Thursday, November 6, 2008

Yey for Obama!

E lá ganhou o excelentíssimo senhor Barack Obama, como o davam a entender as sondagens das últimas semanas!

Fiquei feliz, sim senhora, como preferencialmente democrata que sou. Não me interessa que ele seja negro, tal como não me interessaria se ele fosse amarelo, gay, às bolinhas ou cego de uma orelha (sí! es una broma!). Estou-me pouco lixando para o facto de o 44º Presidente dos Estados Unidos da América ser o primeiro presidente afro-americano daquela nação. O que a mim me interessa é que Barack Obama mostrou ser o que está a faltar àquele que costumava ser a primeira potência mundial sem sombra para objecção. Se me perguntarem, Obama é o que falta por aqueles lados há 8 anos.

Agora é esperar e ver se as suas promessas de campanha se mantêm. Se as tropas são retiradas do Iraque de uma forma faseada (a alegria militar que não deve ter sido...). Se as soluções para a crise são eficazes. Estará Obama à altura das lágrimas de esperança que fez soltar?

Tenho alguma fé. E aqui deixo, devidamente citadas, as partes que considero melhores do seu discurso de aceitação do cargo.

"If there is anyone out there who still doubts that America is a place where all things are possible; who still wonders if the dream of our founders is alive in our time; who still questions the power of our democracy, tonight is your answer."

"It’s the answer spoken by young and old, rich and poor, Democrat and Republican, black, white, Latino, Asian, Native American, gay, straight, disabled and not disabled – Americans who sent a message to the world that we have never been a collection of Red States and Blue States: we are, and always will be, the United States of America."

"It’s been a long time coming, but tonight, because of what we did on this day, in this election, at this defining moment, change has come to America."

"I know you didn’t do this just to win an election and I know you didn’t do it for me. You did it because you understand the enormity of the task that lies ahead. For even as we celebrate tonight, we know the challenges that tomorrow will bring are the greatest of our lifetime – two wars, a planet in peril, the worst financial crisis in a century. Even as we stand here tonight, we know there are brave Americans waking up in the deserts of Iraq and the mountains of Afghanistan to risk their lives for us. There are mothers and fathers who will lie awake after their children fall asleep and wonder how they’ll make the mortgage, or pay their doctor’s bills, or save enough for college."

"This is our chance to answer that call. This is our moment. This is our time – to put our people back to work and open doors of opportunity for our kids; to restore prosperity and promote the cause of peace; to reclaim the American Dream and reaffirm that fundamental truth – that out of many, we are one; that while we breathe, we hope, and where we are met with cynicism, and doubt, and those who tell us that we can’t, we will respond with that timeless creed that sums up the spirit of a people:

Yes We Can. Thank you, God bless you, and may God Bless the United States of America."


Confesso, apesar de tudo, apesar da alegria que vi nos jornalistas portugueses que falavam do assunto, que cobriram a notícia, apesar das lágrimas dos americanos, da humildade de Obama, da promessa de mudança que ele deixou no ar... Mesmo assim, o que mais me marcou neste dia de notícias norte-americanas, foi o discurso de John McCain. A forma como teve de calar as vaias dos seus próprios apoiantes (todos eles definitivamente mais parvos do que o seu candidato!), o modo como aceitou humildemente a derrota e elogiou o seu adversário, a maneira como apelou à América que se unisse a Obama no seu esforço pela nação que ambos os candidatos amam, pois só isso os faz estar ali.



John McCain é, sem dúvida, o republicano por quem nutro mais simpatia, de todos os que os mass media me deram a conhecer. (ouviu, Sr. Bush? Sr. W. Bush? Sr. Nixon?)

Bora lá dar a volta a isto, América!

MJNuts

P.S- Adoro como a multidão presente na altura do discurso de McCain era tudo caucasianos de classe média-alta!xD

4 comments:

Twin said...

Ora muito obrigado por este post Twin! Merece, afinal é um dia importante na história.

Eu(e quase todo o mundo)tava a torcer por ele e até fiquei acordada até ás 4 e tal da manhã para o ver a discursar. E digamos que valeu a pena ver aquilo em directo. Foi um discurso muito bom assim á maneira de Martin Luther King. E por falar nisso, o sonho deste senhor acabou de se concretizar!

Esperemos que cumpra com as promessas, mas é obvio que as coisas nunca acontecem como desejamos. Na minha longa noitada de jornalismo ontem á noite fiquei a perceber o quão e porquê não vai ser possível afinal Obama cumprir com algumas coisas. E não é por incompetência ou por desrespeito, mas simplesmente porque a crise financeira chegou e ninguém tava a espera. Incompetência pudemos unicamente falar dos 8 anos que se passaram.

Mas mesmo com os estes obstáculos, tenho a certeza que algo vai mudar, hey a cor da pele mudou! lol Bolas acho que pior que o Bush é dificil, por isso acredito piamente que as coisas vão mudar. Yes he can!

Gostava apenas que Obama percebesse que a Europa, o apoia muito mais que os Estados Unidos (porque a diferença de voto popular entre ele e o MaCain não foi assim tão grande) e que não se fechasse unicamente no mundo americano.

Bora fazer aí uma manifestação publica pelas cidades da Europa a dizer que o apoiamos e que estamos com ele! lol

Agora a minha parte preferida do discurso (fiquei com pele de galinha ao ouvir):

"It’s the answer spoken by young and old, rich and poor, Democrat and Republican, black, white, Latino, Asian, Native American, gay, straight, disabled and not disabled – Americans who sent a message to the world that we have never been a collection of Red States and Blue States: we are, and always will be, the United States of America."

"I have a dream that one day this nation will rise up... live out the true meaning of its creed. We hold these truths to be self-evident that all men are created equal."
Martin Luther King

Só esperemos que Obama não tenha o mesmo fim trágico que Luther King, porque vendo bem e tratando-se da América, infelizmente é uma forte possibilidade. Num país supostamente civilizado e ocidental, como os nosso Europeu, o assassinato de um presidente, devido ao fanatismo dos cidadãos é uma realidade demasiado real.

Nia said...

Ya, ainda no outro dia estava cá eu pensando para os meus botões: haverá algum negro k, por razões partidárias, apoiasse o grandpa McCain? Don´t think so... ;)

Saudações Nianas (whatever)

Rita said...

Yey pessoa que passou a ver telejornais!

Sim senhor, o bem dito Obama com o seu discurso muito "I have a dream" convenceu o mundo e mais que isso os estados tradicionalmente republicanos.

A verdade é que eu lamento mas não tou muito esperançosa...Não porque não goste do senhor, mas porque tenho medo dos democratas ferranhos que o rodeiam. E por muito feliz que eu esteja pelos americanos, lamento mas prefiro estar feliz por mim e pela Europa.

Tenho ainda a acrescentar que se o Obama fosse uma mulher negra me deixaria ainda mais feliz...

Sim Obama, arrancaste-me uns sorrisos. Tens o dom da palavra. Esperemos que nao sejas outro King ou Malcom X..

Guess said...

Eu estava a dormir quando se fez história! :(

Queria ter lá estado!