Monday, May 12, 2008

Motivações Masturbatórias

É certo que já todos nós falámos sobre masturbação. É frequente quando somos mais novos e começamos a praticar esta pequena actividade sexual partilhá-la com amigos mais próximos do mesmo sexo, que tenham uma experiência semelhante à nossa. As raparigas falam entre si sobre os resultados da experiência que todas combinaram realizar em suas casas na tarde anterior, e os rapazes, muitas vezes, decidem fecharem-se no quarto e competirem entre si para verem quem consegue executar uma masturbação completa mais vezes. Obviamente, que esta não é a infância de todos nós, mas apenas um pequeno exemplo de recordações que alguns de nós acabam por ter quando crescem e optam por manter mais secreto este pequeno acto privado.

O que muitos de nós não sabem é que podemos chegar a conclusões bastante interessantes quando duas pessoas de sexos opostos partilham as suas experiências masturbatórias agora com uma idade mais decente. Não querendo cair no erro de uma indução ou de uma generalização precipitada, gostaria apenas de partilhar com vocês um pequeno facto (?) que tenho vindo a notar ao longo destas exautisvas trocas de palavras sexuais.

Qualquer pessoa consegue masturbar-se e atingir aquela intensa concretização final estimulando apenas o orgão sexual (por favor, não sou nenhum especialista nesta matéria; batam-me se estiver errado). No entanto, muitos de nós - ou pelo menos, aqueles que têm amor às suas mãos - gostam de apoiar ou, talvez mesmo, intensificar o estímulo sexual, recheando as suas mentes com imagens, fantasias ou cenas sexuais que encaixem perfeitamente com a sua própria definição de sexo perfeito. Com a pornografia somos limitados pela constituição física dos actores e a cena pornográfica que escolheram para nós e, como tal, gostava apenas de falar sobre os caminhos que a nossa mente procura tomar quando queremos intensificar o nosso prazer.

Ao que aparenta, um rapaz (tenha a orientação que tiver; mas tomemos o exemplo de um rapaz heterossexual) utiliza a forma de uma mulher específica para rechear o seu pensamento. Talvez se masturbe com a sua mente na mulher da perfumaria, na professora de Educação Física, na melhor amiga da namorada ou mesmo na Kate Winslet. O rapaz procura conhecer o corpo e mesmo um pouco da própria pessoa que tem em mente para melhor e de forma mais completa poder imaginar a sua situação sexual perfeita. As expressões faciais que apresenta quando está a ter prazer é proveitoso conhecer ou até mesmo se o som da sua voz for possível saber, ainda melhor será para acrescentar uns suspiros ou gemidos mais realistas.

Já com as mulheres, o mesmo não sucede. Como devem calcular, não interroguei nem uma décima das mulheres do mundo, mas, aquelas com quem falei, explicaram-me que o seu pensamento sexual não funciona da forma anteriormente anunciada. Elas não intensificam o seu prazer com caras familiares de pessoas que já viram, mesmo que tenha sido numa revista. A sua mente escapa-se por situações sexuais onde o que realmente importa é o acto em si. A posição, o corpo, a forma como o protagonista (quem se está a masturbar) está, os movimentos, os braços, o calor. No fundo, não existe ninguém em particular no seu pensamento masturbatório. É, de certa forma, um vulto.

É uma conclusão engraçada. No entanto, acredito que haja imensas objecções e excepções. Mais uma vez, não sou nenhum especialista no assunto e, como tal, não me culpem se nenhuma destas definições encaixar em vocês. Trata-se de um pequeno estudo baseado no pequeno grupo de pessoas que me rodeia. Seguidamente, apresento uma gravura um pouco ridícula que demonstra o estudo apresentado. Just for the fun of it.



Guess

3 comments:

Pedro said...

Gostava de saber com que amigas é que conversas sobre masturbação. Porque as raparigas raramente ou nunca falam sobre masturbação. Obviamente há excepções como é o caso das Lésbicas, essas sim falam de masturbação abertamente. Mas é engraçado a conclusão a que chegas.

Guess said...

Não tem nada a ver com serem lésbicas ou não. Falei com várias raparigas muito diferentes umas das outras.
Para além de eu conseguir pôr as pessoas à vontade e de, obviamente, ter falado com pessoas com quem tenho confiança, as raparigas cada vez mais estão abertas em relação a este tema. Falar sabe bem, caro Pedro :)(whoever you might be).

Estrunfina said...

"As raparigas falam entre si sobre os resultados da experiência que todas combinaram realizar em suas casas na tarde anterior..."

Isto faz-me crer que tive uma adolescência um bocado parva!!