Wednesday, December 31, 2008

Resoluções de Ano Novo III

Desde pequenino que sempre detestei o sabor e a textura das famosas passas. No entanto, os meus pais faziam-me crer que os 12 desejos eram, juntamente com as 12 passas, um ritual deveras importante. Como tal, aqui o Andrézito fazia batota: pegava numa mão cheia de 12 daqueles frutos horríveis, deitava 11 pela janela fora, comia um e, com ele, desejava, simplesmente ser feliz.

Hoje, continuo a fazer isso. Bem, já não deito 11 passas para o lixo, apenas como uma.
As minhas resoluções?


1. Continuar a ser o homem positivo que prometi ser.

Por volta das 2.30 do dia 3 de Maio de 2008, fiz um voto - Eu, A. F. F. M., sou um homem positivo. Não sei a 100% o que é que isto abrange, mas, resumidamente, é um homem que tenta sempre fazer a coisa certa, mas que também sabe reconhecer quando falha. É um homem que fica feliz com o sucesso dos seus amigos.
Não matar, não invejar, não ter ciúmes, não procurar a vingança, não ficar feliz quando os inimigos fracassam, não desejar ser o melhor sem esforço...

Mas ensinaram-me que não se deve, nunca, definir algo pela negativa. Por isso, se quiserem ajudar-me, digam-me, o que é para vocês um homem positivo?


Guess

Resoluções de Ano Novo II

Já que estamos numa de resoluções de Ano Novo e como está a chover, já agora faço também as minhas. Isto tem limite de número como o Euromilhões ou assim? Vamos para o 9 só para chatear o 10.

1 - Viajar além de Portugal e Espanha. De preferência de avião. Era logo um dois em um de experiências novas.

2 - Fotografar mais. MUITO mais.

3 - Juntar algum dinheiro e não esbanjá-lo todo em caprichos momentâneos.

4 - Ir ao ginásio duas vezes por semana como manda o contrato. E as minhas colegas. (Lesionei-me entretanto tá bem? Estou a fazer a resolução para não me esquecer do meu objectivo.) 4.1. Ter uma alimentação mais saudável também.

5 - Mandar uma determinada coisa pastar para o espaço. No espaço deve ter muito mais que fazer.

6 - Amar mais.

7 - Ir ao concerto dos Fall Out Boy em Madrid. Visitar entretanto o Prado.

8 - Visitar mais os amigos distantes.

9 - E finalmente, e porque fica sempre bonito, ser feliz.

Sounds like a plan!

Lili

Tuesday, December 30, 2008

Resoluções de Ano Novo

Não tenho muita noção se as resoluções de Ano Novo são uma tradição mundial, nacional ou se simplesmente apareceram com os filmes de Hollywood. É daquelas coisas que toda a gente sabe o que é, mas ninguém sabe de onde veio. Como o Sócrates.

Eu nunca tomei resoluções de Ano Novo, não é algo que me faça muito sentido. Geralmente são resoluções que caem em saco furado, ou seja, nunca dão em nada. Por isso, nunca as fiz. Mas desta vez, vou fazer. E como já me conheço e sei que a coisa costuma resultar furada (e até há um razoável número de pessoas que tende a não acreditar em mim para estas coisas, obviamente porque eu sou a primeira a dar-me ao descrédito - yes, I'm thinking about you, dog parasite!), vou fintar-me a mim mesma e não fazer resoluções de Ano Novo: vou fazer, em vez disso, resoluções para Janeiro. Se tudo correr bem, logo se vê se é para continuar ou se foi mais uma experiência de vida.

Ora bem, Janeiro tem 31 dias e durante esses 31 dias, tenho intenções de:

1. Ligar a água do banho só quando estiver já despida dentro da banheira. Não interessa se sai água fria ou quente, o corpo aguenta, faz bem ao ambiente, dizem que a água fria faz milagres para endurecer os músculos e por aí afora. Isto exclui, obviamente, os potenciais banhos românticos que possam acontecer (nunca se sabe). - na verdade, comecei esta semana a fazer isto, portanto digamos que é uma resolução com bagagem. E que não faz assim muito sentido, agora que a vejo escrita. Mas quero mantê-la, de qualquer forma.

2. Sujeitar-me a um extreme makeover às mãos de amigas mais fashion wise que eu. Visto que o Tim Gunn não faz propriamente parte do meu grupo social, terei que me contentar com as versões femininas e portuguesas dele que conheço (e sabe Deus que fazes um excelente trabalho, F.!). Quero livrar-me das inutilidades do meu guarda-roupa e arranjar finalmente peças de roupa que exprimam quem eu sou. A parte fixe de quem eu sou. A minha roupa geralmente exprime mais a parte desleixada da minha pessoa.

3. Fazer pelo menos 30 minutos de exercício físico. Já experimentei ginásio e não deu, mas os exercícios caseiros até resultam bem comigo, quando me dedico a fazê-los. Abdominais, dorsais, flexões, umas voltas na bicicleta estática e o que raio mais haja que seja exercício para os membros inferiores. Não, não sou gorda nem obcecada por dietas ou exercícios, mas quero viver à altura do meu potencial de gaja boa!

4. Manter os bons hábitos iniciados em 2008 de beber água em todas as refeições que faço em casa (antes bebia refrigerantes a todas as refeições, dentro ou fora de casa) e de utilizar escadas sempre que estou sozinha e não sou persuasiva que chegue, pois se a companhia quer usar o elevador, o desperdício de energia já está feito (sim, mais uma vez, ambiente! e exercício).

5. Ir a todas as aulas (Teoria não conta). Dei 4 boas ou vá, razoáveis, impressões nas 6 cadeiras que tenho, 1 má a caminho de ser mudada e 1 simplesmente não existe (Teoria, lá está). Na recta final do semestre, há que estabelecer os alicerces de uma boa relação entre uma aluna esperta e as notas porreiras no belo edifício que é o professor.

6. Manter a média de 15 do ano anterior.

Ainda são umas quantas resoluções! Vai ser um Janeiro de peso, uh? Em Fevereiro, dou-vos as luzes de como isto correu. Com sorte, inclui fotografias para ilustrar o antes&depois das ditas resoluções.

MJNuts

Update: 7. Recuperar o tempo perdido com o J..

Saturday, December 27, 2008

Chuck

Ora pois muito bem, estou de regresso da amada terrinha, onde passei o melhor Natal dos últimos tempos!

E sabem o que costuma "terrinha" querer dizer? Quatro canais, nada de Internet, rede por vezes de qualidade duvidosa. Portanto, há que arranjar estratégias de salvação!

Como era Natal, a minha família estava por lá toda, o que além de proporcionar momentos de diversão com as crianças e uns passeios de encher a vista, iniciou-me para aquela que já devia ser há muito tempo uma percepção minha de mim mesma: os board games. Que é como quem diz, jogos de tabuleiro. Não sei como demorei tantos anos a perceber que adoro aquilo e que enquanto jogo, sou uma gaja feliz! Sou muita estúpida, pah! Por isso, há que agradecer-vos, caros primos. As duas noitadas de jogatina foram impagáveis! E viva o Carcassone e o Guillotine! Sem esquecer a Sueca, num campo completamente distinto de vício no jogo.

Se não sabem já, ficam a saber que eu sou uma pessoa de hábitos nocturnos. O meu pai costuma chamar-me Morcega (ah! o nome de grupo dos postadores do Tretas afinal tem razão de ser!). Não tenho culpa que dormir de manhã soe muito mais atractivo ao meu organismo, sim? Conto-vos isto para explicar que noitadas de jogos não chegam para me ir fazer dormir. Não. Eu tenho de chegar à cama sem sono e arranjar algo para me entreter.

Foi assim que, pré-viagem, eu muni o meu computador de material potencialmente excelente: a 3ª temporada de Dexter, Tinker Bell, Kung-Fu Panda, as 2 temporadas de Lipstick Jungle, a 1ª temporada de How I Met Your Mother e a 1ª temporada de... Chuck.

É precisamente sobre esta última que vos quero falar.


Quando me fui deitar na primeira noite longe da capital, apetecia-me ver qualquer coisa que me pusesse bem-disposta. Sim, Dexter é uma das minhas séries preferidas e aposto que a 3ª temporada está fabulástica. Mas não me apetecia aquele ambiente pesado, aquela ansiedade de saber o que se vai passar a seguir. Também não me apetecia gastar 2 horas nas efemérides que são os filmes. Ponderei seriamente o único episódio de Eli Stone que me falta ver... Mas a curiosidade em saber mais sobre aquele geek simpático que conheci numa tarde da RTP foi mais forte.

Nem eu esperava gostar tanto! É que conquistou-me logo aos primeiros minutos! Eu sou muito sexual e romântica a ver séries, tenho de me ligar aos personagens ou nada feito, e quando me aparece um muitíssimo sexy Bryce Larkin (um lindo homem que já conhecia, Matthew Bomer) a fazer piruetas de dificuldade razoável, enquanto destila estilo, dá porrada em gente, envia um e-mail e destrói um computador, tudo isto de fatinho vestido... Ai eu! Vieram-me os calores!

Depois desta avassaladora 1ª impressão, Chuck já não tinha muito a fazer para me conquistar a não ser cumprir a sua função de entretenimento. E Chuck fez mais que isso!

Passando aos básicos, Chuck é uma série que eu diria ser do género "dramédia de acção": mete comédia, mete momentos dramáticos e tem muita acção pelo meio. E faz-me rir, muito importante. O excelente Zachary Levi dá corpo e voz ao protagonista, Chuck, que é basicamente um falhado que vive ali ao virar da esquina, que falhou em cumprir as expectativas geradas sobre si e trabalha agora numa loja estilo Worten, como assistente técnico. Vive com a irmã e o namorado desta e tem o melhor amigo mais chato de sempre. Seriously. Desculpem se parece que não gosto do Chuck. Porque gosto, adoro! É um dos homens mais fofos de sempre e, juntamente com o Ted de How I Met Your Mother, é mais um para a galeria de homens com que qualquer mulher no seu perfeito juízo gostaria de ter uma relação.

No dia do seu aniversário, recebe um mail de um antigo colega de faculdade (esse mesmo, o Bryce Larkin) e, quando o abre, vê que aquilo está carregadíssimo de informações codificadas sob a forma de imagens. O que Chuck ainda não sabe é que essas imagens são confidenciais, altamente secretas, e detentoras de segredos de Estado e de segredos dessa grande agência que dá azo ao glamour hollywoodesco da espionagem que é a CIA. Sem se aperceber disso, Chuck passa a ser, ele mesmo, o Intersect, o computador principal da CIA.

É claro que um cérebro desta magnitude (de sublinhar que Chuck não é uma pessoa ali, é um elemento) não pode circular sozinho pelas ruas de Los Angeles, alguém tem de proteger os segredos do Mundo dos senhores do Mal! E é então que os clichés ambulantes são enviados para a protecção do Intersect, sob a forma da agente da CIA Sarah Walker (a agente boazona - e boazinha) e do agente da NSA John Casey (o agente brutamontes e sarcástico). Podem ser quão estereotipados vocês queiram que eles sejam, mas amo-os perdidamente aos dois!

Adam Baldwin é uma delícia no papel de Casey! Apesar de ser brutamontes, de ser todo a favor da posse legal de armas nos US e de ter sede de sangue, é um homem inteligente e perspicaz. Gosto da relação dele com o Chuck, pois Casey é um homem de aventura e acção, que por vezes se sente preso na vida "mais" pacata que é obrigado a ter como guardião de Chuck, mas não consegue evitar afeiçoar-se ao nosso geek preferido.

Yvonne Strahovski... Opah, é que quase me dá o girl crush! E eu que dizia que não gostava de loiras... Há uma cena algures no final da 1ª temporada em que ela me lembra tanto a Kate de Lost que, se eu ainda achava que ela não me ia conquistar, lá se foi a minha resistência! A sua Sarah Walker é irrepreensível nos seus vários momentos: como "namorada" perfeita de Chuck (é o disfarce arranjado pela CIA para justificar a sua presença), como espia dura e competente, como... empregada de um restaurante de cachorros quentes. O mais curioso é que ela é tão secreta sobre si que nunca temos noção se a conhecemos ou não. Fiquei algures entre o surpresa e o contente ao descobrir pela Wikipedia que esta personagem ganhou o prémio de "Melhor Personagem de TV" (Best TV Character) do IGN.

Mas agora passemos aos motivos que ainda mais me prendem a Chuck. Acho que é do conhecimento geral que eu sou uma shipper (aficcionada das relações nas séries televisivas), não por escolha, mas porque simplesmente sou assim. Vejo ali uma química no ecrã e toca logo as hormonas a saltar e a torcer pelo amour que fica tão 'nito na TV!

Ora junte-se isto...


A isto...


E temos a combinação mais brutalmente saborosa que eu vi na TV desde que a minha pancada por Skate (Sawyer e Kate, de Lost) começou! Que alguém me devolva a sanidade mental, pois acho muito pouco saudável eu sorrir e quase chorar e rezar pela felicidade destes dois! A química salta do ecrã do PC e entranha-se no meu sistema, impedindo as hormonas de estarem descansadinhas no seu poiso! Não, a sério, a tensão sexual ali presente dava para substituir a tensão que mantém uma ponte em pé! Não consigo resistir, tenho de os ver juntos e não juntos e seguir a (não-) história que para ali vai. Bah, os horrores do shipping...

Assim à laia de conclusão, é só para saberem que Chuck me bateu de tal forma que os cheques FNAC (ou fnac?) recebidos no Natal vão já ser investidos no pack da 1ª temporada. That's how you know you really love a TV show.

MJNuts

Update: OK, devo confessar que até a minha paciência de shipper tem limites! Senhores argumentistas, é favor pararem de atirar interesses românticos para cima do Chuck ou da Sarah para ficarmos a ver @ outr@ tod@ ciument@ e depois quando finalmente o interesse romântico deixa de ser interessante, o Chuck e a Sarah continuam sem ir a lado nenhum! Vá vá, tudo o que é demais, enjoa. Desculpem lá, estou na ressaca da storyline da Jill, que me irritou profundamente! És mesmo estúpido, Chuck! Damn you!

Wednesday, December 24, 2008

O Meu Presente de Natal para Vocês

Todos fofinhos. Para ficarem quentinhos como a época. Vêm todos do sítio do costume.





















MJNuts

Tuesday, December 23, 2008

Dentro do Espírito (des)natalício...

...a que o Guess deu o mote, devo confessar que esta quadra há muitos anos também deixou de ter o significado que tinha quando era miúda. Talvez porque as prendas, se bem que bem-vindas (sempre) eram as que eu já tinha catalogado disciplinarmente numa lista muito bem pensada, dos mais aos menos desejados, e poucas surpresas havia quando se abriam os embrulhos.

Não houve nada a marcar o início do desencanto. Foi a adolescência e o despertar para a o mundo lá fora e o cá dentro (qual deles o mais negro...), eu sei lá.

O meu espírito mais próximo do chamado natalício não se traduz em vestir barretes, enfeitar árvores com plástico brilhante ou fingir que as figuras do presépio fazem algum sentido. O espírito mais natalício que me dá é qualquer coisa que me deixe contente quando estou com quem gosto - o que bem pode ser gozar com o Natal e rir até me doer a barriga!

Músicas de Natal? Não sei nem uma, talvez porque as ache todas uma lamechice sem interesse (e rip-offs de canções inglesas, que tristeza!).

Uma canção contente e feliz é, por exemplo, esta. Ter à mistura os Marretas só ajuda. :)



E se me pedirem uma música para putos, mais depressa me lembro do Rei Leão do que o sorumbático Pinheirinho (que nem os meus primos insistiram em cantar quando eram mais novos).

Portanto, com ou sem o espirito de natal que todos apregoam por estas datas, divirtam-se e comam tudo a que têm direito!

Fica outro vídeo para alegrar a quadra! :p



Giovanna

Wednesday, December 17, 2008

É Natal, é Natal, Já Não Há...

Olá, caros leitores do Tretas. Como sabem, o Natal vai perto. Estamos já no dia 17! Quem diria que faltam pouco mais de 7 dias para aquele dia do ano que parece ser sempre tão aguardado? Por mim, podíamos estar no dia 12 de Março ou 8 de Agosto. Seria a mesma coisa.

É com tristes palavras que vos declaro que este é o 2º ano em que não sinto o Espírito Natalício. Não sei sequer como se descreve o Espírito Natalício - como se põe por palavras aquilo que se sente? Não importa, porque eu sei quando o sinto. Conheço aquela sensação quentinha que sempre me abraçou em todos os Natais e que, agora, já não abraça. Onde está ela? Coloquei uma série de hipóteses que podem estar na causa deste roubo.

Talvez a pressão e o trabalho que advêm daqueles confins odiosos que são a minha Escola de Cinema possam fazer voar a minha atenção para tudo menos para o Natal. Não há já brinquedos para eu descobrir no roupeiro dos pais ou uma espera ansiosa pela meia-noite para saber o que é que se esconde no interior daquelas caixas que eram sempre tão coloridas. O meu avô não está já cá para dar corda ao velho relógio da sala de jantar lá da Terra e, por isso, há um vazio enorme naquele lugar frio, que não é mais embalado pelo tic-tac ou pela pressa que ele tinha sempre em ir para a cama. Não sei.

A verdade é que parece que a cidade está a rebentar de enfeites em que eu ainda não reparei. O Vasco da Gama é capaz de ter à vontade mais de 100 Árvores de Natal. Não sei que hei-de fazer para poder sentir outra vez aquilo que sempre adorei sentir! Talvez precise de ir à Baixa-Natalícia. Gostava de, a este respeito, agradecer à MJNuts, que está a tentar fazer-me sentir aquilo que já chegou ao coração dela este ano. Sim, ela tem tentado. Tem tentado de tal maneira que consegui sentir um pouco da magia quando estive em sua casa com ela e com outra vivalma caridosa e alegremente cantámos músicas de Natal, enquanto estávamos deitados, aconchegados no sofá, apenas sob a iluminação da Árvore de Natal. Foi bonito. But, then, it went away.

Num desses jantares de família que, por vezes, temos, disse a um relativamente novo membro daquela união que tratava das renas do Pai Natal. Com uma alegria brilhante nos olhos, ele ficou fascinado e entusiasmado com a ideia. Já que não a posso ter, posso empurrar um pouco mais desta magia natalícia, tão estragada pelo comércio, para quem precisa mais dela que eu. Acho que a felicidade dele me ajudou um pouco. Mas não o suficiente.

Se calhar, o que eu preciso é de ver os episódios de Natal do Will & Grace. Aí está uma excelente ideia que talvez sortisse algum efeito. Vou já a meio da 3ª temporada de QAF e não me lembro de ver nenhum episódio de Natal, mas, também, aquilo não é uma sitcom, que essas é que costumam estar recheados deles.

Pois é, meus amigos. Ainda ando à procura por estas ruas daquela coisa maravilhosa sempre tão elogiada, que é o espírito natalício. Se alguém souber onde o puder encontrar, não hesite em ajudar-me!

Gostava apenas de partilhar uma pequena história com vocês. Hoje no Vasco da Gama, estava a descer as escadas rolantes e, à minha frente, descia também um grupo enorme de rapazes ao qual o comum português muito gosta de chamar mitras ou chungas. Na mão, eu segurava a Zebra do Madagáscar, que tinha vindo com o Happy-Meal que a minha amiga tinha lanchado. Pu-lo no corrimão de borracha das escadas e partilhei com o mundo em voz alta a minha curiosidade em saber se o boneco aguentaria até ao fim da caminhada. O rapaz que estava no degrau imediatamente abaixo do meu ouviu-me e quis participar no desafio. Não me lembro já do que disse, mas sei que fiquei desconfiado. Deus sabe as experiências que eu já tive com gente que se veste ou age daquela maneira. Mas não importa. Não mostrei qualquer tipo de receio, apesar de tudo. A Zebra acabou por cair para o outro lado das escadas com o perigo de ter caído sobre a cabeça de alguém. Ele riu-se comigo. Depois falou qualquer coisa sobre deixar cair a minha mala, enquanto a mim me preocupava as segundas intenções que ele poderia ter. Decidiu dar-me um aperto de mão e eu avisei-o para ele ter cuidado, que eu tinha a mão magoada. E eu tenho o braço, respondeu ele, mostrando-me o seu braço engessado. Rimo-nos. Ele desejou-me um feliz Natal e, no fim das escadas, prosseguiu com o seu grupo. Apesar de ter sido um momento propício a sentir mais do que a felicidade peculiar que senti, nada vindo do Pólo Norte apareceu. Se isto não chega, que mais pode ajudar-me?

Será que estou condenado a sentir apenas o Espírito Martinense?


E agora, vou ver o episódio de Natal dos Simpsons, que está agora a começar. Pode ser que resulte!

Guess

P.S.: no outro dia, na rua, uma rapariga muda pediu-me para assinar um papel qualquer. Estava a recolher assinaturas, muito provavelmente, para ajudar aqueles mais incapacitados. Eu, na minha idiotice, prossegui a minha marcha e ignorei-a numa atitude snob e estúpida. Desculpa.

Sunday, December 14, 2008

Para o menino e para o avô...

Vocês já foram ao Oceanário com a vossa avó? Experimentem lá, que eu espero aqui. Já está? Foi giro, não foi?
Quando eu fui com a minha, sabe Deus que foi bem divertido. É que, para a minha avó, aquilo não era o Oceanário, mas sim a praça. Tudo o que era bicho marinho que passava à frente dos olhos da minha avó era logo agraciado com o melhor prato para o qual estava destinado, informação decerto bastante apreciada pelos próprios peixes. É bom saber que se cai bem limado ou de escabeche.
Não era o observar do comportamento da vida marinha que interessava à minha avó, mas sim o molho com que a garoupa ou o caracol do mar ficavam melhor.

- Olha lá aquele! Com um arrozinho de tomate...

Foi giro. E já foi há alguns anos. Mas no Natal o que é giro é partilhar!

Lili

PS: Muito obrigado a todos pela recepção calorosa!

It’s Me! Lili!

Pois então, diferentes locais, diferentes pseudónimos, ou só o Fernando Pessoa é que pode? Eu espero aqui ser uma pessoa mais séria, virada para as grandes catástrofes mundiais, como o facto de o House não namorar logo com a Cuddy ou dos Snow Patrol nunca mais virem dar um concerto a Portugal. Problemas sérios, como a crise económica e os jovens. Como satisfazer os nossos caprichos num mundo em colapso financeiro? Coisas assim, que interessam, essencialmente, ao Saramago. Por este facto peço já desculpa em adiantado se os meus tópicos se tornarem por vezes maçudos, complexos ou desprovidos de pontuação adequada.

Ora, vamos conhecer a Lili? Vamos? Vamos!

Última coisa que comi? Tostas com pasta de atum com maionese

Última música que ouvi? Headfirst Slide Into Cooperstown in a Bad Bet by Fall Out Boy

Último par de cuecas que vesti? Boxers pretas.

Último filme que vi? Gostava de poder dizer Amália… mas não posso. Poder até posso, mas eu não vos mentia. Crepúsculo (aka Twilight). Podem encontrar a minha dissertação sobre esta experiência traumática no meu outro blog, K1111. O link está para aí, algures, numa prateleira aqui da casa.

Última coisa que comprei? Umas calças castanhas de bombazina, nos chineses. Muito em conta.

Último livro que li? Why we read what we read, Lisa Adams & John Heath.

Quaisquer outras perguntas, é favor dirigirem-se à recepção e deixar recado. O meu horário de atendimento, para indivíduos cujo apelido comece com as letras de A a J, é às terças-feiras, entre as 14:00 e as 16:00 e, para as restantes letras do alfabeto, às Sextas, entre as 11:00 e as 13:00.

Entretanto a última música que ouvi já mudou. Estamos a acabar ao som de Headlock by Imogen Heap.

Roger that. John this. Over and out.

Lili

P.S. : Gosto de Lost um bocadinho mas não é um bocadinho muito grande. É mais o bocadinho em que o Sawyer anda sem t-shirt.

Thursday, December 11, 2008

Apresentando... Lili

Ora bem... Esta banca de Tretas parece fazer algum sucesso no mundo cibernético, seja com quem nunca teve sequer curiosidade bloguística (Guess) e agora com um ilustre alguém com uns anitos de experiência na blogosfera!

À conversa com a minha amiga CHESB, desse fantástico canto de humor negro da web que é o K1111, deixei-lhe o convite, meio a sério, meio a brincar, de se juntar à glamourosa equipa de Morcegos! Estou em crer que já em vezes anteriores lhe tinha lançado o desafio, mas ela lá terá tido os seus motivos para recusar.

Mas agora não recusou. E é por isso que, depois de conferenciar com os colegas Morcegos para recolher os seus pareceres, lhe quero dar as boas vindas a este estaminé em nome de toda a equipa! Temos a certeza que serás uma mais-valia para a qualidade deste blog (e para a parca quantidade de posts)!

Porquê Lili e não CHESB, perguntam vocês? Isso responde-vos ela:

"Sítios diferentes, pseudónimos diferentes."

Promete, hem?

MJNuts