Wednesday, April 15, 2009

Larguem-me, pah!

Queria partilhar uma coisa convosco. Não sou uma pessoa medrosa ou mariquinhas por natureza. Verdade, sou ligeiramente hipocondríaca, mas fora isso, não tenho medo de aranhas nem de abelhas nem de cobras, não sofro de vertigens, não mudo de passeio ou de carruagem quando vejo um bando de mitras... Enfim, sou despreocupada com assuntos medrosos em geral. Mas há uma coisa que me assusta terrivelmente e que é o que eu tenho de mais próximo de uma fobia: carraças. Será que existe um nome estilo carraçofobia?

É verdade. Eu, que trabalho no Zoo. Eu, que lido com animais diariamente e tenho uma bicha em casa. Eu, que passo imenso tempo no campo. Parece que o mundo inteiro se uniu para me tramar.

Ora pois como o Universo é lixado e gosta de nos pôr a enfrentar medos, há que dizer que já tive vários encontros de primeiríssimo grau com este... erm... parasita. Obviamente que já vi muitas carraças em cães, mas isso é normal. Também já fui pior do que sou agora. Antes de trabalhar numa clínica veterinária (que me ajudou e bem a enfrentar este receio sem sentido), se via que um cão tinha uma carraça ou uma pulga, saltava três metros para trás com ar de pânico, como a Kawaii certamente poderá testemeunhar. Agora já sou mais controlada.

E ainda bem. Porque depois de sentir uma carraça a subir-me pela cara até ao cabelo e alguém ma apanhar e atirá-la para a lareira, depois de sentir uma carraça no joelho e tirar as calças no meio da casa de estranhos e sacudi-las que nem uma louca na varanda... Eu esperava que não tivesse mais histórias de carraças para contar. Parece que estava enganada. Bem dizia o meu pai que o meu sangue deve ser doce!

Na péssima e ranhosa noite que hoje passou, em que pouco ou nada dormi (mas em que apaguei luzes e desliguei PC histérica de alegria porque D.E.B.S. é um fartote de rir que só visto!), de manhã fui forçada a sair da cama quando sinto uma comichão na parte interna da coxa e, ao levar lá a mão, apercebo-me logo que ali há bicho!

Há anos que não sentia tanto medo! Foi lançar a carraça pela pia abaixo e enfiar-me na banheira durante uma eternidade, a esfregar-me violentamente e a pôr a depilação em dia! Ainda bem que a minha mãe estava em casa, ela reagiu muito bem face aos meus saltos e gritinhos histéricos. Sim, eu sei. Nem parece meu...

E bem, morta a carraça (à 2ª volta, porque não deitei água suficiente no lavatório e a bicha voltou para me atazanar! Thank God for moms!), a modos que fiquei vagamente contente. Isto porque me lembrei, como há muito não recordava, de como é fantástico sentir medo. De como nos faz sentir vivos. É a segunda melhor coisa a seguir à paixão. É claro que há medos que são comuns no dia-a-dia - medo de perder alguém, medo de chumbar a uma cadeira, medo de chegar ao carro e ter uma multa, - mas esses medos traduzem-se mais por uma ansiedade psicológica do que propriamente por medo. Aquela sensação de pavor que nos ofusca a racionalidade e resulta numa qualquer descarga de adrenalina pouco frequente. É óptimo! Mas isto são os medos bons. Não tenho propriamente vontade de experimentar o terror que deve ser estar nas mãos de um serial killer ou algo do género. Não. Medos assim, de coisas sem sentido e que dá luta tentar combater!

Fiquei com vontade de regressar aos meus tempos de desportos radicais. Sabe Deus que rappel me dava um nervosinho tão grande que não via mais nada à frente...

MJNuts

Bem, vai na volta, parece que estou de regresso ao blog...

Tuesday, April 14, 2009

"Onde Anda a MJNuts?" Perguntam Vocês

Bem, vai algum tempo que eu não aparecia por estes lados. O que vale é que eu, sabiamente, me associei a uma pandilha de Morcegos para garantir que quando me vêm estes laivos de falta de vontade de escrita bloguisto-criativa, alguém mantém o estaminé de boa saúde. Ou pelo menos, em coma induzido! ahah

Como a vontade de escrever continua a não ser muita, vou resumir-vos vergonhosa e descaradamente o que tenho andado a fazer neste mês em que não partilhei tretas com o mundo. Suponho também que este vai ser o post mais inútil que alguma vez escrevi. Hum... Embora este e este sejam concorrentes de peso!

Passando às pseudo-novidades:

* Aderi ao Twitter! Eu, que sou uma gaja que nem liga a estes sites de relações interpessoais! Não tenho Facebook nem MySpace, criei um hi5, mas coitadinho, pouco uso lhe dou! Mas gosto da ideia do Twitter. Como eu o costumo descrever, é basicamente enviar sms para o Mundo e como eu sou telemóvel-dependente... Calha bem comigo. E não, não conto lá a minha vida que acho essas coisas creepy e propensas a atrair stalkers! É mesmo só um "desabafo" diário e uma forma de saber o que andam a fazer pessoas interessantes, tipo os líderes de sites de Lost ou o senhor do PostSecret. Se por acaso também twittarem e estiverem interessados, podem adicionar-me. Vou passar a pôr por lá os updates do Tretas!

* Fiz ATL na Páscoa e fiquei com um grupo de grandes! Rock on! Não sei é se volto a ficar, mas não vou falar disso agora. A pedido de Suas Majestades, os Adolescentes, forcei-me a ver o Twilight. Oh, vá lá! Em minha defesa, o filme tem gente gira! Resumindo, o filme é mau, não TÃO mau, e ainda assim cheira-me que deve ser melhor que o livro em que se baseou, mas a Kristen Stewart surpreendeu-me pela positiva (ela fez-me efectivamente gostar e até torcer por uma personagem que eu desprezava, isto com base no muito que se escreve sobre este assuntos nas internetes) e gostei imenso da banda sonora. O Twilight por si só dava um excelente post, mas como não tenho vontade de o escrever, se se querem divertir com o que dizem as pessoas desta obra, reencaminho-os para o hilariante review que a Lili fez do filme no seu K1111.

* Voltei a pegar em Pushing Daisies, quase um ano depois de ter visto a 1ª temporada. Normalmente faria um belíssimo e longo post sobre as maravilhas desta série, mas lá está, falta a paciência. Posso dizer que é algo de único na televisão actual e que me dói o coração só de pensar que já foi cancelada... Bryan Fuller é um génio cujas séries nunca passaram da 2ª temporada, para minha grande infelicidade. Se Pushing Daisies é de todas a minha preferida, não posso deixar de gabar a qualidade de Wonderfalls e mais ainda a de Dead Like Me. Os americanos devem ter algum problema com abordagens cómicas à temática Morte... Enfim, dentro das más notícias, há luz ao fundo do túnel, e a ABC teve a decência de decidir transmitir os últimos episódios de Pushing Daisies (e Eli Stone, já agora), apesar do cancelamento.

* Foi-me dado a entender que os meus posts sobre Chuck não fizeram justiça à série. Que, de alguma forma, a fizeram parecer mais aborrecida do que realmente é. Vou resumidamente redimir-me do mal que fiz a futuros eventuais fãs da série: Chuck é genial! Chuck é o melhor da vida na TV! Chuck tem gente gira, gente divertida, gente gira E divertida! Chuck tem referências culturais de fazer sorrir uma pedra da calçada! Chuck tem uma banda sonora de chorar por mais! Chuck é rei entre as séries que não se levam a sério e oferecem, GARANTIDAMENTE, 40 minutos de diversão e entretenimento! Chuck é tão bom que me começa a doer o tanto que gosto da série! Ah, e nunca é demais referir que ver Chuck é passar uma hora a apreciar estes dois excelentes actores belos:


E bem, já escrevi bastante mais do que tencionava, por isso vou passar por cima das restantes pseudo-novidades e ficar-me por aqui.

Melhores tempos de escrita virão!

MJNuts

Thursday, April 9, 2009

Dance, Monkeys, Dance!

Palavras para quê?


Guess

Thursday, April 2, 2009

Lavava no Rio Lavava

Ontem à noite fui sair para o Bairro Alto. Já há alguns meses que andava a planear com uns amigos irmos passar uma noite bem passada a uma casa de Fados. A Tasca do Chico. Esse cantinho pequenino e escondido, nas ruas do Bairro, que muitos de nós já ouviram falar, mas que poucos sabem exactamente onde fica. A verdade é que nunca me tinha passado pela cabeça que esta poderia vir a tornar-se uma noite que tão cedo não iria esquecer.

Tenho a dizer que estranhei um pouco todo o ambiente de rigidez e seriedade que pairava por aqueles lados. Eu sei que, no fundo, faz sentido. A tradição do Fado diz-nos que Este é uma coisa triste e pesada que deve ser sentida em silêncio, mas mesmo sabendo isto, fiquei de certo modo admirado pelo respeito imenso que aquelas senhoras e aqueles senhores tinham para com Ele. Eu e os meus amigos éramos, praticamente, os únicos jovens ali presentes. Fomos até sortudos o suficiente para conseguirmos arranjar uma mesa. Parecíamos um pouco deslocados. Até porque muitas senhoras estavam de vestido e alguns dos homens traziam fatos escuros e tinham, quase todos, aqueles lindos bigodes dos homens da velha guarda. Mas naquele espaço tão pequeno e apertado, era quase impossível não ouvir os murmúrios inevitáveis dos portugueses, que gostam de comentar tudo aquilo que estão a sentir. Uma atitude que era constantemente reprimida pelo senhor, que estava a anunciar os fadistas, com um tão estranhamente engraçado 'csssssssssssssssssss'. Uma forma menos óbvia e desagradável que o comum 'shhhhhh' para mandar calar os inoportunos, enquanto o Fado estava a ser cantado.

Os fadistas lá da casa cantavam todos (ou quase todos) lindamente e o facto de não poder estar alegramente a conversar com os meus amigos e ter sido obrigado a ouvir e a sentir o Fado, deu-me a confirmação de algo que eu sempre soube - o Fado é mesmo das coisas mais belas que Portugal tem. Não importa. Já vos dei o ambiente e o contexto; agora dou-vos a história.

M. levanta-se e vai perguntar ao dito homem se eu podia ir cantar o Fado.

O homem que anunciava, já de idade e com uma postura e atitude que impunha respeito a qualquer um, aproximou-se da nossa mesa e perguntou se eu sabia cantar o Fado. Aqueles que estavam comigo, reagiram imediamente com elogios forçados e patéticos à minha voz para convencer o homem que eu realmente cantava bem. Não sei até que ponto enganaram o pobre coitado. Eu sei que não canto mal, venha lá quem vier, mas não creio que me encaixasse na perfeição que o homem estava a averiguar se eu possuía. Convencido, apesar das minhas tentativas para o afastar, tomou nota do meu nome.

Eu fiquei num estado de nervosismo como nunca antes tinha ficado. Sentia o meu coração bater em todas as partes do meu corpo, como se estivesse prestes a fazer o exame mais importante da minha vida. Longos minutos passaram e muitos grandes fadistas encantaram aquele espaço tão acolhedor, que vivia num ambiente escuro de fraca iluminação. Inevitavelmente, o meu nome foi dito. O homem referiu que esta não era, para ele, uma das alturas mais importantes da noite, mas que a casa estava aberta para toda a gente que soubesse e quisesse cantar o Fado. Juntei-me aos guitarristas, que tocavam lindamente, e fiquei rodeado de dezenas de pessoas, como se estivesse numa pequena clareira de uma floresta. Lavava no Rio Lavava, pedi eu.

Claro que não iria cantar outra coisa. Este é, pois, dos poucos Fados que é importante o suficiente para mim para eu o saber de cór. As guitarras procuraram o meu tom e começaram a gemer o seu canto. Os meus ouvidos ouviram, pela primeira vez ao vivo, aquele som tão triste e tão incrivelmente belo que acompanhava um Fado que sempre significou tanto para mim. Fechei os olhos e deixei de estar ali. Demorei uns segundos a perceber quando deveria entrar, pois o ritmo do Fado é algo complicado de apanhar. Mas percebi que funciona um pouco como um rio. É uma corrente lenta de água que passa à nossa frente. Não sabemos ao certo qual a melhor altura para saltar, mas, assim que o fazemos, estamos já entregues àquele ritmo e velocidade viciantes e nada nos separa deles.

Não sei se cantei bem ou mal. Sei que nunca tinha sentido algo daquele género. Eu, que acho sempre que já esgotei todo o tipo de sensações, estava agora a experimentar algo do outro mundo. Não me lembrava sequer que estava num bar, não pensava nisso. Estava noutro lugar qualquer a sentir um turbilhão de coisas, embaladas pelo choro das guitarras portuguesas.

Se já não lavo no rio porque me gela este frio mais do que, então, me gelava?

A música terminou e acho que as pessoas aplaudiram. Pelo menos, assim mo contaram porque eu não tenho mesmo a certeza. Não estava bem em mim. Estava emocionado e demasiado confuso pelas palavras que tinha cantado me terem saído com uma facilidade surreal. Não sei se cantei bem ou mal, mas M. diz que se arrepiou e a verdade é que o meu pobre homem me convidou a aparecer quartas-feiras à noite, quando quisesse, para cantar.

Achei que, no meio de tantas tretas que escrevo aqui neste nosso blog, devia partilhar com vocês uma noite que me entregou um dos momentos mais importantes da minha vida.

Hoje estava a cantar o Fado no autocarro. A Mulher de Vermelho disse-me que se tivesse a minha voz saberia logo o que fazer com a sua vida. Para não a desperdiçar.

Por vezes, pergunto-me se não sou uma daquelas vivalmas que, à medida que os anos passam, se afastam da promessa do seu potencial para fazer outra coisa. Como um diamante bruto que não foi aproveitado e se estragou.

Para quem quiser ouvir o Fado que cantei:



Guess

P.S.: Mas este post não faz justiça àqueles 3 minutos de Fado, que deixaram em mim uma sensação qualquer permanente, como se tivesse deixado algo naquele lugar.

Monday, March 23, 2009

Casting III - Romeu e Julieta, o Musical!


Mais um projecto produzido pela Lusófona, mas desta vez num género muito pouco visto no cinema português: o Musical!

Cantores que não tenham problemas com uma ou duas falas e actores que não tenham vergonha de cantar fora do duche - é só aparecerem esta Sexta-feira na Universidade!

Giovanna

Monday, March 16, 2009

Casting II - Comedia dell'Arte



Este projecto é diferente do anterior, ainda que sejam produzidos pela mesma Universidade.

Mais uma vez, passem a palavra e apareçam!

Giovanna

Tuesday, March 10, 2009

Casting


...porque também se faz cinema em Portugal!
Passem a palavra, ou o link deste antro que é o Tretas :p

(qualquer questão sobre o casting e o projecto deve ser colocada às pessoas por detrás dos contactos neste cartaz, não para este blog! O pessoal da produção do Sobre Vivências é fixe, dão-vos toda a atenção e carinho que pedirem.)

Vão! Apareçam!

Giovanna

Sunday, March 8, 2009

The Wrestler

Que filmaço!


Darren Aronofsky acrescenta mais uma obra-prima ao seu currículo incólume. Ainda não falhou e, ou muito me engano, ou no final da sua carreira vamos poder dizer que o pior de Aronofsky é melhor que 90% das produções de Hollywood. Ou mais.

Mickey Rourke é The Ram, mais do que o interpreta. Mereceu todos os prémios que recebeu e até devia levar mais (o óscar, quiçá). Evan Rachel Woods prova mais uma vez porque é uma actriz fabulosa, muito acima da média. Marisa Tomei merecia TÃO mais atenção do que a indústria cinematográfica lhe dá.

A não perder. E não interessa se odeiam wrestling ou não.

MJNuts

Saturday, March 7, 2009

Farinha, Farinha, No Cu da Galinha Incha

Nomes. Algo que não é muito discutido aqui, tendo em conta que os morcegos deste blog não revelam a sua verdadeira identidade. Apesar de tudo, a maioria das pessoas que ainda lê este cantinho da blogosfera sabe que a minha assinatura nada tem a ver com a marca de roupa Guess. Não querendo arruinar este pequeno mistério que aqui o blog nos impõe, falar-vos-ei apenas de um dos meus apelidos, para partilhar com vocês um pedaço de felicidade.

Farinha.

Não é o meu apelido oficial, é aquele nome que vem antes do último, ou seja, aquele que nunca fica muito conhecido e nem sempre é associado à própria pessoa. Como é óbvio, não é com ele que assino o que quer que seja e raramente o uso e, como tal, poucas pessoas sabem que assim me chamo. Algumas sabem que tenho alguns complexos com ele (tenho?).

Na minha pré-primária e primária, os tempos que rondavam eram aqueles em que, claro, as crianças eram cruéis - nem se poderia esperar outra coisa; está na natureza delas. Naqueles tempos, tinha que haver sempre alguma coisa que fosse permanente a alguém e com a qual se pudesse gozar e apontar. Ora, assim que se descobriu que um dos meus nomes era Farinha, nunca mais fui eu capaz de me livrar dos constantes escárnios e comentários parvos das crianças das escolas. Farinha, faz-me um bolo; Farinha podre; Farinha fica na cozinha; chamas-te Farinha, chamas-te Farinha... patético, não? Eu, como criança que era, não reagia muito bem aos ataques. Não era algo que me afectasse muito, mas fazia-me ter vergonha do meu apelido e querer sempre escondê-lo.

Os anos passaram, as crianças cresceram e, rapidamente, perceberam que havia coisas BEM mais interessantes na minha pessoa com que se gozar que um estúpido nome. Eventualmente, o Farinha foi posto outra vez em sossego e quase nunca mencionado.

Março de 2008: altura em que me tornei monitor do Jardim Zoológico de Lisboa. Uma profissão que exige que trabalhe com quem? Com crianças! No entanto, não havia qualquer motivo para temer que o nome, com origem no meu lado materno, fosse retirado da prateleira outra vez, após tanto tempo. Até porque, sendo o meu último nome outro, seria de esperar que o meu cartão de identificação apresentasse tudo menos o Farinha. No entanto, o meu último nome estava destinado a servir milhares de outras pessoas em Portugal e, com tal vulgaridade, vi-me obrigado a usar Farinha como o apelido oficial, para evitar confusões e eventuais problemas de contabilidade, pois uma dessas milhares de outras pessoas tinha que trabalhar no mesmo local que eu. Consecutivamente, o meu cartão passou a identificar-me com o Farinha depois do meu primeiro nome.

As crianças são cruéis, não são? Todos os fins de semanas de trabalho no Zoo é como se tivesse voltado aos meus tempos de pré-primária e primária. Farinha, vamos aqui; Farinha, vamos ali; oh, Farinha, faz-me lá um bolo; Farinha!, Farinha!, Farinha!, Farinha!... e até alguns pais meio malucos não resistem em gritar um moche ao Farinha! ou variantes. A última que ouvi foi Farinha, Farinha, no cu da galinha incha - achava eu que era um ditado qualquer que existia, mas não passa de um fruto estranho da imaginação das criancinhas. O Farinha está de volta. Mas sabem? Eu não me importo. Aliás, eu gosto, eu adoro que me chamem Farinha. Poucas pessoas o sabem porque eu contesto sempre e finjo-me incomodado. Sendo eu um alvo fácil e preferido por muitos para se gozar, não é difícil fazê-los usarem este meu estimado apelido de cozinha. E quanto mais nos mostramos incomodados com certa coisa, mais as crianças gostam de a provocar (todos nós sabemos controlar as pequenas criaturas, não é?).

Por isso, sim, eu adoro o meu nome. O pequeno Guess não percebia ainda o valor dele, mas agora percebo e sinto-me bem por ele fazer parte da minha identidade. Ah, Zoo... consegues sempre fazer-me feliz. Sempre.

Em conclusão, não te preocupes Inêz, um dia vais perceber a uniquidade do teu nome. Não fiques triste, B. Magalhães, o computador está aqui está a ir à falência e a ser retirado do mercado. Não ligues ao que os outros dizem, Rosa, não é vergonha nenhuma ter o nome de uma flor tão especial. Este parágrafo é, pois, para algumas das crianças que festejaram comigo os anos da Madalena este sábado no Jardim Zoológico. Uma festa em que, curiosamente, falámos imenso sobre os nomes.


Guess
Obrigado, avô. És tu quem me faz sentir um orgulho enorme em chamar-me Farinha.

Monday, March 2, 2009

Morcegos Mostram as Suas Caras

Caros amantes de tretas, eis que, finalmente, os vossos fiéis morcegos conseguiram juntar-se para tirar uma fotografia juntos e vos mostrar os nossos belos rostos.

A ocasião não podia deixar de ser perfeita, mas o contexto em que a fotografia foi tirada não foi, talvez, o mais indicado. Passo a explicar:

Como muitos de vocês sabem, a nossa MJNuts festejou os seus anos com mais uma das suas lendárias festarolas, que duram noite fora. Estando o Carnaval a rondar aquela data, a nossa anfitriã não resistiu em exigir que todos aparecessem mascarados (another year!). O pessoal adora sempre estes planos e, obviamente, começou a preparar as suas máscaras. Mas há algo que o pessoal adora ainda mais que máscaras. O quê? Máscaras que gozem com a MJNuts, claro está! E que máscara é mais apropriada para isso numa época tão festiva se não a máscara da sua própria pessoa? Ah, pois é. Fomos todos mascarados deste grande modelo para adultos e crianças que é a MJNuts!

Encontraram-se por aí ainda algumas alminhas que andavam meio perdidas, sem saber como encarnar uma personagem tão peculiar, mas a estrutura era bastante simples: roupa feia; roupa curta, que não sirva; roupa que não combine; ténis velhos; cabelo despenteado; e óculos. Eis a chave para termos um ser que, se não se parecer muito com a MJNuts, ao menos parece-se com um outro vestido por ela.

E assim surge, então, a fotografia dos Morcegos deste blog, onde poderão verificar, pelo menos, um esforço para estar tudo parecido com a MJNuts. Poderão confirmar isso pelas nossas vestimentas nada a ver com as nossas caras.


Houve quem achasse que a nossa morcega pudesse ficar ofendida com esta nossa imitação caricatória da sua pessoa, mas a verdade é que isto foi sempre (*cof-cof*) uma despedida em grande ao estilo antigo e desleixado da aniversariante, agora que ela diz que está em processo de makeover. Por falar nisso, será que ainda demoram a aparecer as fotografias que mostram o depois dessa mesma makeover, como a MJNuts nos prometeu?

Essas resoluções andam a ser cumpridas ou não?

Guess