Thursday, November 29, 2007

One Hit Wonders

Bem, já cá faltava a única coisa que é certa neste estaminé, que é como quem diz, a rúbrica musical mensal.

Novembro foi um mês de redescobertas auditivas, ou seja, desencantei algures CD's velhos e quase podres com músicas que não ouvia há séculos e cravei pérolas igualmente roskoff a terceiros. Portanto, Novembro foi um mês de músicas daquelas mega giras e que toda a gente conhece, ninguém sabe quem as canta e o artista nunca mais mandou uma para a caixa em toda a sua vida.

Aqui fica um Top 10...

1. Cheap Trick - I Want You to Want Me (ah, esta é especial para mim!)
2. Sneaker Pimps - Six Underground
3. Midge Ure - Breathe
4. Tal Bachman - She's So High
5. White Town - Your Woman
6. Tasmin Archer - Sleeping Satellite
7. Primitive Reason - Seven Fingered Friend (diz que parece que se calhar não é bem One Hit Wonder, mas confesso que é a única música da banda que ouvi na rádio...)
8. Donna Lewis - I Love You Always Forever
9. Beverley Craven - Promise Me (outra que lá pelos lados British não é bem One Hit, mas por cá é só esta que se conhece... bem, é linda, merece ser relembrada)
10. The Connells - '74-'75

Digam-me lá que não conhecem pelo menos umazinha desta lista!

MJNuts

Monday, November 26, 2007

Definição de Vida

Acho que a maior parte das pessoas não tem noção ou consciência do peso que recai sobre os jovens pós-maioridade. Os acabadinhos de fazer 18 anos, que entram para a faculdade.

De um universo de oportunidades e possibilidades, são fechadas quase todas as portas, cobertas quase todas as janelas. Escolhe-se uma. Que pode ser a certa, mas muitas vezes é a fácil ou a errada ou a que teve de ser.

Não há uma consciência cívica, sólida, do pavor que um jovem tem no seu ano de finalista, prestes a entrar no mundo do trabalho. Principalmente no ano de finalista de uma vida que não se quer... Não há um conhecimento do receio, do trabalho de redefinição que se tem de pôr em prática na mudança de tudo o que até ali era certo.

A vida foi delineada por uma sociedade estratificada e viciada. É-se vagamente livre durante uns 15 anos e o restante começa a ser traçado por um caminho cada vez mais estreito. Curso, relação estável, emprego, casa, filhos... reforma?

Isto faz sentido? Talvez faça. Talvez seja o caminho melhor de se percorrer. E os ideais? E os sonhos da infância? E os princípios que adoptámos para a nossa conduta?

A flexibilidade da nossa personalidade deve-se a nós mesmos, às mudanças do nosso corpo, ao envelhecimento? Ou à pressão exercida pela sociedade?

Se fui uma criança que sempre defendeu os mais fracos, vou acabar uma adulta a lutar ao lado dos poderosos? O que muda tanto com o crescimento que nos tira as ilusões e as esperanças?

E se toda a vida sonhámos apenas em seguir esse padrão pré-definido? Existem pessoas assim? É provável... Mas tenho a sensação que existem muitas mais a contentarem-se com isso do que a sonharem-no...

E é claro que há as voltas que a vida dá. E as pessoas que no-las trocam.

MJNuts

Listening to: Kate Havnevik

Thursday, November 22, 2007

Nada se Perde, Tudo se Transforma

«Vou-me casar. Queria um vestido assim minimalista, como se o Ando fosse estilista, 'tá a ver?»
«Tenho exactamente aquilo que precisa, S.ra Arquitecta.»

[pick me! pick me!]

Saudações,
Giovanna, Fantasma das Férias Passadas

Monday, November 19, 2007

Forever Lost

Para compensar o longo período em que as semanas foram tudo menos tretas, gostaria de publicar aqui neste humilde blog o meu mais recente trabalho. Embora esteja em Direito (o terror!), a minha paixão por filmes e multimédia existe e existirá sempre a um nível superior a qualquer outro ofício que possa exercer.

Como tal, parte do meu tempo é ocupado com a realização de vídeos que não têm objectivo nenhum, se não o de me ajudar a suportar melhor a minha rotina (e nisto inclui-se o meu adorado curso de Direito).

Penso que o motivo pelo qual quero publicar o trabalho no Tretas - trabalho esse acabado há coisa de 3 dias - é pelo facto de a nossa adorada anfitriã, MJNuts, ser a protagonista desse mesmo trabalho! Diga-se de passagem que o seu desempenho surpreendeu-me, juntamente com o de Ana Garcia, que contracenou com ela. A falta de pessoas dispostas a satisfazer os meus caprichos obrigou-me a ter uma parte activa no filme também!

Seja como for, sem mais conversa da treta, aqui está ele. Forever Lost.
Peço as minhas desculpas pela baixa qualidade do vídeo, mas era a única forma de ele caber no YouTube.

O vídeo tem um total de 7 minutos. Vão ter que esperar um pouco para que o upload fique completo, mas acho que vale a pena.



Guess (isto da pouca criatividade está-nos a afectar a todos)

Saturday, November 17, 2007

Citações

Bem, à falta de eloquência lírica corrente dos membros desta seita de Tretas, deixo-vos então com uma série de citações potencialmente bonitas (que isto depende sempre dos gostos de cada um). Acho que há umas regras todas muito XPTO para se citar frases e pessoas, mas eu vou limitar-me às aspas e a atribuir nome à frase proferida. Quando o há.

Portanto, em ordem aleatória daqueles dias melancólicos e pensativos...

"Não ajoelho. Sei que Deus despreza quem ajoelha." - John Fowles, O Coleccionador

"A ausência faz ao amor o que o vento faz à labareda: aumenta a grande e extingue a pequena." - William Shakespeare

"Faz sempre o Bem. É uma atitude que cairá bem a um certo número de pessoas e espantará as restantes." - Mark Twain

"A tolerância é a melhor das religiões." - Victor Hugo

"Cada pessoa tem um dom e nele reside o seu destino."

"Um artista verdadeiro não é o que triunfa à primeira, é o que cria depois do fracasso."

"As pessoas pedem críticas, mas o que realmente esperam é serem louvadas." - Somerset Maugham

"És melhor que tu. Não digas nada: sê!" - Fernando Pessoa

"Ver Deus pelos olhos da Igreja é como acender uma vela para ver melhor o Sol." - Leo Tolstoi

"Cuidado com a fúria de um homem paciente." - John Dryden

"Em caso de dúvida, confia no teu amigo. Mais vale errar por amor do que por desconfiança." - Alfonso Milagro

"A própria virtude precisa de limites." - Mostesquieu

"A maior parte do anjo está por dentro e a maior parte da pessoa está por fora." - Fynn, Senhor Deus, esta é a Ana

"Se chorares de noite pelo Sol, as lágrimas não te deixarão ver as estrelas."

"Devemos ser aquilo que somos. Mas temos de descobrir o que somos para o sermos." - João Matias

"Todos são iguais. Mas uns são mais iguais que outros." - George Orwell, O Triunfo dos Porcos

"Na busca desesperada de ter, o Homem esquece de ser." - Gustavo de Assis

"Morrer é trocar as nossas convicções por um ponto de vista." - Daniel Pennac, Excelentíssimas Crianças

"Quem tem muito no seu interior, pouco precisa de fora." - Goethe

"It's easier to fight for principles than to live up to them." - Alfred Adler

"To love oneself is the beginning of a lifelong romance." - Oscar Wilde

"We don't see things as they are, we see things as we are." - Anaïs Nin

"Consciência e cobardia são, na realidade, a mesma coisa." - Oscar Wilde, O Retrato de Dorian Gray

"Pois não há nada escondido que não venha a ser revelado. E não há nada enterrado que não venha a ser erguido." - Evangelho de S. Tomé

"There's no point living if you can't feel alive." - Elektra King, 007 - The World is not Enough

"Love is what we were born with. Fear is what we learned here." - Marianne Williamson

"Têm sido cometidos crimes mais horrendos em nome da obediência do que no da rebelião." - C.P. Snow

MJNuts (em fase claramente não criativa... mas eu volto!)

Monday, October 29, 2007

Ah! Nem Vão Acreditar na Rúbrica Musical Deste Mês!

Bem, Outubro foi um mês em grande para o Tretas. Batemos pelo menos 2 recordes pessoais, ou seja... O mais recente post do Guess, Ética, Respeito vs Amor, Atracção, foi o mais comentado de sempre desta banca! Yey! Este também foi o mês mais postado de sempre, 10 artigos com este que agora se apresenta, quem sabe mais algum não virá a tempo? Ah, e claro, a Giovanna voltou a dar sinais de vida, um evento sempre digno de referência!

Como tal, parece-me a mim que a única regularidade que existe neste antro de perdição tinha de ser em grande para fechar Outubro com chave de ouro.

Portanto proponho-me a desafiar todas as leis da decência e do encanto e, sim, vou cometer o temível acto, vou atrever-me à maior das calúnias. Vou olhar para os filmezinhos da Disney, as maravilhas da nossa infância e da nossa vida, e vou ter o desplante de fazer um Top 10 das melhores músicas de sempre. Sem repetir filmes! Ah, o drama!

Convenhamos que quando eu era pita, ia ao cinema ver as coisas dobradas e era assim que as cassetes me eram ofertadas. Por isso, disponho uma lista integralmente portuguesa e brasileira. À bela infância.

Avisa-se os interessados que o post é comprido e repleto de vídeos. x)

10. Mulan- Pelo Amor, Lutar Contra Quem For - o filme é excelente, dos meus preferidos, mas a banda sonora, pelo menos em português, não foi particularmente marcante. Sei que a canção icónica, ou pelo menos aquela de que mais costumam falar, é aquela em que a Mulan canta diante do espelho, mas a modos que essa só vale mesmo na versão da Christina Aguilera...



9. Tarzan - Filho de Homem - não sou particular fã do Luís Represas ou projectos que o incluam, mas admito que ele fez um bom trabalho na banda sonora portuguesa deste filme. E acho que esta música é o expoente máximo desse bom trabalho.



8. Aladdin - Príncipe Ali - bem, 1º pomo da discórdia... Gosto muito do filme, mas não tem as músicas mais populares de sempre... Contudo, as cenas das músicas são míticas, qualquer uma! Há que lhes dar o devido crédito. E pronto, suponho que a maior parte das pessoas se inclinasse para a bela Um Mundo Ideal, mas é sempre desta que eu me lembro e é a que mais vezes cantarolo.



7. A Bela Adormecida - Sonho Bonito Que Eu Sonhei - fogo, o momento mágico do filme! é que punha todas as rapariguinhas a sonhar com príncipes encantados que apareciam assim do nada, todos bonitões!



6. Pocahontas - As Cores do Vento - odiei o filme quando o vi (eles não ficam juntos no fim? mas que raio de filme Disney é este?xD), mas esta música marcou e ficou e ainda hoje é belíssima. Susana Félix no seu melhor.



5. Hércules - De Zero a Herói - o meu filme Disney preferido DE SEMPRE. Adoro tudo, sei tudo, vi mais vezes do que me lembro! As minhas preferências pessoais em termos de canções talvez se inclinem para Não Sei Se É Amor ou No Céu Serei Maior, mas esta é a mais conhecida e é boa demais para não ser homenageada... "É docinho! Sabor que agrada!"

4. A Bela e o Monstro - Bon Jour - eu não quero saber do que diz o mundo inteiro, não há discussão possível! Ju Cassou e companhia a desejarem "Bom dia!" ao povo de passagem é a melhor música deste clássico do coração de tudo o que é gaja! E o filme ainda tem das introduções mais belas e comoventes da Disney...



3. O Rei Leão - Ciclo Sem Fim - é considerado o melhor clássico da Disney e até pode ser, mas tenho uns tantos à frente dele no meu Top pessoal. Mas dou o braço a torcer no que diz respeito à qualidade inigualável desta abertura de arrepiar. Absolutamente genial.

2. O Corcunda de Notre Dame - Os Sinos de Notre Dame - o filme é um bocado seca, digo eu... Das poucas vezes que o vi, dei comigo a pensar "Mas já estão a cantar outra vez?!" e a rolar os olhos de tédio. Mas se há parte que nunca me aborrece e que venero pela genialidade sonora, visual, lírica, tudo... É esta celestial música de abertura. Faz o filme todo. É isso e o pseudo-strip da Esmeralda para cima do Frollo!



1. A Pequena Sereia - Corações Infelizes - Deus me perdoe, e me perdoem também os traumatizados e os que preferem os grandes clássicos cantados lá na gruta e entre os peixinhos todos. Mas esta é A música deste filme. É... é... Não há palavras! Os requintes de malvadez! A crueldade latente! A sexualidade reprimida nas palavras, nas danças, na intenção! É magnífica! E culmina com aquele "aaaahhhh" da Ariel que ainda hoje me lateja na cabeça e me faz doer o coração! Perfeito! A melhor música Disney de todos os tempos.



Isto é, na minha humilde opinião. E olhem que me custou horrores ordenar isto! Ao menos já têm a papinha toda feita e podem recordar as velhas canções dos vossos dias felizes sem procurar muito.

MJNuts

Thursday, October 25, 2007

Como Sair Sempre Por Cima Numa Discussão

Parto do princípio que discutir é inerente a todos os seres humanos falantes. Por falantes, entendam-se várias línguas e linguagens, mesmo as silenciosas.

Não digo discutir estilo decibéis de fazer corar os Metallica com ameaçar de arremesso dos objectos mais próximos. Também pode ser, mas estava a referir-me às discussões mais comuns. Sei lá, dois amigos, um benfiquista e outro sportinguista. Ou duas pessoas a discutirem sobre quem agiu mal ou quem teve a culpa do quê. Coisas assim do género. Triviais, dia-a-dia.

Pois bem, como acontece a todos nós, há dias em que estamos muito eloquentes. Há outros que nem por isso. E depois também depende do "adversário" da discussão. Se tiver muitas cartas na manga, estamos tramados. Por cartas na manga, entenda-se: domínio das falácias da argumentação. Ui, são os que tagarelam melhor, nunca têm razão, mas a gente já nem diz nada só para ver se eles se calam.

Mas adiante. A verdade é que as discussões fazem parte das nossas vidinhas. Se por acaso algum dia acharem que têm razão, mas o fluir da coisa não está a correr a vosso favor, ou simplesmente quiserem que o outro lado da peixeirada feche a matraca, aqui ficam umas dicas que podem usar.

Juro que resulta se conseguirem manter uma expressão irritantemente séria.

1. Portanto está a haver uma discussão assim a dar para o acesa e quando dão por vocês, o tom de voz em acção é mais elevado do que seria recomendável. Se gostam de conversas normais, se evitam berros estridentes e histéricos... Com certeza o panorama actual da discussão não vos está a agradar. Nada mais simples. Páram por momentos e fixam a outra pessoa nos olhos. Quando encontrarem uma aberta, sussurram em grande estilo: "Porque estás a falar tão alto?". É provável que não vos percebam à primeira, mas podem repetir, não corta muito o efeito. Garanto-vos que o motivo da discussão é automaticamente esquecido. Habilitam-se é a levar um murro se a pessoa do outro lado for daquelas de ter os nervos em franja.

2. Esta apresenta resultados satisfatórios quando a discussão é unilateral. Ou seja, quando há alguém que está a dar na cabeça de alguém. Neste caso, basta sorrir e concordar. Aconselho-vos a desligar do que quer que seja que vos estão a dizer, principalmente se acharem que a pessoa se está a repetir ou não tem tanta razão quanto isso. Com sorte, irritam o/a Sr/a. Sermão. Senão, o/a respectivo/a Sr/a. Sermão fica contente porque acha que está a ser ouvido.

3. Bem, eu diria que esta dica é a cereja no topo do bolo. Mas digamos que é uma arma, erm... pouco civilizada? Se tiverem muita confiança com uma pessoa e estão a debater um assunto, sei lá, com quem a Kate deve ficar no Lost, e por acaso até sentem que os argumentos contrários vos estão a dar grande baile... Pah, excelente altura para soltarem descontraidamente, assim como quem não quer a coisa, um "Tens um pedaço de comida entre os dentes". Tiro e queda. Ninguém põe vitórias em discussões acima do constrangimento social.

Com certeza haverá mais, mas de momento é o que me ocorre. Quem sabe não vos safará para a próxima?

MJNuts

Monday, October 22, 2007

Ética, Respeito vs Amor, Atracção

Para parar com esta onda de espírito assim um pouco negativo ou soturno, gostaria de levantar mais uma questão polémica que diz respeito às relações entre os seres humanos em qualquer parte do mundo. Devo confessar que fiquei motivado a escrever este post depois de ter sido confrontado com uma situação semelhante à seguidamente enunciada. Tal como MJNuts tem transmitido nos seus posts, estas últimas semanas têm sido de grande emoção. O caso que enunciarei de seguida não se trata propriamente de um exemplo real. É, simplesmente, um caso que descreve o assunto que quero tratar. Seja como for, eis a situação.

É de conhecimento mais que óbvio que vivemos num mundo onde todos receiam a solidão. Esqueçam. Somos todos indivíduos que não têm qualquer poder sobre... (não queria utilizar nenhum cliche ou soar demasiado dramático, mas tem que ser) quem decidimos amar, ficar apaixonados ou mesmo sentir atracção sexual.

Tomemos o caso da paixão.
Pessoa A é um cidadão do mundo susceptível de ser visto por qualquer pessoa a partir do momento em que se encontra no espaço público. Pessoa Z, no seu direito de vaguear pelo espaço público, cruza o seu olhar com Pessoa A e sente, imediatamente, uma explosão de sensações. Falemos, primeiro, da atracção física (até porque a primeira impressão é sempre a exterior). A beleza lasciva de A e os contactos visuais entre os dois impressionam Z de uma forma tão extraordinária, que antes de ir dormir já sabe sobre quem vai sonhar.
Pessoa Z procura conhecer melhor Pessoa A e aprende a gostar do seu sorriso. Insiste em vaguear pelo mesmo espaço público por onde A vagueia e, superando as suas inibições, conhece-a através de uma conversa simples, mas suficiente para aumentar a intensidade dos seus sentimentos por esta. Parece surgir aquela paixão fresca que dá vontade de tentar tudo e que enuncia uma possibilidade de amor.

Apercebendo-se das suas intenções, Pessoa A revela a Pessoa Z que se encontra numa relação com Pessoa B que dura já há 3 anos. Uma relação que vive tempos de felicidade e onde ambas as partes são fiéis.

Pergunta: Deve Pessoa Z deixar de lutar por Pessoa A, sabendo que esta é comprometida?

Desta vez, vou dar a minha opinião:
Não! O mundo é horrendamente cruel e cada um deve fazer o que está ao seu alcance para atingir a sua felicidade (com prudência, claro. Não sou assim tão radical). Se Pessoa A ama realmente Pessoa B nunca terá "relação alguma infiel" com Pessoa Z, portanto, é seu o problema e não de Z.

Não precisavamos se quer de ir tão longe. Se me sinto sexualmente atraído por Pessoa A devo ou não tentar a minha sorte, sabendo que ela tem um relação estável com Pessoa B? É cruel da minha parte se tentar?

Guess

As Palavras Que Talvez Nunca te Venha a Dizer

Se eu soubesse falar, em vez de escrever, tinha de ir ter contigo e dizer-te o que não me sai da cabeça. Ou do coração.

Chamava-te para junto de mim e sossegava-te. Não te quero tocar nem roubar-te um beijo. Só quero que venhas comigo uns minutos e que me oiças. Não quero que tenhas medo de mim nem que penses que te estou a perseguir. Eu apenas sou o que sou e tenho de ver-te por mais que não queira. E não consigo deixar as coisas a pairar, sem me explicar. Preciso estupidamente que tudo esteja mais claro que água para não haver dúvidas.

Não fizeste nada de mal. Era a tua namorada, já me tinhas avisado do teu compromisso. Não faz mal. Só fez mal até eu descobrir que ela era de facto a tua namorada. E de repente todos me vieram falar e consolar e eu não os conhecia de lado nenhum. Diziam-me para erguer a cara e ir dançar, porque tu não vales nada. Disseram que eu estava a fim de uma pessoa que não queria nada comigo, para esquecer e seguir. Para ir beber qualquer coisa, mostrar que estava bem.

Porque não podia mostrar que estava mal? Porque tinha de fingir sentir-me bem quando me apetecia estar quieta a pensar, sem ouvir ninguém. Qual é o problema de ter ficado magoada? Sujeitei-me. Porque havias tu de não valer nada?

Queria que soubesses que não lhes liguei. Que até podes não valer nada, mas que eu ainda não descobri isso por mim. E portanto é com a minha opinião que vou ficar. E na minha opinião és interessante e tens valor, porque lidas constantemente com o degredo e manténs-te fiel aos teus princípios. Ou pelo menos passas essa impressão.

E eu posso parecer pita, é verdade. Tenho um ar mais jovem do que a minha idade. Dou-me com pessoas de todas as idades (é verdade, até bebés) e sei colocar-me ao nível de todas elas. Quando estou à vontade? Sou jovem e despreocupada e não quero saber se a sociedade exige que eu aja de acordo com a minha idade. Mas a verdade é que tenho os meus 21 anos e, quando se perde tempo suficiente a falar comigo, não são os 16 ou 17 que saltam cá para fora. São os 21 e o que sofri, o que aprendi, o que amadureci.

Mas sou emotiva, emocional. Não lido bem com o coração, não sei lidar. E reagir por instinto solta sempre aquela sensação de inocência, de ingenuidade.

Não me envergonho de ter ficado magoada e que tu tenhas reparado nisso. Envergonho-me de não me ter explicado. Envergonho-me da minha expressão triste na despedida e da tua expressão acabrunhada, como se te sentisses responsável por algo do qual não tens culpa.

Também não é preciso teres pena de mim, está bem? Acontece a toda a hora, todo o instante. Nem sempre os sentimentos são correspondidos e sortudos os que os vêem correspondidos. Sortudos os que os sentem, também.

Por isso foi bonito e intenso e um bocado inexplicável. Não faz muito sentido bater com tanta força, com tão pouco tempo de convívio. Apenas com olhares e conversas. O mal é meu, devo ter visto coisas onde elas não existiam. Mas não faz mal, foi bom assim.

Agora queria só estar aqui contigo, sem te tocar ou tentar o que quer que seja, olhar nos teus olhos e ver a tua reacção. E dizer-te que com mais tempo, tinha-me apaixonado por ti. E não sei porquê.


MJNuts

Thursday, October 18, 2007

Anima-se Tudo, até Música!

Comprei o DVD de Pedro e o Lobo, que é uma maravilha de animação stop-motion da autoria de Suzie Templeton, e mais uma vez fiquei viciada em praticamente todas as técnicas de animação. Daí o timming para receber este clip no meu mail ter sido perfeito, e não resisto a partilhá-lo (e a ver se ainda me lembrava da password para entrar no blog. Hmm...).




Giovanna