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Monday, November 15, 2010

You Know Who I Am

Mais pelo vídeo do que pela música ou pelo artista.



Gosto de poder relembrar-me disto.

MJNuts

Wednesday, November 10, 2010

AAARRRGGGGHHHH!

Alguém me pode explicar porque raio é que as novelas da TVI (que eu tenho de ouvir enquanto estou ao computador devido a hábitos parentais que não mudam) agora insistem em pegar em melodias pré-existentes e pôr uma letra qualquer portuguesa que encaixe ali?

Já fiquei extremamente irritada quando aquele NOJO dos Perfume que pôs meio mundo em polvorosa tinha acordes copiadíssimos da Your House da Alanis Morissette; gostei muito pouco quando andava por aí a soar uma música que era a versão tuga da Behind Blue Eyes (que eu nem gosto), mas quando oiço os acordes da versão Gary Jules da Mad World e depois a letra me começa em português?!? ARGH!

Parem, por favor. Para letras portuguesas de originais estrangeiros, tínhamos os Onda Choc, que cumpriram mais que bem o seu dever.

MJNuts

Wednesday, October 6, 2010

Musicalmente Caminhando

Não sei como são as pessoas nesta área, mas eu tenho períodos musicais... Há alturas em que tenho de estar sempre a ouvir música, seja em casa seja nos tempos mortos entre chegar a um sítio ou outro. Há outras alturas em que ouvir música nos transportes chega, em casa não apetece (ou vice-versa). Tenho, inclusivamente, longos períodos em que, se depender de mim carregar no play, não oiço nada.

Neste momento, estou numa fase bastante musical. Continuo a ser a inútil do costume para decorar letras, mas estou numa boa altura para experimentar novos artistas e conhecer novas músicas.

O que aqui venho partilhar convosco, contudo, é uma curta lista daquelas músicas que sabe mesmo bem ouvir quando se está a caminhar pela rua. Sabem, quando o vosso mp3 resolve presentear-vos com algo que vos traz um sorriso ao rosto ou que dá um andar mais decidido ao vosso passo ou que vos faz soltar uns quantos movimentos de dança incontroláveis? E claro que há aquelas canções que vos fazem olhar à vossa volta como se o Mundo tivesse ganho outras cores...

Eis o meu top 10 do momento:

1. The Verve - Bittersweet Symphony (esta é um autêntico hino de andar na rua... até o vídeo o demonstra!)
2. B.O.B. feat Hayley Williams - Airplanes (não, não gosto de rap/hip-hop/whatever, mas gosto do que ela diz e da forma como o canta)
3. Lily Allen - The Fear
4. Lady Gaga - Alejandro (raça da mulher que não há forma de eu não dançar quando esta ou a Bad Romance me aparecem)
5. Isobel Campbell - Loving Hannah (é a dos sorrisos, esta aqui)
6. Delfins - Marcha dos Desalinhados ("Ninguém sabe para onde eu vou...")
7. The Beatles - Hey Jude (muito boa para eu ir lip-singing rua fora, enquanto me sinto mais motivada)
8. Pearl Jam - Given to Fly (yeah, I really wish I could just fly instead of having to walk everywhere)
9. Death Cab for Cutie - Transatlanticism (há letras que mexem comigo, nada a fazer... principalmente se tiver o Mundo à minha frente)
10. The White Stripes - Jolene (ah, o poder disto...)

Como tudo na vida, as músicas da caminhada vão mudando. E há mais além destas, claro. Mas que estas fazem muito bem o seu trabalho, isso sem sombra de dúvida!

Mais alguém tem pancas musicais para andar pela rua ou sou só eu?

MJNuts

Saturday, October 2, 2010

Florence+The Machine

Vou explicar como decorre o processo que, geralmente, me faz apaixonar por uma música. Primeiro, a melodia tem de me cativar. Tem uma qualquer sonoridade que me atrai e me faz querer ouvir aquilo mais vezes. Segundo, enquanto estou ocupada a deliciar-me com a sonoridade, há um qualquer verso que me chama a atenção e me faz pensar que a letra daquela música tem potencial de fixeza. Após isso, se a melodia associada ao verso fixe me atiçar a curiosidade, vou procurar a letra na net. Neste momento do meu percurso "amoroso", duas coisas podem acontecer: ou a letra da música é excelente e eu me rendo de vez ou então a letra desilude-me e a música que inicialmente era causa de vício, perde um pouco do seu encanto.

E estou a contar-vos isto porquê? Porque, das primeiras vezes que ouvi Florence+The Machine, a música que me era presenteada era a You've Got the Love, que me custou e muito a gostar. Mas, passado o Verão inteiro, lá aprendi a apreciá-la e, juntamente com a Dog Days Are Over, fez-me ter curiosidade de conhecer melhor o trabalho da artista. Que foi o que fiz, muito recentemente. A senhora já nem anda tão na berra nem nada, cheguei atrasada à adoração, enfim.

Contudo, para minha surpresa, e apesar do pouco tempo de audição, as músicas da Florence revelaram expressar uma parte de quem sou. Se a Tori Amos expressa as obscuridades da minha psique e a Lady Gaga, enquanto artista, me fez valorizar muito mais o género feminino e acreditar na sua força, a Florence veio trazer-me luz sobre a minha forma de estar num aspecto particular da minha vida...

There's a drumming noise inside my head
That starts when you're around
I swear that you could hear it
It makes such an all mighty sound


I took the stars from my eyes, and then I made a map
And knew that somehow I could find my way back
Then I heard your heart beating, you were in the darkness too
So I stayed in the darkness with you


I'm going out
I'm gonna drink myself to death
And in the crowd
I see you with someone else
I brace myself
'cause I know it's going to hurt
But I like to think at least things can't get any worse


Seems that I have been held in some dreaming state
A tourist in the waking world, never quite awake
No kiss, no gentle word could wake me from this slumber
Until I realized that it was you who held me under
(...)
No more dreaming like a girl so in love, so in love
No more dreaming like a girl so in love with the wrong one


A Florence expressa demasiado bem a minha forma de ser e estar no amor... E ouvindo estas canções que não devem nada à fabulosidade musical, não consigo deixar de me sentir perturbada por ser assim. Por sentir tão intensamente, por me entregar tão completamente, por me deixar consumir tão absolutamente, por dar tanto e estupidamente nunca pedir nada em troca, uma e outra e outra vez...

Já chega.

Mas Florence+The Machine vale bem a pena, musicalmente falando, por isso aqui fica o conselho.

MJNuts (presenting Drumming Song, Cosmic Love, Hurricane Drunk, Blinding)

Tuesday, April 27, 2010

Raios Partam!

Então não é que a Lady Gaga vem a Lisboa no dia 10 de Dezembro e os sacanas dos bilhetes custam 65€?!? Mais do que para ver Madonna?!

Merda para isto também.

MJNuts

Bem, siga lá uma das minhas músicas preferidas dela então:

Tuesday, March 16, 2010

'Cause I'll Be Dancing

Vamos lá pôr os pontos nos iii... Comparada com a maioria dos meus amigos, eu sou musicalmente ignorante. Aquela gente tem gigas infinitos de música no PC, conhece mil e um artistas (ou mais!), nomeia álbuns e singles e músicas que estão a dar em qualquer contexto social, em suma, fazem-me sentir reles e burra no que diz respeito a esta arte. Mas, e porque eu sou uma pessoa decladaramente fã da relatividade das coisas, tenho noção que, ao pé de grande percentagem das gentes que por aí circulam, a minha cultura musical parece enciclopédica. Mais não seja porque a variedade de pessoas com que me dou fez-me conhecer uma grande variedade de artistas e músicas, que me permite encaixar razoavelmente bem na conversa de fãs de diferentes géneros.

Com isto em mente, há que saber que, por estes motivos e outros, sempre me considerei, de certa forma, uma espécie de music snob. Não tenho perfil para rebaixar por aí além os gostos musicais dos outros (a não ser quando adoram a Britney Spears ou algo do género... I mean, come on!!), mas há sempre aquela sensação idiota de arrogância por ser fã dos Beatles e abraçar a música da Tori Amos como se fosse minha. O narizinho empina-se ligeiramente por a colecção de CDs lá de casa exibir nomes como Jeff Buckley, Pearl Jam, Wolfmother, The Verve, Rufus Wainwright, Maria Rita, Sigur Rós, The Dresden Dolls... Claro que não dá para esquecer que a Internet fez o mundo ter acesso a mais e melhor música e por isso a estes se juntam amores por Emilie Simon, Kate Nash, Regina Spektor, MGMT, Yann Tiersen... Coisinhas boas, portanto.

Dito isto, e depois de muitos meses de conflito interior, eu cedi. E cedi porque o raio da música é indiscutivelmente catchy e atrevo-me a dizer que tem qualidade, quer em termos de melodia, quer no que toca a lyrics. Há que confessar que o momento que me fez passar de fã da música a fã da pessoa foi o momento 4.39. As coisas que se descobrem sobre nós mesmos...

Na altura em que primeiro me pronunciei aqui sobre a Lady GaGa, gostava da Bad Romance e pouco mais. A música dela não me dizia nada. Hoje, gosto do álbum (álbuns? The Fame+The Fame Monster) praticamente todo. E adoro ainda mais completamente a senhora.

Mas o que venho partilhar aqui hoje é a fabulosidade extrema do último vídeo dela.



Eu não sou culta o suficiente para absorver tudo o que se passa nestes 9.32 minutos de mensagens subliminares e conseguir passar-vos a ideia completa, mas quero tentar, nem que seja porque acho que o Mundo tem de perceber que a Lady GaGa é mais do que o choque e a controvérsia. A Lady GaGa tem algo a dizer e di-lo à sua maneira. Tem coragem suficiente para isso.

E portanto posso dizer-vos que a data de entrada da GaGa na prisão é uma homenagem ao amigo Alexander McQueen, estilista falecido precisamente nesse dia. Dá para vos dizer que a variedade de formas e estilos femininos na prisão é uma exaltação não só à mulher, mas é também um piscar de olho à comunidade LGBT, que a GaGa tanto adora. Dá para vos dizer, em completa adoração, que a GaGa nua contra as barras de ferro da cela, com as guardas a dizerem "I told you she didn't have a dick" é ela a gozar na cara da comunidade internacional por um rumor tão disparatado ter circulado tão insistentemente desde que a sua fama disparou.

Dá para informar as pessoas não tão fãs da Lady GaGa (ou seja, quem só conhece os singles), que a música que está a passar no rádio, no pátio da prisão, é dela também e se chama Paper Gangsta e é, entrelinhas, nada mais nada menos do que um hino a mais uma das mensagens que a GodGa tenta passar: "cause I do not accept any less than someone just as real, as fabulous" (nunca se contentem com o que é apenas razoável ou suficiente - eu aprendi sozinha, mas dá para aplaudir a GaGa à mesma).

Dá para dizer que os óculos feitos de cigarros (em diferentes estádios de consumo) e o telemóvel com o logo evidente da VirginMobile, são os primeiros indícios de uma longa lista de publicidade descarada a produtos reais e imaginários. Ao que parece, foi a GaGa que pagou o vídeo e teve de arranjar patrocinadores para alimentar tão cara produção. Óbvio que, estando nós a falar da Lady GaGa, ditos produtos surgem no ecrã de forma original (penteado com latas de Diet Coke? win!) e, logicamente, a publicidade a produtos imaginários é, em si, uma sátira à dependência que a arte tem do dinheiro.

Pessoalmente, pouco percebo de maquilhagem e não pretendo perceber mais do que o menos que essencial, mas consigo dizer-vos que a GaGa usa e abusa da maquilhagem, não para parecer mais bonita, mas para parecer mais artificial e estranha. Não há muitos artistas por aí que tentem parecer menos atraentes do que na verdade são.

Não há muito a dizer da sequência de dança que começa no minuto 3.19 a não ser que me deixa muito contente, porque inclui a GaGa e quatro bailarinas a percorrer um corredor da prisão em lingerie. Acho que é possível tirar ilações do facto de as bailarinas treparem as grades enquanto a GaGa simplesmente caminha, mas a minha inteligência não chega tão longe. Fez-me lembrar os macacos alados do Wicked e como nem trepar até ao topo lhes concedia liberdade.

A Lady GaGa vestida com a fita amarela das cenas de crimes... Não sei que significa. Eu apostaria numa referência ao CSI e a séries policiais do género, mas parece-me demasiado óbvio.

A guarda prisional que consulta o site de online dating (Plenty of Fish, existe mesmo!) é um shout-out à própria GaGa, que segundo a Q Magazine de Fevereiro se descreve como "a loser in love and an emblem to the people who feel innately insecure, not sometimes, not just in adolescence, but always". E não, não estou a dizer que ela vai a sites para encontrar potenciais interesses românticos. Estou apenas a dizer que ela se considera "a loser in love" (so do I!) e que orgulhosamente o partilha com os milhares iguais a ela.

O passo de dança à saída da prisão? Totalmente Michael Jackson. Se a Lady GaGa se apresenta como símbolo pop, homenagem ao Rei é indispensável.

Pussy Wagon e Beyoncé... *orgasmos visuais e culturais* O Pussy Wagon é referência descarada ao Kill Bill e ao Tarantino (o próprio tom satírico do vídeo tem muito do realizador). Mais do que referência descarada, o Pussy Wagon do vídeo é o Pussy Wagon do filme.

"You've been a very bad girl. A very, very bad, bad girl, GaGa."

*dies* Eu odiava a Beyoncé, percebem? Já não dá para odiar mais, depois disto e da All the Single Ladies (imortalizada no 1x04 de Glee). Não percebo a questão da sanduíche que elas partilham. Sugestões? Eu arriscaria dizer, visto que a Honey B a lança ao chão antes de arrancar e se vê o invólucro, que é mais um momento de publicidade descarada a alguma coisa (não consigo perceber a marca).

"You know what they say, once you've killed the cow, you gotta make the burger."

Yes, God, yes, YES! Não bastava Tarantino, tínhamos de ter duas das maiores artistas femininas do momento a emular esse clássico indisputável que é Thelma&Louise, em que duas mulheres se juntam na adversidade e juntas são mais fortes. Raios me partam que até este vídeo desconhecia que havia uma feminista escondida dentro de mim!

"You know, GaGa, trust is like a mirror: you can fix it if it's broke."
"But you can still see the crack in that motherfucker's reflection."

Ah, claramente a GaGa fez parte da escrita do argumento...

Já referi que a Beyoncé está linda? Pois que está. E há um subtexto claramente lésbico em todo o convo entre as duas, mas lá está, como eu referi anteriormente, a GaGa adora os seus fãs LGBT e há vários momentos no vídeo em que a diferença, pelo menos no que concerne a sexualidade, é louvada.

Não sei que significam as fotografias... Gostava de saber. Mas é bonito e é algo muito comum nos dias que correm, entre amigos, entre amantes... Vivem-se aventuras, tiram-se fotografias. O facto de ser uma Polaroid talvez simbolize o culto do imediato que a sociedade actual instiga e favorece.

E eis que chega a parte que não percebo muito bem. Ainda estou à espera que as americanas da minha vida me dêem luz sobre este assunto. O facto de ser um Diner, ainda por cima no meio de nenhures, e haver bandeiras americanas espalhadas aleatoriamente como adereços faz-me supôr que estamos perante alguma forma de crítica à América ou, pelo menos, à América interior.

Pausa para referir que, depois desta longa análise, a Lady GaGa estava na prisão por ter morto o namorado no vídeo da Paparazzi e o vídeo da Telephone é ela a unir-se à Beyoncé para matarem o namorado desta e ficarem juntas. A arma escolhida é veneno, porque bem, veneno é uma metáfora comum no universo GaGa. Veneno social e cultural em que vivemos, que consumimos. (Poison e Poison TV são exemplos de publicidade a produtos inexistentes, btw.)

6.18 Chapéu feito com telefones! Go, GaGa! E lá vêm as sandes e as baguetes de novo... Símbolos fálicos?

Mais uma vez, chamo a atenção para a maquilhagem da GaGa, que não a torna mais bonita, pelo contrário. Há um olho que parece bastante maior que o outro e, embora a senhora não seja a rainha das simetrias, não é nenhum Quasimodo! Já agora, sublinho a inexpressividade dela em toda a sequência de dança e posterior homicídio em massa. Adoro.

Há que reparar no pormenor delicioso de o veneno estar no mel. Wink, wink, Honey B.

7.41 Sequência de dança em que elas têm peças de roupa com bandeiras americanas. E eu gostava de saber porquê. Bah. Dança gira, no entanto. Adoro, adoro a expressividade das mãos nas coreografias feitas para a GaGa. As mãos nunca são graciosas ou flutuantes, querem arranhar ou agarrar ou esmurrar ou demonstrar alguma coisa.

GaGa vestida de leopardo a dançar contra o Pussy Wagon? Não faço ideia que significa.

O final com a GaGa a prometer em sotaque do Midwest que fica com a sua Honey B e que nunca mais vão voltar? Fuck yeah, it's gay AND Thelma&Louise!


Quando vi este vídeo, senti que estava a assistir a algo marcante na história dos videoclips. Não digo que seja um Thriller, que por si só alterou a definição pré-estabelecida dos music videos, mas é algo diferente e poderoso e arrebatador.

Quando vi este vídeo, senti, senti verdadeiramente, acreditei, pela primeira vez na minha vida (e é uma vergonha para mim admiti-lo), que as mulheres podem ser tão ou mais fortes e inteligentes que os homens. E terem toda a legitimidade para tal.

Obrigada, GaGa. And people wonder why I love you this much?

MJNuts

Sou uma snobe musical, sim, sou um pouco, mas nunca vou ter um pingo de vergonha de mostrar abertamente a admiração imensa que sinto pelo teu trabalho e por ti enquanto artista.

Wednesday, January 27, 2010

Lady Gaga

Acho que faz muito tempo que não me rendia a um artista tão declaradamente comercial e mainstream. Faz tanto tempo, que já nem faço ideia que artista terá sido. Também não é relevante.

O que é relevante é que a Lady Gaga é fabulosa. Nem sou particular fã da música em geral. Adoro de coração a Bad Romance e até gosto da Like It Rough, mas as restantes que conheço não me aquecem nem arrefecem. Bem, a não ser que esteja numa discoteca. Aí, se soa a Gaga, serve perfeitamente. Aliás, melhor é impossível.

A verdade é que, embora a Lady Gaga não pratique propriamente o meu estilo musical, é boa no seu género. Muito boa. E mais do que ser competente na sua área, a Lady Gaga vai mais além. À primeira vista, ela pode ser chocante e extravagante e mil pessoas (understatement, much?) vão dizer que ela faz de propósito para provocar reacções nas pessoas e que é uma farsa e é só para o espectáculo e ainda é overrated por cima. Eu não concordo.

A Lady Gaga é uma inspiração.


Ela esta aí para fazer as pessoas sentirem-se mais confortáveis na sua diferença. Ela veio para provar ao comum mortal que mais e melhor é possível. A Lady Gaga, em toda a sua estranheza, mostra que a vida não tem de ser o percurso fixo da normalidade que a sociedade dita. Todos podemos ser tudo o que quisermos e não há nada de errado nisso.

O mais engraçado é que eu acho que a Gaga é um produto puro da sociedade moderna. O choque, a podridão, a mesquinhez, a intolerância, a exigência, o sexo, a gratuitidade, o consumismo, tudo. É como se a sociedade tivesse tido uma noite intensa de sexo selvagem e o resultado é a Lady Gaga. Ela representa tudo o que há de mau no mundo. Mas no entanto...


Ela é linda.

Sim, já sei. "Ela parece um travesti!", "Ela sem maquilhagem deve ser um pavor!", "Ela tem um pénis!". Não quero saber.

É linda. Faz-me sorrir. Faz-me acreditar em mim. Faz-me ter energia de manhã quando estou a morrer de sono e só dançar as músicas dela rua fora me faz despertar.

E ela é inteligente e trabalhadora e criativa. Os outfits loucos têm todos uma explicação e a maior parte é proveniente de ideias da Gaga herself, não dos estilistas todos que certamente proliferam à sua volta.

Ela é única. É um bálsamo para a nossa mediocridade.

'Coz I'm a free bitch, baby!

Yes, you are. Don't ever stop being. We love you, Gaga.

MJNuts (obviamente a ouvir a Bad Romance)

P.S.- Encontra-se muita gente inspirada pelo génio da GodGa aqui.

Friday, July 24, 2009

Músicas intrometidas

De vez em quando acontece-me vir uma música à cabeça que, de alguma maneira, reflecte o que se está a passar naquele momento comigo. Coisas tão simples como estas:

Chegar à despensa e descobrir que a lata de bolachas está quase vazia, e sabendo que não lhe tenho posto as mãos em cima nos últimos dias, Zeca Afonso junta-se a mim em indignação - Eles comem tudo, eles comem tudo! Eles comem tudo e não deixam nada!

Ou passar a noite a filmar num telhado, a ver o actor a atirar-se pelas telhas vezes sem conta e a rezar que, se lhe escorregar o pé, ao menos tenha o bom senso de aterrar no colchão ou nos Aloés Vera por ali plantados. O Jim Morrison foi mais dramático, mas mais poético: This is the end, Beautiful friend, This is the end, My only friend, the end...

Houve outras, mas para se perceber a piada tinha de entrar em grandes explicações - e depois perde-se a piada, é o mal das anedotas explicadas!

Não tiveram cenas parecidas? Partilhem as vossas tretas musicais neste canto!

Giovanna

Saturday, June 27, 2009

Por Ti Faço o Jeito, Majestade

Não sei se deram por isso, mas este é o meu post n.º 100. Não que isso seja motivo de orgulho, considerando que o Tretas tem quase 3 anos de idade, mas 100 é sempre um número redondo que se gosta de festejar. E bem, eu queria festejá-lo com um post ridículo e repleto de tretas, provavelmente a partilhar um manual de instruções da máquina de incoerência que sou eu.

Mas o Michael Jackson morreu. E o Michael Jackson foi um artista que me acompanhou ao longo da vida. Como fã, desde os 11/12 anos. Não sou fã acérrima nem nada que se pareça, mas vos digo aqui que era o único artista no Mundo por quem eu seria capaz de dar mais de 40€ para ver em concerto. Dito isto, é curioso que o único artista por quem eu faria tal coisa, seja também o único capaz de fazer esgotar 50 datas de concertos na mesma cidade. Será que tu também lá chegavas, Madonna?

Não me vou perder em considerações pessoais do que o homem fez ou deixou de fazer, do quão estranho ou solitário era. Para mim, o que interessa é a música. E confesso que a minha tendência foi sempre acreditar no Michael Jackson, por isso não quero entrar em debates filosóficos sobre os momentos chocantes da vida dele.

Celebremos a música.

A 1ª que ouvi dele foi a Earth Song. Devia ter os meus 8 anos, estava no carro a caminho do Alentejo, era de noite e lembro-me como se fosse hoje. Os "ah ah ahhhh" penetraram-me o cérebro e por lá ficaram, a habitar as profundezas, ao ponto de eu nas noites que se seguiram, ao deitar-me, fechar os olhos e ouvir claramente aquela voz, ainda desconhecida, na minha cabeça. Ao ponto de, alguns anos mais tarde, reconhecer aqueles "ah ah ahhhh" vindos de uma televisão e conhecer, finalmente, o Michael Jackson.



Esta é, ainda hoje, uma das minhas músicas preferidas dele. E um dos meus videoclips preferidos de sempre, por ter um tema que me toca tão profundamente.

Mas há muita música do Michael que adoro e há que convir que os videoclips dele eram tão obras-primas como os respectivos singles. Mantendo a temática da Terra, há o so-very-sweet Heal the World, que não me diz tanto, mas que me faz sorrir. Tentaste, Michael, eu sei que sim.




Eu tenho um guilty pleasure Jacksoniano que não sei se é partilhado por muita gente, mas aqui vos ofereço um pouco da minha sensação agridoce de amor por Who Is It. Adoro a música, mas não percebo. Quem te magoou, Michael? E o videoclip é, na minha opinião, estrondoso.



Há duas outras que me são bastante pessoais. Have You Seen My Childhood? e Stranger in Moscow. A primeira porque eu sou, declaradamente, uma pessoa que não fez muito bem a passagem para a idade adulta (e porque me diagnosticariam com Síndrome de Peter Pan?). Ando para aqui num limbo estúpido. A segunda porque se encaixa demasiado bem em tantos momentos de solidão e dúvidas existenciais.



Escusado será dizer que ambos os vídeos são fabulosos. Fly to Neverland, kids! E o clip de Stranger in Moscow na altura foi pioneiro em algumas das técnicas utilizadas.




É verdade, sim. A maior parte das pessoas elogia o Michael Jackson pelos seus hits (muito) antigos, mas eu sou moça de apreciar a glória do Michael dos 90. Obviamente que adoro uma quantidade imensa de singles dos primórdios!

Tipo este:




Também sou bastante aficcionada deste aqui:




E adoooooro esta:




E podíamos continuar noite dentro comigo a destilar oldies preferidos do Michael. Mas eu realmente sou moça dos 90s, foi neles que cresci, e quero dar-vos overdose disso. Antes de enveredarmos pelos excelentes singles com maravilhosos clips que todos achamos de génio, só uma pequena nota para dizer que uma das minhas músicas preferidas do Michael nem sequer é single e passou ao lado de muita gente. Mas vale a pena: Little Susie. Arrepiante.

Listemos os restantes pedaços de Deus que caíram sobre o Michael:

1. In the Closet (sou só eu que acho esta música imensamente sexy?)



2. They Don't Care About Us (esta música, e ambas as versões do seu videoclip, são absolutamente avassaladoras! e estou a ficar sem adjectivos, estou...)


Já agora, a outra versão está aqui.

3. Cry (esta tecnicamente é dos 2000, mas que importa?)




4. Scream (olhem-me só o videozão que isto tem, pah! e os irmãos! eles davam-se!)



5. You Are Not Alone (só porque é tão fofa e romântica e...)




Estou nostálgica... Michael Jackson é daqueles artistas para lá de pessoa: é ícone, é mito. Não é suposto morrer... E morreste-me, Michael?

Despeço-me de ti com a música tua que me faz chorar...



You are not dead, you just went missing for a while. You will be there, won't you?

MJNuts

Thursday, June 4, 2009

De Regresso à Música

Já vai algum tempo desde que postei alguma coisa que se parecesse remotamente com um top musical. E pensar que nos primórdios deste blog prometi que o faria mensalmente... Mas bem, a verdade é que a vontade de ouvir música me abandonou por algum tempo. Muito tempo, até. Ao ponto de o meu mp3 ter pifado e eu não sentir a mínima necessidade de o substituir. O silêncio nos transportes públicos não é assim tão mau.

Mas pronto, seja lá o que for que me deu, a música voltou a entrar em mim. Bem-vinda sejas! E aqui ficam alguns exemplares de amores modernos...

1. Lily Allen - The Fear
2. Bon Iver - Flume
3. Alela Diane - White as Diamonds
4. The Brian Jonestown Massacre - Anenome (preferia a Fucker, mas é o que há em condições decentes)
5. Au Revoir Simone - Stay Golden
6. The Pierces - Secret
7. t.A.T.u - How Soon Is Now
8. Humanos - Quero É Viver
9. The Boy Least Likely To - Be Gentle With Me
10. Metric - Sick Muse

That's all, folks.

MJNuts

Friday, April 24, 2009

Amália Hoje

Não vou sequer perder tempo com olás ou introduções ao que pretendo escrever. Eu preciso mesmo de deixar aqui uma nota qualquer sobre aquilo que me anda a moer o juízo ultimamente. E perdoem-me a minha linguagem descuidada e, possivelmente, contraditória, mas não estou a conseguir organizar correctamente as ideias na minha cabeça.

Alguns já o devem saber. Os que não sabem têm que ficar a saber que um idiota chamado Nuno Gonçalves (pertencia à banda The Gift) decidiu que estava farto de bater umas pívias em casa e achou por bem começar um projecto ao qual designou Amália Hoje. O projecto tem por base pegar no fado que a Amália Rodrigues cantou e adaptá-lo para uma versão mais pop. E quem mais poderia cantar esta piroseira desnecessária se não a Sónia Tavares, a vocalista dos The Gift!! Como se não bastasse o projecto ser improfícuo e escusado, ainda escolhem aquela mulher, que, claramente, deve estar desejosa para pegar no fado e transformá-lo naquelas coisas que ela canta, com aquela sua voz estranha tão típica da sua pessoa. Ainda para mais, já muitos que a viram deambular pelas ruas me disseram que a mulher tresanda a antipatia e gosta de dar nas vistas com o seu ar snob. Nunca na vida é uma criatura destas merecedora de cantar os versos da Amália.

A ideia é atrair uma massa maior de gente e eu percebo a tentativa. A maioria dos jovens de hoje tem uns gostos que deixam um pouco a desejar e é necessário que a música se adapte às novas preferências deles se quer ser vendida - mas isto é lógico. No entanto, não acho justo estarem a usar o fado para este esquema comercial. Quem não gosta do fado genuíno, daquele fado mesmo fado, que canta a crueldade dos dias e a solidão das noites, acompanhado pelo gemido da guitarra portuguesa, não gosta e pronto! Não podemos agradar a gregos e a troianos. Custa-me a mim ver as palavras que a Amália escreveu, e que vieram lá bem do fundo da sua alma, na boca da Sónia Tavares.

Ainda só saiu um single deste álbum que está para breve e, a verdade, é que está a fazer um sucesso tremendo. Quase toda a gente está a gostar desta nova vertente, que puxa o fado das ruas e becos de Alfama para a MTV Portugal.

O problema maior reside no facto de aqui o vosso morcego estar confuso. Sejamos francos, não é como se este projecto fosse capaz de pôr de lado o fado tradicional português. E será que a música é assim tão feia quanto isso? A mim entristece-me saber que a minha mãe - pessoa que sempre deu valor ao fado e preservou na sua memória para sempre a letra do Povo Que Lavas No Rio, que a comove de uma maneira inexplicável - prefere o single da Sónia Tavares à versão original! É preciso dizer que este single é uma adaptação da Gaivota. Da Gaivota!! Podiam ao menos ter pegado em cantigas menos presentes em mim. Se ainda não sabem, fiquem a saber que a Gaivota é o meu fado preferido, depois do Lavava no Rio Lavava, claro. Mais pessoas partilharam comigo que a instrumental da nova versão não é má de todo, mas a mim faz-me confusão.

A verdade é que, de tantas vezes ter ouvido a música, sinto que começo a deixar de desgostar dela. Amália, perdoa-me. Sei que deves estar a berrar na tua campa, mas há um poder qualquer estranho naquela nova versão. Deve ser aquela voz absorvente que a Sónia tem.Mas mesmo se houver uma parte de mim que gosta daquela música horrenda, uma parte muito pequena e insignificante, fica sabendo, Amália, que o fado que abraça o meu coração pertence a ti e a mais ninguém.

Meus caros, dramático como sou (you know me), fui ainda mais longe e fiz uma montagem que tem as duas versões do fado da Gaivota a disputarem uma com a outra. Sejam vocês os juízes:



Sei que podemos ver isto como duas músicas diferentes, mas se aquela gaja continua a cantar os fados da Amália daquela maneira eu não me calo por essas ruas fora. E ai dela que toque no Lavava no Rio Lavava. E agora mete-me pena e fico de coração partido naquela parte do vídeo em que a Amália está calada a ouvir a outra parva, que não percebe que o fado não pode ser cantado daquela maneira.

Guess
P.S.: Ah! A minha mãe já anda por aí a dizer que vai comprar o CD da Sónia Tavares quando sair! Eu não dou permissão, nem pensar!

Sunday, February 8, 2009

Façam o jeito aqui à prima

Para quem é fã e para quem não é fã também!






View all Lisbon events at Eventful


Lili

Thursday, January 29, 2009

Perfect

Há artistas que nos acompanham as histórias de vida. Às vezes não são grande coisa. Às vezes até eram bons e estragam-se. É o caso desta Alanis Morissette. Mas não de duas das suas canções que podiam ser sobre mim.

Este foi o meu dia de ontem:



Sometimes is never quite enough
If you´re flawless, then you´ll win my love
Don´t forget to win first place
Don´t forget to keep that smile on your face

Be a good boy
Try a little harder
You´ve got to measure up
And make me prouder

How long before you screw it up
How many times do I have to tell you to hurry up
With everything I do for you
The least you can do is keep quiet

Be a good girl
You´ve gotta try a little harder
That simply wasn´t good enough
To make us proud

I´ll live through you
I´ll make you what I never was
If you´re the best, then maybe so am I
Compared to him, compared to her
I´m doing this for your own damn good
You´ll make up for what I blew
What´s the problem? Why are you crying?

Be a good boy
Push a little farther now
That wasn´t fast enough
To make us happy

We´ll love you just the way you are if you´re perfect


MJNuts

Now you have been to where no one has been before.

Monday, November 17, 2008

A Tori Amos Mood

I haven't felt like this since I was 17...

"I get a little warm in my heart when I think of Winter"

"So I turn myself inside out
in hope someone will see"

"We'll see how brave you are"

"I guess that what I'm seeking isn't here"

"I got me some horses to ride on, to ride on
They say that your demons can't go there"

"And this little masochist
is ready to confess
all the things I never thought
that she could feel"

"All the world is all I am
The black of the blackest of oceans"

"If the divine masterplan is perfection
Maybe next time I'll give Judas a try"

"I can be cruel
I don't know why"

"These precious things
Let them break their hold over me"

Winter, Jackie's Strength, Yes Anastasia, Hotel, Horses, Hey Jupiter, Tear In Your Hand, Spark, Cruel, Precious Things, Silent All These Years

MJNuts

"Sometimes, I said sometimes, I hear my voice and it's been here, silent all these years"

Sunday, November 16, 2008

Olá, Eu Sou a Fnac e Ofereço-vos Um Concerto!

Gostaria apenas de deixar aqui registado que os 3 morcegos deste canto poeirento, levantaram voo da sua toca e encontraram-se numa noite fria - mais precisamente, na noite de 14 de Novembro - para partilhar um presente gigante que a Fnac ofereceu.

Pois é, já foram muitos aqueles que se riram na minha cara por dizer que, por vezes, sinto que certas empresas são nossas amigas e que, realmente, tenho orgulho em ser um cliente habitual. A minha queria Fnac celebrou 10 anos em Portugal e decidiu oferecer bilhetes para um mega concerto no Pavilhão Atlântico. O que é que era preciso fazer para os ganhar? Ir à Fnac pedir. Isn't she adorable?

Os Peixe-Avião começaram a marcha. São diferentes (nunca os tinha ouvido). Ao que parece, uma reunião de várias cunhas musicais com uma grande influência de Sigur Rós. Não me pareceu que tivessem tido muita aderência do pessoal, apesar de ter gostado.

A sempre aborrecida Rita Redshoes veio a seguir. É a 2ª vez que vejo a senhora e deixem-me que vos diga que ela não tem presença nenhuma em palco! Somando a isto, eu estava religiosamente à espera que a Ana Bacalhau aparecesse com os restantes amigos, que completam os Deolinda.

E eles chegaram. Agora, minha queria Bacalhau, porque raio deixaste tu de vestir as tuas roupas folclóricas e características dos temas que cantas para vestires umas piroseiras que parecem ter sido compradas na Bershka? Não compreendo. No entanto, não evitei gritar pelo teu nome, por te pedir para me fazer um filho e por fazer ouvir a minha voz em todas as músicas que conseguia cantar contigo. Não resisto em dar toda a minha força à sua melodia. Continuas no bom caminho, mas a ver se se despacham a vir com o novo albúm, que o povo já se vai cansando das mesmas histórias. Mas quem é que resiste?

E eis que chegou o GRANDE momento do concerto. O momento em que os Clã apareceram e, para grande surpresa minha, deram um espectáculo que arrasou brutalmente com todos os outros artistas da casa. Aquela Senhora tem uma força e uma genica tão contagiantes que foi impossível tirar os olhos dela e não dançar no meio de toda aquela energia. Manuela Azevedo está mesmo de parabéns pelo show brilhante que maravilhou toda a plateia do Pavilhão Atlântico. 5 estrelas.

Por fim, lá chegaram os Xutos com os seus cenários extravagantes e as suas sempre tão conhecidas músicas. Depois de Clã, eu estava já satisfeito e pronto para me ir embora, mas a verdade é que as músicas que aqueles moços cantam causam em mim sempre uma sensação que nunca consegui explicar. Sabe bem estar ao lado das pessoas de quem gosto e partilhar aqueles versos que, inevitavelmente, nos fazem valorizar ainda mais a amizade que floresce dentro de nós. Mexe cá dentro, pois.

Dito isto, tenho a dizer 'obrigado, Fnac'. Obrigado por nos teres dado uma noite calorosa cheia de música e entretenimento.

Guess

Com isto tudo, aqui os vossos anfitriões esqueceram-se de tirar uma fotografia os 3 para pôr no profile aqui do nosso cantinho. Terá que ficar para uma próxima.

Thursday, May 8, 2008

Deolinda

Aqui vai um pequeno post apenas para vos falar deste pequeno grupo de personagens engraçadamente portuguesas, que se designa por Deolinda. Formaram-se há não muito tempo, começando por brilhar em cafés e bares mais alternativos como o grande Santiago Alquimista. Tendo tudo aquilo de bom necessário, o grupo já está bem lançado, com um CD no Top das vendas da Fnac e uma vasta lista de concertos nas várias cidades populares deste nosso país.

Com apenas duas guitarras e um baixo, o grupo dá som a um fado alternativo, que dizem ter também um pouco de jazz e clássica à mistura. Ana Bacalhau (a voz) dá vida a uma animada colecção de histórias populares que têm a cidade de Lisboa como fundo. Temos a história de uma rapariga que está a catrapiscar um rapaz numa procissão sem ele saber sequer que ela o quer; há uma rapariga solitária que tem o seu interesse virado para um rapaz que encontra todos os dias no autocarro da Carris quando vai para Benfica; existe também uma brasileira que chegou a Portugal recentemente e foi trabalhar para uma casa de fados onde, inicialmente, não se consegue adaptar; há uma canção também sobre uma rapariga que, quando vai a um restaurante, não consegue saborear a sua refeição por toda a gente a querer ouvir cantar devido à sua bela voz; não esquecendo o próximo hino nacional - assim diz a vocalista - sobre o costume tipicamente português de deixar tudo para depois, usando qualquer motivo como pretexto.

Ana, com a sua voz doce e contagiante, entrega toda a sua vida e cor a estas histórias de guardar no bolso, que não deixam ninguém indiferente. Acabado de chegar do concerto que eles deram no Cinema São Jorge, devo confessar que ela é perfeita no que respeita à interacção com a audiência. Foram conversas, palmas, assobios, gargalhadas, enfim... Uma óptima contadora de histórias.

Para quem quiser dar uma espreitadela, deixo aqui o myspace deles, onde poderão encontrar um pequeno exemplo daquilo que eles são capazes. Dêem especial atenção ao Fon Fon Fon e ao Movimento Perpétuo Associativo.

http://www.myspace.com/deolindalisboa

Guess

Wednesday, April 16, 2008

Bring Me Back

Bem, aqui fica um post curto e não muito substancial, mas é o que a minha fraca inspiração arranja por agora.

Foi-me dado a conhecer pelo meu grande, grande amigo (e mais musical também) Hugo, a dona de uma portentosa voz que me viciou de uma assentada. Ainda não consegui parar de ouvir.

O projecto musical chama-se Bring Me Back, a senhora é Liz Wood. É uma das muitas personagens do panorama musical underground de Londres. Por isso, parece que infelizmente não, que não a vamos achar na base de dados dos múltiplos programas de download. Eu só espero que algum produtor a descubra, porque eu quero ouvir CD's inteiros disto, quero chorar e emocionar-me, quero saber as músicas de cór.

À falta de melhor meio para mostrar o trabalho desta magnífica voz, aqui fica o único sítio onde ainda só a posso ouvir... A página pessoal de Bring Me Back no MySpace... Sempre dá para ouvir as canções que ela lá colocou, em repeat. Se não for dar muito trabalho, comecem pela 3ª música - The Man Who Never Returned. Assim é garantido que vos prende.

Eu não sou nenhuma especialista em música, tenho os meus gostos, como toda a gente, adoro partilhá-los, conhecer coisas novas, dar outras a conhecer.

Bring Me Back... Devo-o a toda a gente que gosta de música crua, de vozes poderosas e intimistas. Lá dizia o Hugo... Parece que o Tim Buckley se juntou com a Janis Joplin e deu à luz este monumento musical.

É muito, muito bom... Acreditem. Oiçam pelo menos uma vez. A sério. Por favor?

MJNuts

Sunday, March 16, 2008

Music Explaining Me

Ah, o que vale é que a variedade é tanta que se podem fazer rúbricas musicais sobre N coisas... E como é só uma por mês, não podia correr melhor!

Percorrendo o blog da minha boa companhia cibernética Nia, dei de caras com um interessante desafio musical... A ideia é responder a um questionário usando apenas nomes de canções. E aqui vão as minhas respostas...

1.) Are you a male or female? Sex Changes
2.) Describe yourself: Colossal
3.) How do you feel about yourself: Forever Lost
4.) Describe where you currently live: Sounds of Silence
5.) If you could go anywhere, where would you go: Amsterdam
6.) Your best friend is: Samson
7.) Your favorite color is: Golden Brown (se bem que, tecnicamente, a minha cor preferida é o laranja...)
8.) You know that: How We Operate
9.) What's the weather like? Winter
10.) If your life was a television show, what would it be called? The Story
11.) What is life to you? Walking in the Air
12.) What is the best advice you have to give? Little Star
13.) If you could change your name, what would you change it to? Miss Halfway

E está o resultado do meu "questionário". Estes exercícios musicais são sempre interessantes de se fazerem... Força aí nos vossos!

MJNuts

Monday, February 18, 2008

Break-Up, Life-Changing, Mood-Lifting Songs

Bem, o mês passado falhei nas minhas responsabilidades para com a rúbrica musical do Tretas, por isso este mês vem mais cedo... Em Dezembro fiz alguma? Já não me lembro e não apetece ir ver, procurem vocês, se quiserem.

Portanto... Nós na vida temos inúmeras fases e há algumas que implicam mudança ou que nos dão vontade de o fazer. A música, como em tudo, está presente nesses momentos. E por isso há excelentes canções que nos impulsionam a tomar uma atitude e chegam mesmo a ser decisivas no que fazemos... Digo eu. Ou pelo menos em como lidamos com as situações.

Aqui vai uma lista de boas músicas para as mais variadas circunstâncias. Eu aponto o diagnóstico para vos facilitar a vida. Perdoem-me os vídeos não serem sempre os melhores, mas é que a maior parte das músicas não são singles e poucas são conhecidas pelo público em geral.

1. Glen Hansard - Leave - break-up song, para mim uma das melhores que já ouvi. Porque às vezes o melhor é largar em vez de arrastar...
2. Eddie Vedder - Long Nights - uma das minhas preferidas da banda sonora de Into the Wild. Sobre aqueles momentos de epifania que todos temos volta e meia...
3. Maria Rita - Não Vale a Pena - break-up song. Para evitar recaídas...
4. Voltaire - When You're Evil - Melhor. Música. De sempre. Para quando se está raivoso e com vontade de distribuir pancada ou coisa parecida. Dá voz aos nossos instintos maléficos e ainda nos faz sentir felizes por eles.
5. Yann Tiersen & Dominique A - Monochrome - para não nos esquecermos que a vida não precisa de ser monocromática...
6. A Camp - Song for the Leftovers - um brinde a novos começos...
7. Pearl Jam - Alive - se esquecerem um pouco as lyrics obscuras e se concentrarem no refrão... Energia muito positiva a fluir! Por muito profunda que seja a fossa em que estamos, estamos vivos!
8. Alanis Morissette - You Oughta Know - break-up song das furiosas... Assim a esfregar a raiva na cara do alheio. Faz parte, faz parte.
9. Sonata Arctica - Lost Drop Falls - de novo, às vezes custa a largar, mas tem de ser...
10. Hoku - Perfect Day - uma canção cheia de energia e moral, que toda a gente deve conhecer.

E pronto, aqui estão elas. Boas moods para todos. Ah, o Inverno...

MJNuts