vários momentos: como "namorada" perfeita de Chuck (é o disfarce arranjado pela CIA para justificar a sua presença), como espia dura e competente, como... empregada de um restaurante de cachorros quentes. O mais curioso é que ela é tão secreta sobre si que nunca temos noção se a conhecemos ou não. Fiquei algures entre o surpresa e o contente ao descobrir pela Wikipedia que esta personagem ganhou o prémio de "Melhor Personagem de TV" (Best TV Character) do IGN.

Mas agora passemos aos motivos que ainda mais me prendem a Chuck. Acho que é do conhecimento geral que eu sou uma shipper (aficcionada das relações nas séries televisivas), não por escolha, mas porque simplesmente sou assim. Vejo ali uma química no ecrã e toca logo as hormonas a saltar e a torcer pelo amour que fica tão 'nito na TV!

Ora junte-se isto...


A isto...


E temos a combinação mais brutalmente saborosa que eu vi na TV desde que a minha pancada por Skate (Sawyer e Kate, de Lost) começou! Que alguém me devolva a sanidade mental, pois acho muito pouco saudável eu sorrir e quase chorar e rezar pela felicidade destes dois! A química salta do ecrã do PC e entranha-se no meu sistema, impedindo as hormonas de estarem descansadinhas no seu poiso! Não, a sério, a tensão sexual ali presente dava para substituir a tensão que mantém uma ponte em pé! Não consigo resistir, tenho de os ver juntos e não juntos e seguir a (não-) história que para ali vai. Bah, os horrores do shipping...

Assim à laia de conclusão, é só para saberem que Chuck me bateu de tal forma que os cheques FNAC (ou fnac?) recebidos no Natal vão já ser investidos no pack da 1ª temporada. That's how you know you really love a TV show.

MJNuts

Update: OK, devo confessar que até a minha paciência de shipper tem limites! Senhores argumentistas, é favor pararem de atirar interesses românticos para cima do Chuck ou da Sarah para ficarmos a ver @ outr@ tod@ ciument@ e depois quando finalmente o interesse romântico deixa de ser interessante, o Chuck e a Sarah continuam sem ir a lado nenhum! Vá vá, tudo o que é demais, enjoa. Desculpem lá, estou na ressaca da storyline da Jill, que me irritou profundamente! És mesmo estúpido, Chuck! Damn you!

Wednesday, December 10, 2008

A Shot at Love With Tila Tequila

Ando numa onda, sabe-se lá porquê, de trash TV (que é como quem diz, lixo televisivo). As pessoas sabem que eu sou uma pessoa com gostos de qualidade. Aprecio bom cinema, sigo umas quantas séries, todas geralmente bem recebidas pela crítica e/ou pelo público. Até falo sobre os meus bons gostos aqui no blog! Tipo aqui ou aqui. Talvez seja falta de Lost. Talvez sejam saudades das férias ou da simplicidade de ser pita e poder ver a porcaria que me apetecesse, porque não havia trabalhos para fazer ou testes para os quais estudar. Coisas assim, fáceis. Não sei.

Sei que, de repente, a fome dos reality shows bateu a esta porta. Quão triste é isto? Não, a sério. Até eu me embrulho na minha própria vergonha. Pior, o lixo televisivo não se limita à realidade falsificada...

Tudo começou com Project Runway. Que não faz mal a ninguém! Toda a gente que apanhe um episódio fica fã daquilo! Quer dizer, como é possível resistir a desafios mirabolantes para a criação de roupa e ver a criatividade absurda daquelas pessoas? Eu fico verdadeiramente fascinada a ver as roupas fantásticas que dali saem (ou as peças de extremo mau gosto volta e meia). Sou fã fiel da programação da SIC Mulher de 2ª à 5ª, às 21.30h.

Que termina mesmo a jeito de eu ver a outra bodega em que me meti agora... For all the wrong reasons. Juro que eu não seguia um programa da SIC regularmente desde... nem sei. Acho que desde que via a série dos Arrepios, que dava antes dos programas dos animais aos fins-de-semana de manhã. E isso não é bem um programa da SIC, apenas dava na SIC. Mas pronto, uma pessoa tem de estudar, na cozinha não há canais de jeito, acaba Project Runway e o que se põe ela a ver? A novela da SIC, ah pois é. Podia Acabar o Mundo. Pois podia, sim senhora. Digamos que, vá, é melhor do que costumam ser as novelas da estação de Carnaxide. Ou não tivesse a Joana Seixas, a Custódia Gallego, o Diogo Morgado, o Vergílio Castelo, a Ana Padrão, a Adelaide Ferreira (fabulosa, btw), o João Reis... E acho que de bons actores é isso. Sim, é. Já agora, se por acaso apanharem algum episódio, façam como eu e joguem ao "caça ao acne!" quando a Cláudia Vieira aparecer no ecrã.

Mas se pensavam que eu não podia descer mais baixo... Enganaram-se.

Em minha defesa, a primeira vez que o meu queixo caído e o meu ar chocado pousaram os olhos na MTV com este programa a dar... Fiquei abismada. Fiquei mesmo. Nunca pensei que fosse possível criar-se um programa tão ridiculamente mau!


Nunca ouviram falar? Eu passo a explicar. Há uma mulher, que é uma modelo pseudo pin-up, pseudo porn star, altamente conhecida nos circuitos do MySpace que se chama Tila Tequila e por acaso é bissexual... Diz ela que não sabe se quer um homem ou uma mulher e que anda à procura do melhor para ela no que diz respeito ao amor.

Qual a solução para este problema? Arranjar um reality show onde se metem 16 homens heterossexuais a lutar contra 16 mulheres lésbicas/bissexuais pela atenção da "diva". Olha que bonito... Os homens bissexuais não têm direito?

Nem sei por onde começar a dizer os horrores que vão neste programa... Mas o princípio é uma boa ideia.


Esta é a Tila Tequila. Quanto a vocês não sei, mas eu não a acho nem particularmente bonita nem sexy por aí além. Era preciso pagarem-me para eu ir competir com 31 caramelos e caramelas pela atenção desta criatura. Aliás, acho que se eu alguma vez me candidatasse a tal terror, era para ver qual dos 16 homens ou das 15 mulheres me interessava mais e borrifava-me um pouco para a Tequila.

Ora bem... Além de a Tila não ser a mulher mais visualmente interessante do Mundo, tem uma personalidade que deixa a desejar... Quer dizer, tem de ter o desejo e atenção de todos? É proibido eles envolverem-se uns com os outros? E vai ela e curte com toda a gente? Eles têm de lutar e fazer sacrifícios por ela enquanto que a única coisa que ela dá em troca é encontros a 2 ou 3 (que muitas vezes têm apenas minutos)? Sou só eu que vejo o quão terrivelmente desequilibrada seria uma relação com uma pessoa tão egocêntrica?

Mas avancemos. Previsivelmente, o programa está repleto de idiotas. Homens e mulheres! Há uns quantos deles que são homofóbicos. E há uns quantos deles que não acreditam em lésbicas, que acham que elas não podem saber se nunca estiveram com homens. Fora os que passam o tempo depravados a apreciá-las e a lutar pelo ménage à trois. Elas, não sei se são melhores. Não são heterofóbicas, mas são anti-homens! "Ai que nojo, que horror!" ou "Não consigo partilhar uma casa com aqueles seres nojentos!". A sério, isto para mim é um preconceito tão mau quanto a homofobia. Se a ideia é sermos todos iguais (ou todos aceitarmos as diferenças na união da espécie: o ser humano), como se pode esperar igualdade se se trata os diferentes (mesmo que estes sejam a maioria) como se fossem monstros?

Assim como cereja no topo do bolo, a maior parte deles e delas são feios e bem feios. Quer dizer... Isto é o meu lado fútil a falar, mas gosto de ver gente gira na TV. Então quando o programa não presta... É melhor que haja algo para me entreter a visão!

Porque aturo então eu isto, perguntam vocês. Ora pois porque há três pessoas fofinhas naquela casa que eu gosto de seguir e Deus sabe que eu sou completamente vendida por pessoas/personagens que me atraiam.

Há a Dani...


...que é simplesmente a camiona mais fofa de sempre! Sabe Deus que este tipo de mulheres traz-me arrepios à espinha (e não dos bons!), mas com a Dani isso fica esquecido nos cantos obscuros do meu próprio preconceito! Mais, ela é uma forte candidata a pessoa mais fofa de sempre!

Depois temos o Domenico...


... Que é tão divertido, tão genuíno, tão cómico, tão inocentemente irresistível com o seu sotaque italiano e as suas palhaçadas... Que uma pessoa tem noção que a Tila não quer saber dele para nada, mas quer o homem no programa de qualquer forma!

Também gosto da Amanda e do Bobby. E até simpatizo com o Ryan, nem sei bem porquê. Bem, tem um corpo assim de deus, é verdade, apesar de estar a dever umas quantas quantias à beleza. Mas não sei. Acho que é a integridade dele. Se ignorarmos o programa desgraçado em que está, bem entendido.

Mas vá, vou deixar-me de tretas. O único motivo pelo qual realmente suportei este programa durante 7 episódios foi apenas este:



E ponho o vídeo porque a Brandi perde metade da piada se não se tiver noção da voz imensamente sexy que acompanha o já de si nada mau físico. Há que acrescentar que eu sou assim a total sucker por pessoas de histórias tristes e vidas complicadas e todas fucked-up in the head. O que apenas aumenta exponencialmente o meu interesse pela Brandi. Quando a moça saiu do programa devido à porrada que levou de outra concorrente... Bem, para quê torturar-me a assistir aos risinhos e seduções falsas da Tila?

Não vejam, a sério. Mas a Brandi vale a pena espreitar.

MJNuts

Saturday, December 6, 2008

Ai o Tempo Que Ainda Falta...

Deus sabe que já pensei em criar uma prateleira só de Lost... Visto que uns quantos posts da prateleira de Televisão são sobre isso mesmo! Mas isso seria elevar demasiado a fasquia do meu fanatismo.

Em tempos em que faltam mais de 40 dias para estrear a mui aguardada 5ª temporada de Lost, a 21 de Janeiro (com episódio duplo!), a ABC vai-nos dando migalhas para nos entreter... Ele é promos, ele é sneak peeks, ele é videoclips de bandas de qualidade duvidosa provenientes de Grey's Anatomy... É uma festa! E os fãs esfomeados devoram as migalhas como se elas fossem alguma coisa de jeito! Bem, Sawyer em tronco nu é sempre alguma coisa de jeito...

Seja como for, esta bonita imagem chamou-me a atenção, pôs-me feliz e fez-me finalmente substituir o Rijksmuseum em Amesterdão (que naquele dia parecia um postal) como wallpaper!


Se quiserem ver maior, basta clicar na imagem.

Apenas tenho a comentar que o exacto centro da imagem está algures entre o ombro da Kate e o joelho do Sawyer! Bons augúrios para o meu coração skater? Por outro lado, o meu macho preferido está entre a Juliet e a Kate, o que pode não agourar nada de bom para os sonhos da minha amiga Twin... Será que o quadrado amoroso Jack-Kate-Sawyer-Juliet vai passar a ter o Sawyer como vértice masculino principal? Hum... Certamente muito mais sexy de se ver!

Fora isso, o facto de o Ben, Jack e Locke estarem todos do mesmo lado do sofá indica, potencialmente, que um grande centro de poder para esta temporada está à esquerda (Obama!) e que são estes homens que sabem o que tem de ser feito. O Jack outra vez? Mas e daí, deixaram-nos no fim da temporada 4 com o homem a querer desesperadamente voltar... Será que a presença do Daniel neste núcleo de poder indica que mais respostas científicas vêm a caminho?

A posição central da Sun traz um sorriso maldoso aos meus lábios! Deus sabe que aquelas atitudes dúbias dela nos flashforwards me deixaram a roer de curiosidade...

O lado direito... Bleh. Perdoa-me, Desmond, mas tu e a Penny não podem em planeta algum esperar bons tempos... Por isso, não quero nem saber! O Sayid e o Hurley já sei em que pé estão, a Charlotte não me interessa muito e o Miles... Esse deve reservar-nos algumas surpresas, visto que com a greve de argumentistas e tudo o mais, o seu potencial não foi tão explorado quanto poderia ter sido.

Ah, Lost... Só eu sei o quanto sofro a tua ausência!

MJNuts

Tuesday, October 28, 2008

Fingersmith


Dei com esta maravilha da imagem real algures pelo mundo cibernético, numa lista de filmes com revelações surpreendentes. A descrição da autora dessa lista suscitou-me interesse suficiente para que tentasse arranjar o filme... pelos meios *cof* legais mais rápidos.

Tecnicamente, não é bem um filme. É uma minissérie da BBC, de 2005, baseada na obra homónima de Sarah Waters, que na altura passou dividida em 3 episódios, cada um com 1h. O DVD que se vende nos estrangeiros, tem a história dividida em 2 partes de 1.30h cada.

Não posso falar muito sobre o filme, pois corro o risco, precisamente, de estragar essas tais revelações que lhe garantiram lugar na lista. O que tenho a dizer, antes de resumir com tal contenção que se chegar a 5 linhas é muito, é que esta película de Aisling Walsh me deu vários momentos de "OMG! Quero ver mais! Quero saber tudooo!" como pensava eu que só Lost conseguia...

Resumidamente, a história é sobre duas mulheres na Inglaterra Vitoriana. Uma de classe alta que vive condicionada à grande casa de campo do seu tio e outra, do povo, que se une a um vigarista no sentido de privarem a dama da sua herança. Simples? Ah, mal sabem vocês as voltas que esta coisa dá!...

Acredito que ainda haja muito deslumbramento no meu discurso, mas por ora, no calor do momento, acho que posso colocar este filme na minha lista de preferências e sem dúvida que um dia o vou rever. Aconselho vivamente!

MJNuts

Tuesday, October 14, 2008

30 Rock & Eli Stone

Isto em dias em que a minha vida é um vazio de quase tudo, sobra espaço para o sempre bom hábito de ver séries no PC. Hábito esse muito cultural, mas que às vezes me rouba preciosas horas de sono. Como ando numa de novas experiências, porque não experimentar séries que nunca tinha visto e que agora andam na berra? E ganham assim Emmys aos molhos e tudo. Na verdade, mereciam posts separados, mas assim fica já tudo despachado.


Pois é. 30 Rock foi uma surpresa para mim. Até esperava achar uma certa piada e divertir-me, mas adorar? Isso foi inesperado! Nunca fui muito dada ao género cómico. Mas é impossível não me apaixonar pelas trapalhices de Liz Lemon, pelo carisma de Jack Donaghy ou pelos amigos grandalhões de Tracy Jordan.

30 Rock centra-se na vida dos trabalhadores de TGS with Tracy Jordan (que era apenas The Girlie Show antes da vedeta se lhe juntar). A protagonista é Liz Lemon, chefe da equipa de argumentistas, e a ela se juntam personagens hilariantes como Kenneth, o page da NBC (não sei como andam a traduzir isto para português, literalmente seria pagem); Tracy Jordan, o actor famoso e tresloucado que veio para salvar o programa, mas também para o pôr em sarilhos; Jenna Maroney, a actriz egocêntrica e fútil que acha que a sua sexualidade é solução para tudo; Peter, o produtor careca com problemas familiares; ou Frank, o argumentista preguiçoso cujos bonés me causam sempre um sorriso. Claro, e o irrepetível Dr. Spaceman, que é um médico ainda menos ortodoxo que o House!

Ah, e não me posso esquecer de referir que esta série tem uma coisa que eu acho deliciosa! Provavelmente não me vou conseguir explicar, mas pronto. Estão a ver séries como os Simpsons ou Futurama? Em que há um desenho que aparece inúmeras vezes, mas sempre com papéis diferentes? Ora é agricultor, ora é homem das obras, ora é canalizador... Tenho em mente o homem gordo de fato-macaco de Futurama e o alto e magrela dos Simpsons, que tem a franja a tapar os olhos. Bem, espero que tenham percebido a ideia. Porque o pormenor que eu mais adoro em 30 Rock é que há uma actriz que tem esse papel! Esses papéis! Ela já foi dona de gatos, médica, jornalista... É genial!

Todas as personagens de 30 Rock são fabulosas e me têm a seus pés. Sim, claro que tenho as minhas preferências, mas não há uma única que não goste! Tenho de sublinhar a prestação fabulosa de Alec Baldwin como Jack Donaghy. Eu não era fã do actor, aliás até tenho um certo desdém pelo clã Baldwin em geral, mas não pude deixar de me render a esta interpretação. Desde aquele vozeirão estilo "sou o maior e a minha voz apenas publicita a minha superioridade", ao cabelo sempre magnificamente arranjado e cortado de 2 em 2 dias (porque o cabelo dá a nossa primeira impressão), passando pelas ideias loucas para dar lucro à empresa e pelas lições de vida que tenta ensinar a Liz ou a Kenneth. Eu adoro assim muito assolapadamente este personagem!

A Liz, sem grande concorrência no que diz respeito a protagonismo feminino na série, é alguém que me diz muito. Identifico-me um pouco com ela. A falta de preocupação com a roupa, o vício no trabalho (ou pelo menos a incapacidade de nada ter para fazer), o espírito criativo que não reage lá muito bem a trabalhos fora dessa área. A Liz é uma fofa! E a química dela com o Jack Donaghy, quase sempre no campo da amizade e roçando muito raramente a tensão sexual (coisa invulgar nos dias televisivos de hoje!), é algo digno de deleite.

Devo dizer que já há muito ouvia falar de Tina Fey sem lhe conhecer o trabalho e agora sim, sou fã. Grande senhora, merece tudo! E é gira também!

Numa nota final, dizem as más e bastante realistas línguas que 30 Rock se baseia nos tempos em que Tina Fey foi argumentista no Saturday Night Live. Pois o que eu tenho a dizer é: se os bastidores do famosíssimo SNL são assim, para quê perdermos tempo a ver os sketches?


Num campo mais pessoal, Eli Stone é uma daquelas séries que, mais do que gostar, me diz muito, muitíssimo. Como My Name is Earl. Como Ally McBeal me disse nos tempos de adolescente.

Já que toquei com o dedo na ferida, Eli Stone é muito comparada a Ally McBeal pela crítica. Firma de advogados abordada sob uma luz menos pesada, um dos advogados tem umas visões estranhas, há uma certa comédia nestes acontecimentos... Não tem Boston, mas tem San Francisco. Há muita música, também. Sim, Eli Stone tem um pequeno toque de Ally McBeal. O que não lhe tira, de todo, o muito mérito que tem.

Voltando ao princípio, a série centra-se num advogado que subitamente descobre que tem um aneurisma inoperável no cérebro. Aneurisma esse que tinha ceifado a vida do pai. Associadas a esse aneurisma, vêm visões de coisas aparentemente inexplicáveis e que Eli tem de aprender a compreender. Podem ter a ver com os casos que está a trabalhar ou com decisões que tem de tomar na sua vida pessoal. Ou com nada disso e ele que se oriente. Antes do aneurisma, Eli era um advogado sem escrúpulos, que gostava de trabalhar casos com muitos cifrões envolvidos. O Eli do pós-aneurisma é alguém que se preocupa com as pessoas e as suas causas, que quer ajudar.

Jonny Lee Miller vai muito bem como Eli Stone. Ao contrário de Ally McBeal, que muitas vezes era aborrecida e o grau de aborrecimento aumentou progressivamente, Eli Stone é um homem com quem se simpatiza sem grandes dificuldades. É muitíssimo inteligente, mas meio pateta também. A sua luta agridoce com o aneurisma traz-nos sorrisos e por vezes consegue comover. Eli é muito humano, algo que sempre me deixou rendida em personagens, sejam eles de séries, livros ou filmes. Ah, e Miller é o dono do crânio mais fofo de sempre! Nada me deixa mais aconchegada do que a musiquinha de 2 segundos do genérico com o Eli visto de costas à la quadro de Magritte.

Mas pronto, a série não é só o Eli e tem personagens que eu gosto bastante. Mais uma vez, como em 30 Rock, não há propriamente nenhuma que não goste. Tenho noção que a menos preferida é a Taylor, mas a personagem até que está bem construída e, ao contrário do que eu previa inicialmente, fugiu ao estereótipo de gaja cabra que depois de saber da doença do namorado lhe dá com os pés.

Vou dar destaque ao senhor que eu provavelmente mais respeito na televisão que vejo nos dias de hoje: Jordan Wethersby. Interpretado por Victor Garber (o pai da Sidney de Alias), Jordan é o dono da firma onde grande parte da acção se passa. Um homem de postura calma, impenetrável. Acima de tudo, um homem com princípios e cujos sucessos não o impediram de ver o mundo claramente, de dar o devido valor a quem o merece. Além de que canta muito bem.

Temos também a Patty, a melhor assistente da história das séries de advogados (adoro a relação que ela tem com o Eli!). O amigo acupunctor versus o irmão neurologista. E claro, como não podia deixar de ser, a parafernália de colegas advogados que são bem fixes.

Numa atitude sem precedentes nos meus posts sobre séries, vou aqui falar de 2 guest stars muito peculiares! Antes de mais, a presença constante de George Michael! Eu não era fã, continuo sem ser, mas adoro o cantor na série! Não é lá grande actor, mas tem timings perfeitos. E pode não aparecer sempre, mas o seu nome é dito em todos os episódios, para não falar que os títulos dos episódios são, precisamente, títulos de canções do músico. Excelente!

A outra guest star que mereceu a minha atenção foi Katey Sagal... Podem não estar a ver quem é, mas eu estou, até bem demais. Depois de me habituar à sua Helen (o amor da vida de Locke, de Lost) e à sua (e minha) mui amada Leela de Futurama, foi muiiiito doloroso suportar a cabra que ela interpreta em Eli Stone. Eu estava, literalmente, agarrada aos ouvidos porque não conseguia tolerar a voz meiga a que tanto me habituei a dizer tais barbaridades. Katey Sagal num registo diferente. Muito boa actriz, muito bem conservada para a sua idade.

Acho que é praticamente tudo. Os casos legais da série são interessantes, alguns até marcantes. Gostei bastante do de um presidiário que está a cumprir pena apesar da sua inocência e que não desiste, mesmo com todos os pontapés que a Vida lhe dá diariamente. "Live brave". Não pude deixar de me comover com a reunião de 2 chimpanzés machos com comportamentos gays, separados devido à acção de uma fasquia conservadora no Zoo local. Muitas amostras da humanidade de todos nós.

Aconselho. Com carinho. A quem, como eu, gosta quando algo lhe toca o coração.

MJNuts

Monday, September 22, 2008

Emmy '08

E mais uma noite passada em frente à TV a ver uma cerimónia cuja maior parte são prémios dados a coisas que não conheço.

Deve dizer-se a favor da cerimónia dos Emmy que cada vez mais é um verdadeiro espectáculo de entretenimento, em vez de uma prolongada entrega de galardões sem qualquer tipo de acontecimento ou piada que encha o olho do espectador. A forma como várias séries históricas eram referidas para depois aparecerem pessoas com elas relacionadas, nesses mesmos cenários, a apresentarem as categorias, ficou muito bem vista aqui para os meus lados.

Contra a cerimónia, acho que as celebridades sentadas na plateia foram muito pouco filmadas! É que só dei pela Tina Fey, pelo Tom Hanks e pela Laura Dern! E pronto, lá fiquei contente na única vez em que apareceu a Olivia Wilde ao lado da Lisa Edelstein.

Ainda mais contra a cerimónia e ainda por cima, menos supérfluo, pela primeira vez em anos desde que comecei a ver cerimónias de Óscares e Emmys, não ganhou absolutamente ninguém que eu quisesse que ganhasse... Raios partam os velhos de 60 anos da Academia.

Sem grande coisa para acrescentar, aqui ficam os prémios principais então...

Comédia:

Melhor Actor Secundário - Jeremy Piven por Entourage
Melhor Actriz Secundária - Jean Smart por Samantha Who? (Deus, podia ter ganho a Vanessa Williams, a Holland Taylor, mais importante ainda: a Kristin Chenoweth pela maravilhosa Olive de Pushing Daisies! Bah!)
Melhor Actor - Alec Baldwin por 30 Rock (e esta foi a série vencedora da noite... Tenho de a ver!)
Melhor Actriz - Tina Fey por 30 Rock (lá está, a minha curiosidade sobre esta senhora e a sua série está aumentando... Começar a puxar dos torrents.)
Melhor Série - 30 Rock

Drama:

Melhor Actor Secundário - Zeljko Ivanek por Damages (nooooo! O meu Michael Emerson, o Ben! A minha fidelidade está sempre com Lost... Mas pronto, sempre gostei deste actor, enfim...)
Melhor Actriz Secundária - Dianne Wiest por In Treatment (fiquei feliz com esta vitória... Adoro a senhora desde os longínquos tempos do Edward Scissorhands. E foi, sem sombra de dúvida, a série que mais vontade de ver me causou com o burburinho destes Emmy.)
Melhor Actor - Bryan Cranston por Breaking Bad (gosto do senhor, não conheço o personagem. Mas de qualquer das formas o meu coração iria sempre para o Michael C. Hall, um dos meus actores preferidos, ou para Hugh Laurie, porque pronto, o senhor é britânico e fofinho e eu gosto do House.)
Melhor Actriz - Glenn Close por Damages (na verdade, estava-me borrifando bastante para estas nomeadas, mas sendo esta a minha actriz preferida da lista, fico... vá, vagamente satisfeita por arrasto.)
Melhor Série - Mad Men (boriiiiing! Dexter! Lost! O que raio se passa com os votantes destes prémios?!)

E pronto, foi assim a minha noite... Ah, Lost! Continuo contigo, o público já te reconhece, o resto logo se vê...

MJNuts

P.S.- Ah, e esqueci de referir que adorei o Josh Groban a cantar os genéricos de uma data de séries, todo muito contente e a encarnar as personagens/vozes.

Thursday, June 5, 2008

Lost - There's No Place Like Home, part 1

Suponho que seja sabido ou notado ciberneticamente que eu sou grande fã de Lost. Se não deram por isso, não andam atentos. Às tantas devia criar uma prateleira nova só dedicada à série, em vez de arrumar os posts na prateleira televisiva.

Detalhes à parte, estou aqui para vos falar da primeira parte do último episódio da 4ª temporada, dividido em 3 partes (4x12, aqui em análise, e 4x13, 4x14). É claro que não virá um review com o brilhantismo que se encontra aqui ou com a pertinência e inteligência da voz de todos os skaters, a Fish (desenganem-se os desdenhosos, a moça faz reviews excelentes e não se concentra só nas questões românticas, pelo contrário). Mas pronto, queria deixar a minha opinião, soltar o meu desespero lostiano de 9 meses de espera.

Os de vós que acompanham Lost pela nossa TVzinha tuga (não sei como aguentam, bolas!), mantenham-se longe, vai haver SPOILERS às carradas!

Avisados? Então segue conversa da longa.

O episódio começa com o algo inesperado momento exacto em que os Oceanic 6 estão finalmente a regressar à civilização, para junto dos seus. O ambiente parece de grande tensão. Na verdade, havia uma certa ambiguidade, imperceptível ao primeiro visionamento, nos rostos da Sun e da Kate.

Algures entre a incredulidade e um certo desdém, talvez. Esperando ordens ou reacções do líder do costume, geralmente auto-proclamado (embora nem sempre).
Que dormia. Descansadamente, como se tudo estivesse normal. E bem, por esta altura do nosso season finale, creio que a audiência pendia mais para o descanso do Jack do que para reparar nas caras esgotadas dos restantes. Essas causaram uma certa estranheza, é certo, mas passaram um pouco ao lado.

Quando estão prestes a aterrar, a encarregada da Oceanic Airlines vem dar as informações ao grupo e refere até que não precisam de falar à imprensa, mas Jack insiste que o devem fazer. Estranho, não? Quando a senhora volta ao cockpit, o amigo Jacksus dá as instruções aos companheiros, diz que não têm de responder ao que não souberem, que a ausência de resposta passa por um possível estado de choque. E é a Sun que tem de o lembrar...
"But, Jack... We are in shock."

E nós perguntamo-nos o que terá acontecido para a pacata coreana estar em choque... O avião aterra então. Hurley tem os seus pais à espera, Jack a sua mãe, Sun também os seus pais... Sayid e Kate não têm ninguém. Kate não larga Aaron e por esta hora já nos sabemos que é ela que cuida dele nos 3 anos que se seguiram.
E como nada é por acaso em Lost, não pude deixar de reparar que a Sun abraçou e voltou a abraçar a mãe... E nem um olhar trocou com o pai. O que faz sentido, dados os eventos que agora sabemos que se seguiram.

Entretanto, na praia, prossegue-se a acção dos episódios anteriores. O helicóptero está a chegar à Ilha. Nós sabemos que nele vem Keamy com os seus homens, prontos para arrancar com o protocolo secundário ("Torch the Island"), mas mais uma vez Jack, do alto do seu pedestal, acha que deve ir atrás do helicóptero, pois é a partir dele que podem zarpar dali. E lá parte ele à aventura, arrastando a Kate consigo.

Se estão recordados, Jack foi operado a uma apendicite no episódio em si centrado. Ignorando esse detalhe, o homem estoicamente vai largando sangue selva fora. E mente sobre isso.
Como a Kate, num raro exemplo de perspicácia concedido a esta personagem, muito bem reparou. O que, mais uma vez, não é por acaso e vem a assumir importância.

A Ilha de deserta tem pouco e, no caminho para o helicóptero, os nossos 2 Jate blessin' cruzam-se com Sawyer e Miles, ainda no rescaldo do baby-sitting à força causado por aquele sempre adorado cliché em Lost: OMG, Claire is missing!
Christian Shephard afirmou algures uma coisa do género "Aaron is exactly where he is supposed to be.", o que me faz ponderar se esta "passagem de testemunho", em que o bebé passa dos braços do Sawyer, onde devia estar, para os da Kate, onde sabemos que fica pelo menos durante 3 anos, não tem uma qualquer simbologia que por enquanto nos escapa. Sempre tive esperanças que fosse o cão, Vincent, o centro disto tudo, mas parece que vou ter de ceder às evidências do bebé Escolhido.

Sawyer, provando o crescimento interior que tem vindo a ser particularmente notório nesta temporada, não deixa o Doc ir morrer sozinho e segue com ele em busca do helicóptero. A Kate fica já em antevisão do seu destino preso a um só sítio e tem de levar Aaron de volta à praia.

E é naqueles momentos tão tipicamente Lostianos que passamos de um close-up da cara de um personagem na Ilha para a sua expressão num qualquer flash, agora promovidos à possibilidade de back ou forward.

Eis que vemos os aclamados Oceanic 6 na conferência de imprensa. Isto não teria nada de mal. Não fossem as mentiras consecutivas, uma atrás da outra. A saírem das bocas de cada um deles como se fossem verdades universais. Jack assume sem grande nervosismo a sua posição de maioritariamente porta-voz do grupo e é a ele que são dirigidas quase todas as perguntas.
Os outros assistem com expressões... vazias, diria que perdidas. Até que ponto faz sentido? Eles não deviam estar felizes, já que andaram que nem loucos a tentar sair daquele pedaço de terra? E porquê mentir, afinal? Até que ponto é benéfico? Já que se mente, porque é que a Kate não tentou fugir, fingir que tinha morrido no acidente de avião?

Sem surpresa, Hurley recusa ficar com o dinheiro que tinha ganho na lotaria antes de ter ido dar à Ilha. Com alguma... vá, consternação, vemos a Sun dar, com uma frieza arrepiante, uma morte falsa ao Jin (que supomos morto devido ao episódio 4x07, Ji Yeon). E, pelo menos do meu ponto de vista, é algo intrigante ver que de facto a Kate se assumiu mãe biológica do Aaron. Os anteriores flashforwards não eram claros quanto a isso. Ah, e é sempre, bem, surpreendente, ver o Sayid frisar sem hesitação que não há qualquer possibilidade de haver outros sobreviventes do voo 815, supondo nós à partida que pelo menos o Locke, a Claire e o Sawyer lá ficaram de saúde. E uns quantos redshirts. Ah, e a Rose e o Bernard, claro.

Nem tudo são desgraças... Temos um reencontro feliz.
Não fosse a gente saber que, cerca de um ano depois, a morte algo controversa de Nadia (ainda estou para confirmar se foi ou não o Ben a causar-lhe esse fim) foi dar origem à versão hitman do Bom Iraquiano.

Na Presente (ou será Passado?), Sayid chega à Ilha vindo do cargueiro e confirma que Jack e Kate foram atrás de sarilhos ao seguirem o helicóptero. Mas Kate aparece com Aaron, larga-o nas mãos de Sun e segue para a selva com Sayid. O bote em que Sayid voltou, fica ao dispôr para carregar os sobreviventes até ao cargueiro salvador. Em teoria, pelo menos.

A party de Ben, Locke e Hurley, os moços que viram a creepy! Claire e seu papá na cabana de Jacob e estão lançados na demanda de mover a Ilha, também está lá para o meio da selva. E Ben, o Misterioso, saca uma caixa de um esconderijo algures, dá um pacote de bolachas de 15 anos (os números, os números!) ao Hurley e lança umas sinaléticas luminosas com um espelho para uma zona longínqua da Ilha. O senhor tem sempre um plano, resta saber qual.

Jin, graças às boas capacidades de organização e liderança de Juliet (muito apagada esta season), começa finalmente a cumprir a sua promessa de tirar Sun da Ilha. E enquanto estão nas suas trocas de olhares carinhosos...

Zoom! Flashforward!
Welcome to badass Sun!

A coreana do meu coração, que eu sempre adorei, apesar de toda aquela sacanagem e dissimulação disfarçadas, está a mostrar a fibra de que é feita! E ela é feita da fibra que usa o dinheiro de indemnizações para lixar a vida ao papá malvado. Motivo? É uma das 2 pessoas que ela considera culpadas da morte de Jin. Hum...

Hurley, noutro ponto do mundo fora da Ilha, tem direito a uma festa de aniversário temática, em que os adereços são... Tropicais e a fazer lembrar ilhas. Algo irónico.
Alguém me pode explicar porque a Kate tem de andar sempre com a criatura ao colo? Não há carrinhos na América?

Mas voltemos ao que interessa. O Hurley faz anos, como tal, tem direito a prendinha.
Lembram-se deste menino? É o carro que o Hurley e o pai estavam a arranjar no primeiro flashback do 3x10, Tricia Tanaka is Dead (sim, eu sei mesmo estas parvíces de cór). É uma prenda especial, pois era uma construção conjunta entre pai e filho.
Mas a prenda veio enguiçada... Nunca me hei-de esquecer do desespero do Hurley antes de abrirem a escotilha, "The numbers are bad! The numbers are bad!". Parece que os números o perseguem. Faz sentido que o homem fuja em agonia a uma velocidade que nunca pensei ver num ser daquela gordura. Medo? Culpa? Cobardia?

Os diferentes propósitos do episódio começam a convergir. Ben, Locke e Hurley chegam finalmente à estação The Orchid, que suponho vá ser, ou esteja a ser, traduzida como Orquídea para português. A estação está já cercada pelos homens de Keamy, pois é ali a base de operações do protocolo secundário (aparentemente, é a partir desta estação que se pode "Torch the Island").

O bote com Jin e Sun chega ao cargueiro e aqui temos então mais um reencontro agridoce.
Os coreanos ficam espantados com a presença de Michael no barco. Se estão recordados, Sun e Michael partilharam uma tímida amizade na 1ª temporada, amizade essa que se alargou também a Jin, com as aventuras na jangada e não só. Todos sabemos o que Michael acabou a fazer...

Nos entretantos, Jack e Sawyer chegam ao helicóptero, onde o bom amigo Frank está algemado e sem a companhia dos militares.
Ah, há que adorar os 2 homens das pontas! Os dois candidatos a líderes Losties tentam libertar Frank e aproveitarem a ausência dos militares para se porem a milhas dali. Mas quando o piloto os informa que Keamy foi atrás de Ben... Bem, o Sawyer é o altruísta daquela Ilha e simplesmente não é capaz de se ir embora e deixar o seu antigo companheiro de quarto em apuros... O Jack fica um pouco com uma cara de "Raios! Atrapalharam-me os planos!", mas é compreensível e há que aproveitar o momento close-up para novo flash.

Vemo-nos então como voyeurs do serviço fúnebre de Christian Shephard, o pai de Jack (e da Claire, só para manter as memórias frescas). Isto não me faz muito sentido. Viu-se num flashback do Jack, na 1ª temporada, que o Doc foi à morgue, algures na Austrália, e declarou que era o corpo do pai, sim senhora, morto e morrido. Depois de muito caos, lá aceitaram o peso extra do caixão no voo para Los Angeles. Logo, a senhora dona mãe do Jack sabia que o marido estava morto. Porquê um funeral uns 5 meses depois da morte do homem? É meio esquisito.

E porque raio está tudo no funeral como se fosse encontro feliz de amigos? E porque não homenagem às "vítimas" do voo 815?
Talvez para esta senhora estar presente? Acordada de um coma que deve ser de 4 ou 8 anos (os números, os números!), a mãe da Claire achou por bem ir dizer adeus ao pai da filha... Mas não parece mais lógico uma homenagem às vítimas do voo, que incluiria a Claire? A mãe dela não quereria ir também, despedir-se da filha que até com certeza lhe era muito mais próxima e querida?
Ou será que é giro ver uma avó chorando a filha e dizendo, sem o saber, que o neto é muito bonito? Porque ficou a Kate com o Aaron, como sua mãe, e o bebé não foi entregue à família?
Será que é por isto que até aqui o Jack parecia todo muito feliz em bater o couro à Kate, independentemente do Aaron, e depois vemos no 4x04 da Kate, Eggtown, que eles ainda não estão juntos e que, para a Kate, só poderão ficar quando Jack aceitar a criança, apesar de ela perceber porque Jack não aceita o puto? Será que a Kate sabe que o Aaron é sobrinho do Jack?

E ficam-se por aqui, os passados e futuros mostrados no episódio.

No cargueiro, Desmond aparece em desespero a chamar os companheiros à sala de transmissões.
Para lhes mostrar esta rica imagem. E eis que nos apercebemos o que era aquilo que Keamy estava a prender ao braço no episódio anterior... A não explosão do cargueiro está dependente da vida do mercenário.

Ah, últimos minutos de um episódio de Lost...

Sayid e Kate seguem o trilho de Jack e Sawyer em busca do helicóptero, mas encontram pegadas de outras pessoas.
Olhem quem voltou! E pensava eu que os Others não deixavam pistas... Lá foi capturado o meu par de acção preferido...

Ainda se lembram do mui importante gang de Ben, Locke e Hurley? Pois bem, é com eles que acabamos. Com um plano ainda para nós desconhecido em mente, Ben entrega-se a Keamy e aos seus homens.
E nós ficámos todos na m**da com a palavra LOST no ecrã.

Não se preocupem, o resumo/review do 4x12&13 a seu tempo chegará.

MJNuts