Tuesday, March 10, 2009

Casting


...porque também se faz cinema em Portugal!
Passem a palavra, ou o link deste antro que é o Tretas :p

(qualquer questão sobre o casting e o projecto deve ser colocada às pessoas por detrás dos contactos neste cartaz, não para este blog! O pessoal da produção do Sobre Vivências é fixe, dão-vos toda a atenção e carinho que pedirem.)

Vão! Apareçam!

Giovanna

Sunday, March 8, 2009

The Wrestler

Que filmaço!


Darren Aronofsky acrescenta mais uma obra-prima ao seu currículo incólume. Ainda não falhou e, ou muito me engano, ou no final da sua carreira vamos poder dizer que o pior de Aronofsky é melhor que 90% das produções de Hollywood. Ou mais.

Mickey Rourke é The Ram, mais do que o interpreta. Mereceu todos os prémios que recebeu e até devia levar mais (o óscar, quiçá). Evan Rachel Woods prova mais uma vez porque é uma actriz fabulosa, muito acima da média. Marisa Tomei merecia TÃO mais atenção do que a indústria cinematográfica lhe dá.

A não perder. E não interessa se odeiam wrestling ou não.

MJNuts

Saturday, March 7, 2009

Farinha, Farinha, No Cu da Galinha Incha

Nomes. Algo que não é muito discutido aqui, tendo em conta que os morcegos deste blog não revelam a sua verdadeira identidade. Apesar de tudo, a maioria das pessoas que ainda lê este cantinho da blogosfera sabe que a minha assinatura nada tem a ver com a marca de roupa Guess. Não querendo arruinar este pequeno mistério que aqui o blog nos impõe, falar-vos-ei apenas de um dos meus apelidos, para partilhar com vocês um pedaço de felicidade.

Farinha.

Não é o meu apelido oficial, é aquele nome que vem antes do último, ou seja, aquele que nunca fica muito conhecido e nem sempre é associado à própria pessoa. Como é óbvio, não é com ele que assino o que quer que seja e raramente o uso e, como tal, poucas pessoas sabem que assim me chamo. Algumas sabem que tenho alguns complexos com ele (tenho?).

Na minha pré-primária e primária, os tempos que rondavam eram aqueles em que, claro, as crianças eram cruéis - nem se poderia esperar outra coisa; está na natureza delas. Naqueles tempos, tinha que haver sempre alguma coisa que fosse permanente a alguém e com a qual se pudesse gozar e apontar. Ora, assim que se descobriu que um dos meus nomes era Farinha, nunca mais fui eu capaz de me livrar dos constantes escárnios e comentários parvos das crianças das escolas. Farinha, faz-me um bolo; Farinha podre; Farinha fica na cozinha; chamas-te Farinha, chamas-te Farinha... patético, não? Eu, como criança que era, não reagia muito bem aos ataques. Não era algo que me afectasse muito, mas fazia-me ter vergonha do meu apelido e querer sempre escondê-lo.

Os anos passaram, as crianças cresceram e, rapidamente, perceberam que havia coisas BEM mais interessantes na minha pessoa com que se gozar que um estúpido nome. Eventualmente, o Farinha foi posto outra vez em sossego e quase nunca mencionado.

Março de 2008: altura em que me tornei monitor do Jardim Zoológico de Lisboa. Uma profissão que exige que trabalhe com quem? Com crianças! No entanto, não havia qualquer motivo para temer que o nome, com origem no meu lado materno, fosse retirado da prateleira outra vez, após tanto tempo. Até porque, sendo o meu último nome outro, seria de esperar que o meu cartão de identificação apresentasse tudo menos o Farinha. No entanto, o meu último nome estava destinado a servir milhares de outras pessoas em Portugal e, com tal vulgaridade, vi-me obrigado a usar Farinha como o apelido oficial, para evitar confusões e eventuais problemas de contabilidade, pois uma dessas milhares de outras pessoas tinha que trabalhar no mesmo local que eu. Consecutivamente, o meu cartão passou a identificar-me com o Farinha depois do meu primeiro nome.

As crianças são cruéis, não são? Todos os fins de semanas de trabalho no Zoo é como se tivesse voltado aos meus tempos de pré-primária e primária. Farinha, vamos aqui; Farinha, vamos ali; oh, Farinha, faz-me lá um bolo; Farinha!, Farinha!, Farinha!, Farinha!... e até alguns pais meio malucos não resistem em gritar um moche ao Farinha! ou variantes. A última que ouvi foi Farinha, Farinha, no cu da galinha incha - achava eu que era um ditado qualquer que existia, mas não passa de um fruto estranho da imaginação das criancinhas. O Farinha está de volta. Mas sabem? Eu não me importo. Aliás, eu gosto, eu adoro que me chamem Farinha. Poucas pessoas o sabem porque eu contesto sempre e finjo-me incomodado. Sendo eu um alvo fácil e preferido por muitos para se gozar, não é difícil fazê-los usarem este meu estimado apelido de cozinha. E quanto mais nos mostramos incomodados com certa coisa, mais as crianças gostam de a provocar (todos nós sabemos controlar as pequenas criaturas, não é?).

Por isso, sim, eu adoro o meu nome. O pequeno Guess não percebia ainda o valor dele, mas agora percebo e sinto-me bem por ele fazer parte da minha identidade. Ah, Zoo... consegues sempre fazer-me feliz. Sempre.

Em conclusão, não te preocupes Inêz, um dia vais perceber a uniquidade do teu nome. Não fiques triste, B. Magalhães, o computador está aqui está a ir à falência e a ser retirado do mercado. Não ligues ao que os outros dizem, Rosa, não é vergonha nenhuma ter o nome de uma flor tão especial. Este parágrafo é, pois, para algumas das crianças que festejaram comigo os anos da Madalena este sábado no Jardim Zoológico. Uma festa em que, curiosamente, falámos imenso sobre os nomes.


Guess
Obrigado, avô. És tu quem me faz sentir um orgulho enorme em chamar-me Farinha.

Monday, March 2, 2009

Morcegos Mostram as Suas Caras

Caros amantes de tretas, eis que, finalmente, os vossos fiéis morcegos conseguiram juntar-se para tirar uma fotografia juntos e vos mostrar os nossos belos rostos.

A ocasião não podia deixar de ser perfeita, mas o contexto em que a fotografia foi tirada não foi, talvez, o mais indicado. Passo a explicar:

Como muitos de vocês sabem, a nossa MJNuts festejou os seus anos com mais uma das suas lendárias festarolas, que duram noite fora. Estando o Carnaval a rondar aquela data, a nossa anfitriã não resistiu em exigir que todos aparecessem mascarados (another year!). O pessoal adora sempre estes planos e, obviamente, começou a preparar as suas máscaras. Mas há algo que o pessoal adora ainda mais que máscaras. O quê? Máscaras que gozem com a MJNuts, claro está! E que máscara é mais apropriada para isso numa época tão festiva se não a máscara da sua própria pessoa? Ah, pois é. Fomos todos mascarados deste grande modelo para adultos e crianças que é a MJNuts!

Encontraram-se por aí ainda algumas alminhas que andavam meio perdidas, sem saber como encarnar uma personagem tão peculiar, mas a estrutura era bastante simples: roupa feia; roupa curta, que não sirva; roupa que não combine; ténis velhos; cabelo despenteado; e óculos. Eis a chave para termos um ser que, se não se parecer muito com a MJNuts, ao menos parece-se com um outro vestido por ela.

E assim surge, então, a fotografia dos Morcegos deste blog, onde poderão verificar, pelo menos, um esforço para estar tudo parecido com a MJNuts. Poderão confirmar isso pelas nossas vestimentas nada a ver com as nossas caras.


Houve quem achasse que a nossa morcega pudesse ficar ofendida com esta nossa imitação caricatória da sua pessoa, mas a verdade é que isto foi sempre (*cof-cof*) uma despedida em grande ao estilo antigo e desleixado da aniversariante, agora que ela diz que está em processo de makeover. Por falar nisso, será que ainda demoram a aparecer as fotografias que mostram o depois dessa mesma makeover, como a MJNuts nos prometeu?

Essas resoluções andam a ser cumpridas ou não?

Guess

Thursday, February 19, 2009

Prendas Partilhadas

Eu sei que é muiiito feio e de contornos extremamente lames falar sobre o nosso aniversário na blogosfera. Mas aproveitando este dia teoricamente especial, e já que o post com postais é mensal, quero partilhar convosco alguns dos meus segredos. Nem todos são 100% segredos meus ou sequer 100% segredos, alguns há partes que se aproveitam enquanto as outras são específicas da pessoa que fez o postal e nada me identifico com elas. De qualquer forma, em todos eles há algo de mim que reconheço naqueles alguéns tão longe e tão perto.

Alguns são repetidos, porque o facto de já os ter utilizado antes não os torna menos meus.

















Sou irritantemente crítica no que diz respeito à correcção escrita...





Eu e o shipping!xD Mas não sou assim tão extremista.



Sintam-se à vontade para partilhar os vossos segredos. :)

MJNuts

Wednesday, February 18, 2009

Tão Nosso...

Sabemos que estamos em Portugal (Lisboa) quando:

* o avião em vez de parar numa porta de embarque, estaciona nos confins do aeroporto e temos de ir de autocarro até ao edifício principal;
* há crianças a chorarem e a fazerem birra nas proximidades;
* há pouquíssimos funcionários a fazerem a verificação de documentos de identificação e os que há estão mal-dispostos e lentos e as filas são bem maiores do que deviam ser;
* o aeroporto é abençoadamente pequeno e bem sinalizado e as probabilidades de uma pessoa se perder ali são poucas;
* apanhamos uma família de ciganos a discutir no autocarro.

Feels like home to me!

Ah, Londres, vou sentir a tua falta!

MJNuts

Thursday, February 12, 2009

OMG! OMG! OMG!

Lost is soooo back!!!:D

Eu sabia que eles haviam de chegar ao sítio certo e se deixarem de sensações de capítulos introdutórios!

Vale sempre a pena esperar com esta série! ^^

MJNuts

Wednesday, February 11, 2009

Facadinhas Políticas

Por facadinhas, entenda-se rápidas.

Não acho piada nenhuma ao facto de, em plena crise mundial, o PS e respectivos rebentos (leia-se JS) estejam mais uma vez a distrair a mente dos portugueses do que é importante através do casamento gay. Não é a altura ideal e nenhum elemento ou simpatizante da comunidade LGBT devia orgulhar-se de o assunto voltar a estar na mesa. Mesmo que seja uma mesa hipotética. O portuguesinho retrógado fica chocado, ergue o punho no ar em indignação e esquece-se de se lembrar que outros males se passam...

... Como os 1800 milhões de euros em dívidas que a nacionalização do BPN está a custar aos bolsos in-crise-ados dos contribuintes portugueses. Isto de arrecadar como nossas as dívidas de uma instituição com 700 milhões de euros de prejuízo só podia dar porcaria. Boa jogada, Teixeira dos Santos&Cia.

E agora a eutanásia também vai servir para atirar areia aos olhos dos portugueses?

Sacana do Sócrates é mesmo esperto.

MJNuts

Sunday, February 8, 2009

Façam o jeito aqui à prima

Para quem é fã e para quem não é fã também!






View all Lisbon events at Eventful


Lili

Wednesday, February 4, 2009

The Office US


Ah, pessoa de férias entretém-se com coisas destas... E depois vem para a blogosfera falar sobre isso. Mas hoje vou tentar uma abordagem diferente. Hoje em vez de fazer a síntese da série e revelar a minha parcialidade em relação à coisa a cada três linhas, vou enumerar os motivos porque gosto de The Office (e porque vocês deveriam gostar também).

1. O genérico.




Ignorem a pessoa idiota que resolveu cantar por cima e apreciem a instrumental coordenada com as imagens. Não me canso deste genérico e já lá vão cerca de 40 episódios da série.

2. O Steve Carell.


Sou fã deste grande senhor desde os tempos em que ele era colaborador no The Daily Show. Gostei dele nos filmes que vi em que ele entrou e não há como resistir a este sorriso brilhante acompanhado dos belos olhos verdes e do nariz pontiagudo. Steve Carell como Michael Scott, o chefe, é uma delícia. Confesso que a personagem às vezes me irrita e só me apetece bater-lhe, mas as não muito frequentes vezes em que Michael Scott mostra o que tem de melhor batem todo o resto do tempo de idiotices.

3. O Jim Halpert.


Esqueçam o Chuck da série homónima. Esqueçam o Ted de How I Met Your Mother (esse tipo que quando se conhece melhor parece menos amoroso e mais obsessivo-compulsivo, além de que fica péssimo a beijar no ecrã). Jim Halpert é o homem televisivo dos meus sonhos! Ele é giro, alto, super fofo, brincalhão, inteligente... Não há como não o adorar!

4. O elenco em geral.


Sim, o Steve Carell é a jóia da coroa no que diz respeito à fama. E sim, o John Krasinski como Jim Halpert é o actual dono do meu coração dado a TV crushes. Mas toda a equipa que trabalha na Dunder Mifflin de Scranton, Pensilvânia, é digna de louvor. Há que sublinhar que Rainn Wilson, o Dwight, este aqui...


... rouba muitas vezes a cena aos seus colegas. As partidas que Jim e Pam lhe pregam são hilariantes e tudo aquilo que rodeia o personagem tem uma atmosfera que eu diria ser épica dentro da vulgaridade que é suposto ser o ambiente de um escritório. Mas além do Dwight, há um mexicano gay, uma beata linda e boa mas insuportável, um trabalhador temporário-depois-efectivo que é a coisa mais disfarçadamente inútil que já vi na vida, uma indiana que não se cala, um profissional de Recursos Humanos mal tratado pelo chefe, uma mãe solteira alcoólica e por aí em diante. Todos eles, juntos, formam uma fabulosa equipa que funciona nem se sabe bem como. Não há nenhum que eu possa dizer que não gosto e são todos extraordinariamente passíveis de serem alguém real (tirando provavelmente o chefe Michael Scott).

5. Os casais.

Tal como na vida real, o amor acontece. Isto de trabalhar várias horas por dia faz com que o local de trabalho seja o sítio mais propício a ver o amor nascer. E este belo escritório não foge à regra. Há vários casais, na maior parte dos casos não se perde muito tempo de antena com eles (tirando o Jim e a Pam que são assim um exemplo bastante bom de como prolongar um amor óbvio sem o concretizar e ao mesmo tempo sem estragar a forma como o público aprecia as personagens e a relação - para exemplo de como concretizar com sucesso uma relação ansiada pelo público, isso já não servem) e todos eles, cada um à sua maneira, são possíveis exemplos de relações amorosas reais. Um pouco caricaturadas, mas excelentes de qualquer forma. Não há um único casal de que eu não goste. E há momentos (pseudo-)românticos em que rir é a única reacção que tenho para aquilo!

6. O humor.

Infelizmente, não há muitas séries que me façam rir. Há séries que me põem bem-disposta e há séries que me fazem sorrir. Há séries, como 30 Rock, que me fizeram soltar uma gargalhada mais do que uma vez. Mas The Office faz-me rir frequentemente. Assim rir tipo pessoa estúpida que está a rir sozinha diante de um ecrã! E o porquê de tanto me rir é o que vou explicar no próximo e muito importante ponto explicativo do meu amor pela série.

7. Eles são tão inconvenientes como eu.

Eu explico. Eles dizem coisas que não lembram ao diabo. Eles fazem coisas que deixam uma pessoa sem reacção de tão inacreditáveis. Eles são subtis como um elefante numa loja de cristais. Eu olho para aquele escritório e identifico-me e tenho fé que afinal haja esperança para a minha inconveniência natural. E enquanto olho para o ecrã em quase estado de choque de nem acreditar no que estou a ver/ouvir, farto-me de rir. E claro que o facto de muita da piada de The Office vir daquele humor a que chamo humor awkward (o único tipo de humor que me faz rir em programas televisivos) também ajuda bastante.


E é isto, meus amigos. Se não quiserem ver a série, não vejam. Se algum destes pontos vos cativar, experimentem por vocês mesmos. Eu não me arrependi!

MJNuts