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Tuesday, January 4, 2011

Senão possibilidade

Lembras-te quando combinámos olhar todas as noites para o céu, naquela mesma hora? Aí, mesmo na distância, haveria sempre a hipótese de numa dessas noites sincronizarmos os nossos olhares na mesma estrela. Talvez a mais brilhante, talvez a maior, talvez a mais tímida. Pouco interessava senão a possibilidade. E quando isso acontecesse, e apesar de nenhum de nós o poder saber, nem em alma nem em corpo, o universo sabê-lo-ia. A estrela sabê-lo-ia. E não seria a beleza ou o brilho dela o alvo do nosso olhar naquele momento, mas sim o reflexo dos olhos de ambos. Ela seria não mais que um espelho do nosso amor. Peneirenta, seria usada.

Somos parte do Universo, amor.
Sabemos.

Lili

Monday, December 13, 2010

You is I. We are not equal.

"I don’t believe in equality of sexes. I can’t stand the idea of respect between lovers. I find the concept of roles disgusting. There is no democracy, negotiation, exchange of goods, compromise, middle way, balance of interests, symbiosis in the core encounter between a man and a woman in love. There shouldn’t be.

I believe in two movements: surrender and overtaking. Keywords: pervading, self-canceling, taking over, submitting, vibrating, shaking, freezing and burning at the center of gravitational pull that makes you a victim and a victor at the same time. You’re always less and always more, unable to locate, name and discuss what is that force that fuse you to a particular other in a way that surpasses any practical and reasonable goal. It’s self-destructive, suicidal, it’s makes you alive and builds a frame in which you know you’re eternal. In which you can die without a second thought.

Erase this dimension and you end up in a comfortable cohabitation, where lovers become roommates, where impossible becomes nice, where danger becomes comfort, where vision becomes conversation, where ecstasy becomes exchange, where drive becomes compatibility.

‘You is I’ is about merciless eradication of oneself, of the other. Doesn’t really matter. It’s the identity where one always loses to the other. Where one’s ground and desire exists completely in the way the other moves. Where both are enslaved to the memory and the promise of the otherworldly touch. Like in Eucharist where god is chewed, sucked and swallowed. Where teeth and tongue meet a shot of grace. It’s the blindness that’s clairvoyant, the loneliness that is fused, the loss that feels like being finally found. Even if your next church will be psychiatric ward.

What can you do with such a starting point? Maybe all, maybe nothing. But surely nothing in between. Can you build on it? Doesn’t matter. Practically, it can be heaven or hell. Probably both. But you can definitely – Be. And become. Keeping yourself on the sharp cutting edge, in the eye of the storm, in the reality which doesn’t give you time-out to check what’s in the fridge or in the news. There is no prior place. It’s the zero point to which everything else collapses, and without which everything else becomes exactly that: ‘everything else’."


O texto original e o seu autor podem ser encontrados aqui

Lili

Saturday, November 20, 2010

Lembra-te Quem És

Gloriosos miúdos perdidos. Aos caídos por aí.


Eu sou uma deles.

MJNuts

Monday, April 26, 2010

Super-Poderes

Um dia destes, uma criança pediu-me para a ajudar a puxar o Calippo para cima. Ela já tinha as mãos frias e rolava o gelado nas mãos. Rodava, rodava e o gelo permanecia no mesmo sítio.

Peguei no Calippo que ela me estendia de mãozinha esticada, tantos centímetros abaixo do meu rosto. Apertei o gelado, aqueci a embalagem. Momentos depois, o gelado verde já espreitava, pronto a ser comido.

Sorri-lhe, baixei a mão de encontro à dela e ela agradeceu.

Lembrei-me, nitidamente, de quando era criança e achava a minha mãe invencível por me conseguir abrir os gelados como se nada fosse. Gosto de ainda conseguir sentir que abrir um gelado é um super-poder.

MJNuts

Saturday, April 17, 2010

Escadas Rolantes II

Acho que escadas rolantes dão boas metáforas para a divisão das pessoas em dois grupos. Isto porque o mundo é feito de dicotomias. Eu já, em tempos idos, me aventurei a falar sobre elas, mas acho que o Bagaço Amarelo foi mais bem sucedido que eu:

"Em Inglaterra, quem sobe uma escada rolante qualquer encosta-se sempre à direita para deixar passar pelo seu lado esquerdo os que querem andar mais depressa. No metro de Londres, por exemplo, há mesmo sinais a pedir que os transeuntes façam isso e, de facto, as pessoas fazem-no. É um país onde há lugar para quem quer apenas deixar-se levar pela escada e para quem quer subir os degraus pelo seu próprio pé. Em Portugal, é comum ver duas pessoas paradas, lado a lado, numa escada rolante qualquer. Quem quiser andar mais depressa que espere.
Na vida também é assim. Há quem se deixe simplesmente levar por ela e há quem queira dar os seus próprios passos nessa imensa escada rolante que a vida é. Acredito que esta é uma das maiores incompatibilidades entre pessoas, e por isso mesmo será também a causa do fim de muitas relações. Não há problema nenhum, ou pelo menos eu nunca vi um problema nisso, desde que se suba essa escada como na Inglaterra e não como em Portugal. É só preciso ter a noção que entre quem se deixa levar e quem anda per si vai havendo uma distância cada vez maior."


Tristemente, nunca consegui acabar um post que se intitulava A Verdade da Moca e que se referia à minha mais recente viagem a Amesterdão. Algures nas mil ideias que ocorrem na moca, que se discutem na moca, que se viveram na moca, estava esta mesma: parar ou andar.

Eu cá acho que parar é morrer. Mas que há sempre tempo para uma pausa em que se respira fundo e se aprecia tudo o que está à volta antes de retomar a caminhada.

MJNuts

Espreitem o blog do senhor acima referido, que vale bem a pena.

Wednesday, April 14, 2010

Sebastián

Leo é um jovem de 23 anos, a adiar a escrita da sua tese de mestrado. Vive num apartamento com outro rapaz, que é também o seu senhorio e que vive praticamente da renda que lhe paga. Não são amigos, mas sentem respeito um pelo outro, não se metem onde não são chamados.

Leo é gay, mas não quer ser.

Não quer desiludir a mãe, que deixou no campo para vir em busca de uma vida melhor na cidade. Não quer ser diferente. Quer casar e ter filhos, seguir o percurso dito normal. Quer poder ser, simplesmente, sem discriminações nem contrariedades.

Por vergonha, por ignorância, por se querer esconder, Leo procura homens na Internet. Às vezes marca encontros e depois não tem coragem de dar a cara. Outra vezes, arrisca. E assim conhece Sebastián, que, apesar de também recorrer ao muitas vezes mal visto meio cibernético, é boa pessoa. É bonito e interessante e paciente e compreensivo.

Apaixonam-se e Leo é feliz. É feliz, mas não totalmente, porque continua com vergonha. Do que é, de quem é, de que os outros o saibam. Leo ainda não aprendeu a viver pela sua verdade, precisa da aprovação dos outros para se sentir confortável.

Sebastián é livre. Sebastián não se esconde atrás de mentiras e de fachadas. É o que é e mais ninguém tem nada a ver com isso.

O amor é um equilíbrio frágil que não desaparece perante a adversidade, mas que tristemente se apercebe quando não é suficiente. O amor é um equilíbrio frágil que sabe quando sair é melhor que permanecer.

E então Sebastián não aguenta mais e parte. Não é por falta de amor, é por falta de liberdade. Na escadaria que é a vida, o amor não aguenta infinitos degraus de separação.

Leo tem um psiquiatra. Há anos que o consulta, semanalmente. Há anos que lhe paga para lhe mentir, para deixar tudo à superfície sem aprofundar coisa nenhuma. Há anos que até na confidencialidade do consultório foge de si mesmo. Mas nunca é tarde para mudar.

- Hoje sinto-o triste, Leo. Que se passa?
- Sabe que, depois da minha namorada, encontrei uma pessoa...
- Então e essa pessoa fá-lo feliz?
- Sim.
- Porque está triste então?

Os olhos de Leo brilham, em silêncio. O brilho aguado das lágrimas que apertam o peito sem o aliviar.

- Como se chama essa pessoa?
- Sebastián.

Uma lágrima cai, finalmente. E os olhos de Leo são lindos e carregam mundos dentro deles. Naquele murmúrio, está a força de um amor. Naquele nome, está representado o medo que o paralisa.

O psiquiatra sorri, identificando uma ponta da verdade há tantas sessões escondida.

- Porque chora, Leo? Sebastián é um nome tão bonito...


MJNuts (inspirada/baseada no filme El Cuarto de Leo)

Wednesday, October 15, 2008

Red Bull

Can you make it?



Yes, we could make it, you morons!!!

Bah. Fiquei mesmo chateada! TÃO íamos conseguir fazer isto na boa!

Oh well, para o ano tenta-se outra vez...

MJNuts

Monday, September 8, 2008

Quem tem um dono, levante a pata!








a minha fez-me esta macacada do sofá no outro dia.
(estes humanos...)

Giovanna

Sunday, June 22, 2008

awwww

dentro do estilo pontiagudo... tão fofo!



Giovanna

Sunday, April 6, 2008

Hello Kitty!

É nestes dias que não sabemos se os gatos são matreiros, brincalhões, estúpidos ou bipolares.(Pobres cães.)



Giovanna

Saturday, June 30, 2007

O Download Não Autorizado É Ilegal

Vou supor, para o bem da minha própria sanidade mental, que toda a gente que por sorte ou azar do destino visita este espaço cibernético megalómano, já foi ao cinema na sua vida. Na sua vida recente. Digamos, de há uns 4 anos para cá.

Ora bem, conhecem aquele sketchzito simpático, com grandes detalhes de edição e mensagens subliminares poderosas. Aquele em que contam com a nossa boa fé de pessoas honestas e dedicadas aos mandamentos católicos e nunca lhes ocorreu sequer que poderia haver um ladrão de carros na sala que se fica certamente a rir na "cara" do anúncio.

Este aqui:



Ontem, depois de algum pensamento sobre o assunto (muito vago e certamente desprovido do sentido de poupança), resolvi dirigir-me à ****** (sorry, não me pagam pela publicidade, também não a levam!) e adquirir o pack da 1ª temporada de My Name is Earl. Andava a tomar o gosto à série, o pack não era caro, tinha extras, achei que valia o gasto. E fiquei evidentemente satisfeita com a utilização do espírito consumista ocidental para tão gloriosa compra!

Eis que chegam as más horas de depois da meia-noite, em que toda a casa dorme... Muito satisfeita, pego no pack como se fosse um artigo religioso, com muito cuidadinho, saco o DVD 4 de lá de dentro porque queria ver o inédito "Bad Karma: An Earl Misadventure", meto-o no leitor e, como não podia deixar de ser, estendi-me no sofá à lorde!

Depois do habitual loading (quanto mais moderna a maquinaria, parece que mais lenta fica!), começaram a aparecer imagens associadas a sons. Essa maravilha da tecnologia a que se chama cinema e televisão e afins.

Isto seria tudo óptimo, mas a verdade é que fui bombardeada com mais de 2 minutos de publicidade anti-pirataria! Desde a versão escrita em inglês do sketch acima (do qual só conhecia os ditos em português) a várias passagens de ecrã com publicidade a sites amigos do CopyRight e a sites anti-piratas e anti-download e anti tudo o que sai barato ao consumidor!

Além da seca que levei, não fiquei propriamente satisfeita por tentarem fazer-me engolir aquelas, passe a expressão, tretas todas!

Sou só eu que acho extremamente irónico que seja no cinema que passam a mensagenzinha anti-download? Sabem, no cinema, em que pagamos para estar ali sentados a ver aquilo e a comer pipocas? Mais irónico ainda, nos DVD's! Nos DVD's que compramos pelo puro gosto de ter uma prateleira de filmes ou séries jeitosa!

Vai uma pessoa na sua inocência de cidadão decente, honesto, que adquire *cof*tudo*cof* pelos meios legais, apreciar os produtos do seu consumo e é constantemente bombardeada pelo horror que é tirar uma ou outra coisinha da Internet! Adoraria saber a quantidade de pessoas que souberam da existência de downloads através do aviso simpático. A sério que sim.

Talvez os senhores do copyright devessem pensar em sabotar os ficheiros todos ilegais à espera de ser sacados que por aí andam e porem por lá as suas publicidades anti-download. No início ou no meio deles, para fazer mais efeito. Pode ser que aí faça mais sentido e não passe por gozo às pessoas que efectivamente pagam para ter acesso à cultura.

MJNuts

Friday, March 9, 2007

My Shirtona - A Roupa com que Sempre Sonhaste

Bem, porque amigo é amigo e pelos amigos a gente dá um jeitinho, aqui fica o meu pedaço de publicidade à recém pseudo-empresa criada pelo meu bom nabo Hugo e pela sua mui genial namorada Lena.

Não é que este blog seja famoso por aí além, mas palavra puxa palavra e mais vale 2 clientes novos que nenhum. Lá dizia um caramelo qualquer de quem as revistas só contam escândalos (provavelmente a Paris Hilton), que "Toda a publicidade é boa publicidade".

Passando ao que interessa, a Lena tem jeito para as artes (bastante, se me permitem acrescentar) e resolveu transferir a sua arte desenhista para a arte de fazer t-shirts decentes. I praise you, Goddess of wearing cool clothes!

O resultado foi t-shirts ou tops lisos e simples, de algodão, acabarem a ser um belo exemplar de vestuário de meter inveja a qualquer pessoa aspirante a cool deste país! Suponho eu que a moça tanto foi gabada que, influenciada pela áurea evil do Hugo, resolveu fazer do talento um negócio e não serei eu certamente que a vou chamar parva por isso! Força aí! Eu peço já uma t-shirt do Lost!

Têm aqui uns belos exemplares de peças feitas por ela:

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Símbolo de Hogwarts numa t-shirtzinha preta, ahn? How sexy is that?

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Vou querer uma destas!

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Faz jus à memória do bom Jeff...

Deixo aqui o link do site da My Shirtona, onde serão muito melhor elucidados sobre os preços e sobre como a coisa funciona.

http://www.myshirtona.pt.vu/

MJNuts (trying to be cool)

P.S.- fico à espera de comissão, oh senhores MyShirtona! No mínimo, publicidade ao Tretas!

Saturday, February 3, 2007

Eu sou Amante de Gatos... e Tenho Muito Orgulho Nisso!

Eu desconfio sempre quando vejo algo ou alguém com o substantivo "etiqueta" a si associado. Veja-se o caso da assustadora Paula Bobone, que pelos vistos escreveu livros com os expoentes máximos nacionais sobre o assunto. Livros onde se liam coisas como: À mesa não se deve falar sobre política, futebol, relações e assuntos culturais. Parece que, segundo esta senhora, estamos todos condenados a falar sobre a meteorologia durante as refeições ou acabamos invariavelmente vítimas de indigestão.

Hoje, durante a minha leitura fim-de-semanal dos jornais que apetece ao papá comprar, havia uma novidade: o semanário SOL, que nunca por cá tinha visto. Lá o folheei e li as coisas que me interessavam.

De repente, deparei-me com um artigo que tinha como título O Insuportável Gato. Como dona de uma gatinha adorável que sou, resolvi dar uma olhadela. O artigo estava incluído numa secção denominada Consultório de Etiqueta, de uma provável especialista no assunto chamada Assunção Cabral. Logo vi que dali só podia vir boa coisa...

Ao que parece, uma senhora estava aterrorizada porque tinha sido convidada para um jantar na casa de uns colegas do marido que tinham gatos e ela tem fobia a tais felinos. Tudo muito bem. Há quem não goste de cães. Há quem não goste de hamsters. Todos temos o direito a gostar ou não gostar de dado bicho. Nada contra a simpática senhora com fobia a gatos.

Agora a resposta da excelentíssima Assunção Cabral... Digna de ser directamente enviada para uma escola primária reaprender boas maneiras!

Vamos estudar o assunto... A resposta começa por declarar que a tal senhora deve pedir aos anfitriões que tranquem os gatos. Até aí tudo vagamente normal. Depois...

"Os gatos são possidoníssimos. Quanto mais sofisticada for a raça, mais pirosos são os donos. Os animais, de resto, dividem-se entre os que me metem medo e os que detesto. A única simpatia que me merecem os cães - que também me metem medo e peço sempre que os prendam quando visito quem os tem - é pela obsessão com que perseguem os gatos."

Antes de mais, que é isso de possidoníssimos? Ainda bem que não percebi, ou a minha indignação era capaz de aumentar exponencialmente! Mas agora falar que a pirosice dos donos aumenta com a qualidade da raça dos gatos? Isto é coisa que se diga? É um juízo de valor de mau gosto e de péssimo sentido de oportunidade! Devo sentir-me diva da moda porque a minha gata é rafeira, é? Basta ler que para a senhora os animais são os que detesta ou os que lhe metem medo para vermos que tudo o que saia daquele cérebro não pode ser coisa boa! E pobres dos cães, reduzidos a essa infeliz característica que nem todos têm de perseguir gatos...

"Podemos estar calmamente sentadas a conversar e, de repente, sentimos nas pernas aquele calor peludo, absolutamente repelente, e reparamos que a pató da dona olha embevecida para o bichano, sem se preocupar em enxotá-lo. E nós, com vontade de lhe dar um pontapé, mas aterradas com a ideia de que o estupor do felino se assanhe."

Pensavam que aquilo lá em cima era o pior? Desenganem-se! Os gatos são pelos vistos traiçoeiros que quando se roçam nas pernas das pessoas são somente dignos de causar repulsa! Pior, somente dignos de receberem um pontapé! E os patós dos donos que olham embevecidos para o seu estupor de estimação...

"E é uma mentira dizer que os gatos são asseados: cheiram a gato e espalham um insuportável cheiro pela casa - coisa que a tonta da dona nunca percebe, porque se habituou à sordidez do ambiente. Mas o cheiro acaba por se pegar à roupa e à pele - é nojento."

Os gatos, contra todas as palavras de especialistas no assunto, são uns porcos. Nem passam grande parte do seu dia a lavarem-se com a sua língua especializada nisso mesmo. Estávamos todos enganados! Os gatos são apenas uma mutação de leitões que saíram da pocilga e se instalaram nos apartamentos de comuns mortais. Nojento, definitivamente. Os comuns mortais, tontos como são, jamais se poderiam aperceber do quão sórdida é a natureza felina.

"Por que não faz saber com antecedência ao colega do seu marido que ter gatos é definitivamente uma ordinarice indesculpável?"

Chegamos ao expoente máximo! Eu sou uma ordinária sem perdão! A maior parte dos meus melhores amigos partilham essa característica comigo! Esqueçam isso do amor aos animais e do livre arbítrio de gostar do que nos apetece. É um pecado digno de Inferno gostar de gatos e, gravíssimo!, ter um em casa... Indesculpável. Encontro-me tão abalada com a minha falha perante Deus que os meus dedos se entorpecem enquanto escrevo...

Minha querida Assunção Cabral... Se isso é a sua noção de etiqueta, tenho muito orgulho em ser ordinária. E exibo a minha gata estuporada com toda a alegria de uma pató!

Alguém quer o contacto da senhora para mandar um mail de reclamação?

MJNuts (proud owner of Moony, a cat indeed)

Thursday, January 18, 2007

Escadas Rolantes

Escadas rolantes são um resultado da tendência humana para criar coisas que nos facilitem a vida.

Eu adoro coisas que nos facilitem a vida, não me levem a mal! O que seria de mim sem downloads ou sem calculadora? Sem Internet ou sem ténis?

Mas há coisas e coisas. A meu ver, as escadas rolantes servem para nos fazer andar mais depressa até lá acima. Vou repetir: andar. Há poucas coisas que me irritem mais do que estar no Metro na hora de ponta e um idiota qualquer decidir que é muito bom encostar-se ao vão da escada rolante e ficar a apreciar a paisagem artificialmente iluminada do metro. Do lado esquerdo!

Passo a explicar. É que isto há regras, meus senhores! Se querem ser rabos gordos e preguiçosos, encostem-se à direita, que há malta que tem pressa! Não sabem que a faixa da esquerda é para ultrapassar? Depois o resultado é verem-se filas de gente a querer entrar na largurazinha minúscula que têm as escadas rolantes...

Nos centros comerciais, o caso é mais grave. É que, nos centros comerciais, as pessoas assumem que escadas rolantes servem para nos carregar que nem lordes de um andar ao outro. Pode haver só uma única alma na malfadada escada rolante, mas é certo e sabido que vai estar languidamente pendida para o vão em vez de se fazer à vida. Terrível.

Depois admiram-se que haja quem suba as escadinhas normaizinhas como Deus as quis que geralmente aparecem ao lado dessas máquinas de preguiça evil...

MJNuts